CONJUNO (pg. 201 a 206)

Conceito


Observe os exemplos:

Paulistano dirige e
'sonha' com o Gol

Ganhe prazo e
praticidade com
seu carto ou
com dbito direto
em sua conta.


Na primeira frase, a palavra e une duas oraes:

Paulistano dirige e 'sonha' com o Gol.

1 orao        2 orao

        
Na segunda frase, ela une dois termos semelhantes (prazo e praticidade = substantivos). Nos dois casos, a palavra e  uma conjuno.

Conjuno  a palavra que une duas oraes ou dois termos semelhantes de uma mesma orao.


Veja outros exemplos:

"As estrelas parecem ser eternas, mas no so." (Revista Cincia Hoje)
"O sapo tem pele seca, pois no a utiliza para respirar." (Revista Ecologia e Desenvolvimento)
S vou se voc for.
S falarei quando ele autorizar.
"Eu canto porque o instante existe." (Ceclia Meireles)


As conjunes podem estabelecer diversos tipos de relaes entre as oraes. Veja alguns exemplos:
  
Eu lhe telefono, se no os encontrar.       indica condio            Segure-o com fora, para que no fuja.       indica finalidade

Vamos depressa, que vai chover.               indica explicao          Falou tanto que nos irritou.   indica conseqncia


De acordo com a relao que estabelecem entre termos ou entre oraes, as conjunes podem ser classificadas em coordenativas ou subordinativas.

Classificao das conjunes


So conjunes coordenativas as que associam dois termos da orao ou duas oraes independentes: a conjuno apenas une e coordena um termo ao outro ou uma orao 
 outra. Observe:


Parques
Populaes instveis, porm preservadas

1        Parque Nacional da Amaznia (AM e PA)
2        Parque Nacional da Chapada Diamantina (BA)


Fios de esperana
Nada ainda recupera a cabeleira perdida, mas os implantes melhoram

1 orao            2 orao

A conjuno porm liga dois adjetivos: instveis e preservadas.


A conjuno mas liga duas oraes:

"Nada ainda recupera a cabeleira perdida, mas os implantes melhoram"


As duas oraes acima so independentes uma da outra, mas  possvel uni-las em uma nica frase, sem que percam sua autonomia.
As conjunes subordinativas so as que unem oraes que se completam, sendo a segunda orao subordinada e dependente da primeira. Observe:

No vou ao teatro se chover.

1 orao        2 orao


Para que a ao expressa na primeira orao acontea,  necessrio que a segunda orao tambm ocorra. Neste caso, a conjuno se une s oraes, que se completam.
Veremos, a seguir, como se classificam as conjunes coordenativas e as subordinativas, de acordo com a relao que elas estabelecem entre os termos ou entre as 
oraes. Por exemplo, na frase:

Ns sairemos quando ele chegar.

a conjuno quando indica uma noo de tempo; por isso, ela  chamada conjuno subordinativa temporal.
Veja outros exemplos:

O pai e o irmo viro ajud-la.        O pai ou o irmo vir ajud-la.

adio - conjuno coordenativa aditiva             alternativa - conjuno coordenativa alternativa

Tudo aconteceu conforme foi planejado.    conformidade - conjuno subordinativa conformativa

Conjunes coordenativas

As conjunes coordenativas, de acordo com a relao que estabelecem entre os termos ou entre as oraes, podem ser:

        1 Aditivas  - e, nem - expressam uma adio ou soma, um acrscimo  idia anterior.

Alfredo no veio nem telefonou.

        2 Adversativas - mas, porm, todavia, contudo, entretanto, no entanto, apesar disso -expressam uma idia oposta  anterior.

Incio no veio, mas telefonou.

        3 Alternativas - ou... ou, ora... ora, quer... quer - expressam uma escolha, uma alternativa  idia anterior.

"Ou chove ou faz sol."  (Ceclia Meireles)
O pai ou o irmo ir ajud-lo.

        4 Conclusivas - logo, portanto, por isso, pois - expressam uma finalizao ou concluso  da idia anterior.

Eles se amam muito; portanto, vivem felizes juntos.

        5 Explicativas - que, pois, porque - expressam uma justificativa ou explicao da idia anterior.

Venha logo, que estou esperando.

Conjunes subordinativas

1 As conjunes subordinativas, de acordo com a relao que estabelecem entre as oraes, podem ser:

        Condicionais - se, caso, contanto que, uma vez que - expressam uma condio para que ocorra algo.

Se voc no vier, no haver almoo.
Telefone-me hoje, caso queira ir ao teatro.

        2 Causais - porque, que, pois, porquanto, j que, visto que - expressam a causa da idia ou do fato anterior.

No comi o mamo porque est verde.

SECOU PORQUE NO VENTOU
No inverno de 1994, o Brasil teve a maior
seca dos ltimos 40 anos.

        3 Comparativas - como, assim como, tal qual - expressam uma comparao entre as duas oraes.

O lutador  forte como um touro.

        4 Conformativas - segundo, conforme, consoante - expressam uma conformidade entre duas idias.

Cida fez o trabalho conforme o professor pediu.
As chuvas chegaram, segundo disse o meteorologista.

        5 Concessivas - embora, ainda que, mesmo que - expressam uma concesso.

Embora tenha pouca audincia, o programa continua no ar.

        6 Integrantes - que, se - completam o sentido da idia anterior, integrando as duas oraes.

Convm que voc treine mais.
No sabia que voc viria.
No sabia se ele viria.

        7 Finais - para que, a fim de que - expressam uma finalidade, um objetivo.

Poupe dinheiro agora para que tenha algum mais tarde.

        8 Consecutivas - to... que, de tal modo que - expressam uma conseqncia de outro fato.

Alzira levou um susto de tal modo que desmaiou.
A mesa est to bem feita que no balana.

        9 Proporcionais -  proporo que, na medida em que - expressam uma relao de proporcionalidade entre duas idias.

O palestrante se inflamava na medida em que ia falando.

          10 Temporais - quando, enquanto, logo que, depois que - expressam uma noo de tempo.

Quando voltar de viagem, irei v-la.
Enquanto estvamos na gua, as crianas brincavam na areia.

Locuo conjuntiva


Voc deve ter percebido que algumas conjunes so formadas por mais de uma palavra. Nesses casos, elas so chamadas locues conjuntivas.
Veja:

"Sempre que posso, vou aonde as recordaes me chamam."  (Miguel Torga) 

"Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do cu..."   (Castro Alves)

Veja outras locues, de emprego bastante comum:

j que                de modo que
uma vez que                no s ... mas tambm
visto que                no entanto
desde que                ao passo que
mais do que                por conseqncia
menos do que                a menos que
menor do que                a no ser que
de maneira que


Exerccios        


        1        Indique a relao que as conjunes estabelecem entre as frases a seguir:

                a)        "Faz escuro, mas eu canto." (Thiago de Mello)   oposio 
                b)        "Preos de telefone caem e aluguel sobe."     (Folha de S. Paulo)      adio
                c)        Apresse-se, que vai chover.   explicao
                d)        Falou de tal modo que nos comoveu.     conseqncia
                e)        Irei ao cinema, se minha me permitir.   condio
                f)        Mal me viu, veio abraar-me.   tempo
                g)        Quanto mais cresce, mais linda fica.  proporcionalidade
                h)        No me escreve nem me telefona.   adio
                i)        "Desta vez ou tomas juzo ou ficas sem coisa nenhuma."     (Machado de Assis)   alternncia
                j)        "J no  analfabeto,
                        esse inseto,
                        pois sabe escrever seu nome."   (Ceclia Meireles)   explicao

        2        Reescreva as frases a seguir, extradas do exerccio 1, completando-as com as conjunes que estabeleam as relaes indicadas no quadro.   (Professor: 
As conjunes podem variar:  importante que as relaes estejam adequadas.)

                a)         explicao  porque                                                                                                c)  tempo     quando
                
                        Faz escuro, .... eu canto.                                                             Irei ao cinema, .... minha me permitir.
                
                b)         oposio  mas                                                                                                d)  oposio    mas

                        Preos de telefone caem, .... aluguel sobe.                     No me escreve, .... me telefona.

                        



        3        Releia o trecho do poema de Ceclia Meireles:

"J no  analfabeto,
esse inseto,
pois sabe escrever seu nome."

                Compare-o com a seguinte construo:

J no  analfabeto
esse inseto,
sabe, pois, escrever seu nome.

                a)        Qual  a relao estabelecida no trecho acima?  concluso  No texto original, pois aparece anteposta ao verbo saber; no texto modificado, 
ela vem posposta ao verbo.
                b)        Comparando os dois textos, qual  a alterao que se observa quanto  conjuno?
                c)        Qual  a classificao da conjuno pois no texto original e no texto modificado? Justifique.  No primeiro caso, pois  uma conjuno coordenativa 
explicativa. No segundo,  conjuno coordenativa conclusiva. A posio da conjuno determinou a mudana de sua classificao.

        4        No quadro esto algumas das circunstncias que as conjunes podem expressar. Identifique qual circunstncia a conjuno subordinativa destacada 
estabelece em cada frase:

                                                                                tempo - concesso - proporo - causa -
                                                                                        finalidade - condio - comparao

                a)        Arlindo e Silene esto felizes porque em breve tero um beb.    causa
                b)         medida que o tempo passava, aumentava a nossa preocupao.    proporo
                c)        Ele saiu no domingo a fim de passear com a filha.    finalidade
                d)        Eles trabalham agora, enquanto tm foras.   tempo
                e)        Ele compareceu  festa sem que o convidassem.    concesso
                f)        Voc reclama tanto quanto ns.    comparao
                g)        Sairemos, desde que no chova.    condio

        5        Identifique e classifique as conjunes coordenativas que aparecem nas frases:

                a)        Eles chegaram cedo, porm ns j estvamos l.   adversativa
                b)        Ele me disse o seu nome e me deu seu telefone.   aditiva

                c)        Convide-a insistentemente ou ela no ir conosco.   alternativa
                d)        Suba pela escada, pois o elevador no est funcionando.   explicativa
                e)        Esqueci o talo de cheques, logo no pude pagar as contas.    conclusiva
                f)        A proposta era tima, mas a casa no estava  venda.     adversativa
                g)        Viajaremos juntos quer chova quer faa sol.     alternativa
                h)        Marcos no me esperou, nem deixou recado.     aditiva
                i)        Hoje estou desocupada, portanto podemos conversar.      conclusiva
                j)        No me pea desculpas, que no h o que desculpar.     explicativa

        6        Leia a frase:

                                        Ns samos cedo de casa, mas voltamos tarde.

                a)        Identifique qual relao a conjuno estabelece.   adversativa
                b)        Como  possvel transformar essa relao em uma adio?   Trocando a conjuno adversativa mas por uma conjuno aditiva (por exemplo, 
e).

        7        Leia a frase:

                                        Juliana ainda no chegou, mas telefonou.

                Reescreva-a, estabelecendo uma relao de adio. Faa as adaptaes necessrias.   Juliana (ainda) no chegou nem telefonou.

        8        Identifique e classifique as conjunes subordinativas que aparecem nas frases a seguir:

                a)        A mulher  mais inteligente do que muitos pensam.    comparativa
                b)        Nada direi se voc me contar o segredo.     condicional
                c)        No poderemos sair enquanto estivermos elaborando os exerccios.    temporal
                d)        Quanto mais ele grita, menos o ouvem.     proporcional
                e)        Ningum me perguntou se a soluo me agradava.    integrante
                f)        Tamanho era o barulho que no entendi o que ele falou.      consecutiva
                g)        Vendemos a casa porque era muito grande para papai.    causal
                h)        Passarei em sua casa, conforme combinamos.    conformativa
                i)        Mesmo que no tenha chance, ele faz tudo para vencer.    concessiva
                j)        Procurei falar pausadamente, para que todos entendessem.    final

        9        Leia as frases atentamente e complete-as com a conjuno adequada, obedecendo  relao estabelecida.

                a)        Sabemos .... a Terra gira em torno do Sol.    que
                b)        A escola era perto, .... amos a p.    por isso
                c)        No solte bales, .... podem causar incndios.   pois/porque
                d)        Afastou-se depressa .... no o vissem.   para que
                e)        Estudou bastante, .... foi reprovado.   contudo/mas/porm
                f)        Minha cabea doa .... fui deitar-me.   tanto que
                g)        Venha .... quiser.    quando

        10        Escolha uma conjuno e uma locuo conjuntiva que tenham a mesma classificao e escreva uma orao com cada uma delas.  Resposta pessoal.


INTERJEIO pg. 207 a 210

Conceito


Observe o quadrinho a seguir:


Na primeira frase - Ah, frias! - o personagem expressa sua alegria, sua emoo pela chegada das frias usando a palavra ah. Esta palavra  uma interjeio.

        Interjeio  a palavra invarivel que expressa emoo, apelo ou estado de esprito.


Veja outros exemplos:

- Oba! Hoje  dia de macarro.
"- U! Voc no tem visto nas novelas?"    (Pedro Bandeira)
- Puxa, que cibra!

Locuo interjetiva


Nem sempre a interjeio  expressa por uma nica palavra. Quando um conjunto de palavras tem o valor de interjeio, chama-se locuo interjetiva.
Veja os exemplos dos quadrinhos a seguir:

As expresses Meu Deus do cu... e Virgem Maria! so locues interjetivas, que expressam espanto.

Veja outros exemplos de locues interjetivas:

Que horror!                Muito bem!                Essa no!
Pobre de mim!                Muito obrigado!        Deus me livre!
Nossa Senhora!        Santo Deus!                Deus me ajude!
Qual o qu!                Triste de mim!                Valha-me Deus!
Que pena!                Pois sim!                Ora bolas!

Classificao da interjeio


A interjeio pode ser classificada de acordo com o sentimento que expressa. No entanto, uma mesma interjeio pode ser pronunciada e usada de formas diversas. Assim, 
ela ser classificada, pela Gramtica, de vrias maneiras, ou seja, enquanto manifestao de um sentimento,  a entonao dada pelo falante que determina as diferentes 
classificaes.
Veja:

- Puxa! Que carro bonito!

- Puxa! Como  difcil isso tudo!


Na primeira frase, a interjeio puxa expressa admirao e espanto. Na segunda, essa mesma interjeio expressa desnimo.
Veja, a seguir, uma relao com as interjeies mais comuns e sua classificao mais usual:

        Admirao ou espanto: Ah! Oh! Oi! Ui! Hem! Uai! Xi! Caramba! Puxa! Arre! Nossa! Opa! Credo! Meu Deus! Nossa Senhora! Puxa vida! Virgem Maria! Santo Deus!
        Advertncia: Fogo! Olha! Cuidado! Ateno! Calma! Alto!
        Agradecimento: Obrigado! Grato! Valeu! Muito obrigado!
        Ajuda, apelo ou chamamento: Socorro! Psiu! Al! Hei! ! ! Valha-me Deus!
        Alegria: Ah! Oba! Viva! Oh! Eh! Eta! Aleluia!
        Alvio: Ufa! Uf! Arre! Ah! Oh!
        Animao: Avante! Eia! Sus! Vamos! Coragem! Fora! nimo!
        Aplauso: Bravo! Bis! Parabns! Apoiado! timo! Viva! Isso! Muito bem!
        Concordncia: Sim! timo! Claro! Pois no!
        Desejo: Tomara! Oxal! Pudera! Oh! Queira Deus!
        Dor: Ai! Ui! Ah! Oh!
        Dvida, incredulidade: Qual! Hum! Qual o qu! Pois sim!
        Impacincia ou contrariedade: Hem! Raios! Ora bolas! Droga!
        Pena, comiserao ou lamento: Coitado! Oh! Ai! Pobre de mim! Que pena! Triste dele!
        Reprovao ou desacordo: Ora! Qual! Francamente! Essa no!
        Satisfao: Upa! Oba! Boa! Opa! Que bom!
        Saudao: Salve! Oi! Ol! Ave! Viva! Adeus! Tchau!
        Silncio: Psiu! Silncio! Basta! Alto! Chega! Pst!
        Surpresa: Oi! Ave! Ol! Ah! ! Oh! Qu!
        Terror, medo: Credo! Cruzes! Uh! Ui! Barbaridade! Que horror!

Exerccios

        1        Classifique as interjeies destacadas:

                a)        Bravo! Voc acertou!        aplauso                                                         
                b)        Ol! Como vai?        cumprimento                                                                 
                c)        Ui! Ui! Como di este arranho!        dor
                d)         menino, largue isso!        chamamento
                e)        Tomara que consigas muito sucesso!        desejo
                f)        Puxa! Como elas esto bonitas!          admirao

        2        Escreva duas frases utilizando as interjeies:

                a)        Ui! - no deve expressar dor;
                b)        Puxa! - no deve expressar admirao.        Respostas pessoais.                                

        3        a)        Complete com interjeies ou locues interjetivas adequadas, levando em considerao o sentido da frase.     (Professor: as respostas 
podem variar.)

                        a)        ...., que pontaria!        Puxa                                                                g)        "....!  um anjo aquela 
menina".    Oh!
                        b)        .... Eu no esperava por essa!        Ai                                h)        ...., vou-me embora, cansei-me de voc!    Basta
                        c)        ...., que susto!        Ai                                                                        i)        "...., meu cajueiro!" 
(Machado de Assis)    Adeus
                        d)        .... Olhai por estas crianas!        Meus Deus!                                j)        ....! Estou cansado de carregar esses 
quadros.      Ufa
                        e)        ...., como vai?        Ol                                                                        l)        ....! Estou caindo! 
Socorro
                        f)        ...., vem vindo um carro!)         Ateno                                        m)        ...! Minha filha passou no vestibular! 
        Que Maravilha                                                  
                b)        Classifique as interjeies que voc utilizou no item a, de acordo com os sentimentos por elas transmitidos.    a) admirao; b) surpresa; 
c) surpresa/medo; d) apelo; e) saudao; f) advertncia; g) admirao; h) contrariedade; i) saudao;
j) alvio; l) ajuda; m) alegria.

        4        a)        Em quais frases do exerccio 3 voc utilizou locues interjetivas?    tens d e m. (Professor: as respostas podem variar de acordo com 
o exerccio 3.)
                b)        Reescreva essas oraes substituindo as locues por interjeies. Mantenha a mesma classificao.   d)Senhor! Olhai por estas crianas! 
m) Viva! Minha filha passou no vestibular!    (Professor: h variaes.)

        5        Escreva cinco oraes utilizando a interjeio Oh! com diferentes sentidos.    Resposta pessoal.

        6        Escreva textos para os quadrinhos a seguir em que apaream duas interjeies.  Resposta pessoal.

                a)           b)

        DESAFIO! 7        Crie dois personagens e escreva um dilogo entre eles, em que todas as falas se iniciem com interjeies. Seja criativo e preste ateno 
 pontuao.
                Observao: Voc pode usar tambm algumas locues interjetivas.    Resposta pessoal.

DESAFIO! 8        O texto a seguir  um trecho de um anncio, cujo produto no est identificado. Imagine as reaes de algumas pessoas para esse anncio e escreva 
trs comentrios, utilizando interjeies. Considere que:

                a)        o primeiro comentrio  feito por um jovem ou uma jovem da sua idade;
                b)        o segundo comentrio  feito por uma senhora de 60 anos;
                c)        o terceiro comentrio  feito por um garotinho de 5 anos.
                Seja criativo!  Respostas pessoais.

DEPOIS
DE FAZER SUCESSO
EM TODA EUROPA,
ELA CHEGOU
AO BRASIL.


SUJEITO   PREDICADO     PONTUAO    

SINTAXE

FRASE, ORAO, PERODO (pg. 212 a  219)

A Sintaxe  a parte da Gramtica que estuda a relao das palavras na orao e, tambm, a relao das oraes entre si.
Leia o texto a seguir:

        
Era uma vez uma professora maluquinha.
Na nossa imaginao ela entrava voando pela sala (como um anjo) e tinha estrelas no lugar do olhar.
Tinha voz e jeito de sereia e vento o tempo todo nos cabelos (na nossa imaginao).
Seu riso era solto como um passarinho.
Ela era uma professora inimaginvel.
Para os meninos ela era uma artista de cinema.
Para as meninas, a Fada Madrinha.
(Ziraldo)


Observe a frase retirada do texto:

"Ela era uma professora inimaginvel."

Quando se afirma que a palavra professora  um substantivo, est se fazendo uma anlise morfolgica desta palavra. No entanto, quando se deseja fazer uma anlise 
do ponto de vista da Sintaxe,  preciso verificar qual  a funo que a palavra professora exerce nesta frase e qual sua relao com os outros termos.
Ao estudo das relaes entre palavras e oraes e entre as oraes de um texto, chamamos anlise sinttica.
O estudo da Sintaxe inicia-se, ento, pela compreenso de trs noes bsicas, que veremos separadamente: a noo de frase, de orao e de perodo. Observe:

 frase:

"Para as meninas, a Fada Madrinha."

 orao:

"Era uma vez uma professora maluquinha."

 perodo:

"Na nossa imaginao ela entrava voando pela sala (como um anjo) e tinha estrelas no lugar do olhar."

Frase

Leia os textos a seguir:

Alerta!

Cada vez menos
crianas com Aids

Balana,
balana, mas
no cai

Todos os textos so construdos com palavras relacionadas entre si de tal maneira que h um sentido completo para estabelecer a comunicao. Em cada um desses textos 
a relao entre as palavras  feita de modo a possibilitar a compreenso do enunciado. Mesmo quando aparece apenas uma palavra - como em Alerta! -, ela recebe um 
tratamento que permite sua rpida compreenso, apesar de isolada.
Nesses exemplos, temos conjuntos de palavras que expressam uma mensagem definida. So frases.
Agora, observe os textos a seguir:

A qumica dentro

Conforme o terremoto

Nesses dois casos, no h sentido completo: os textos precisam de mais informaes para serem compreendidos, pois no h relao lgica entre as palavras. No h 
frases, apenas palavras soltas.

        Frase  o enunciado que apresenta sentido completo.


Compare, agora, as duas frases a seguir:

Em fotos espetaculares, o ataque dos crocodilos.
O limite  voc.

As duas tm sentido completo, mas a primeira no apresenta verbo e a segunda apresenta. Alm disso, como j vimos, a frase pode ser formada por apenas uma palavra: 
Alerta!
Podemos, ento, chegar s seguintes concluses:
 a frase deve ter sentido completo;
 h frases sem verbo.

Veja outros exemplos de frases:

Socorro!
Que calor!
"Quantos lugares, meu Deus, para essas excurses!"    (Ceclia Meireles)
"Mentiroso enrola muito, detalha muito, explica demais."    (Pedro Bloch)


Classificao das frases

As frases podem apresentar sentidos diferentes. Compare:

Saia da, menino!
Tomara que ele saia dali!

A primeira frase expressa uma ordem; a segunda expressa um desejo. Assim, quanto ao sentido, as frases classificam-se em:

1        Declarativas - so aquelas que apresentam uma declarao:

A lngua  o nariz da cobra, que funciona
como um detector qumico, capaz de seguir
o rastro de cheiro deixado pelas presas.

As frases declarativas podem ser:

                 afirmativas:

Ao gosto do fregus
Hollywood recorre s pesquisas de mercado
para dar ao espectador o que ele quer ver.

         negativas:

Ao praticar seu esporte favorito,
o atleta no se esquece dos 
exerccios de alongamento.

2        Interrogativas - so aquelas que apresentam uma pergunta:

Por que as cobras tm lngua
dividida em duas partes?

 3        Exclamativas - so aquelas que apresentam uma admirao:

"Vera  um colosso!"   (Zlia Gattai)

4        Imperativas - so aquelas que apresentam ordem ou pedido:

"Pare de dizer besteiras s crianas, Gigio!"   (Zlia Gattai)


5        Optativas - so aquelas que apresentam um desejo:

Tomara que vocs sejam felizes!

Observao:
         Todas as frases, independentemente do sentido que expressam, podem ser negativas ou afirmativas (positivas). Veja os exemplos:

No me irrite!    imperativa negativa

Cobras cascavis no so inofensivas.   declarativa negativa

Orao


Conhea mais um pouco do texto de Ziraldo:

Meu Deus, quantos anos se passaram! Ns todos, seus alunos, somos hoje muito, muito mais velhos do que aquela professorinha. Estamos todos, agora, com idade bastante 
para ser seus avs, se ela tivesse ficado, para sempre, do jeitinho que est fotografada em nossa memria, aprisionada no tempo.

Orao  o conjunto de palavras organizado em torno de um verbo. Ao contrrio do que acontece com a frase, no h orao sem verbo, e a cada verbo corresponde uma 
orao. Ela pode ter sentido completo ou no. Observe:

"Estamos todos, agora, com idade bastante para ser seus avs..."

H, neste enunciado, dois verbos: estar e ser. Temos aqui, portanto, duas oraes:

1) "Estamos todos, agora, com idade bastante..."
2) "... para ser seus avs..."

Nenhuma das duas oraes, quando isoladas, tem sentido completo, pois no se estabelece uma comunicao eficiente. Os dois enunciados so compreensveis apenas quando 
colocados um ao lado do outro, adquirindo sentido. Quando isso acontece, essas duas oraes formam uma frase.
Assim, temos que:
 nem toda orao  uma frase;
 nem toda frase  uma orao.

Observe:

Socorro!      uma frase, porm no  uma orao, pois no h verbo

"... para ser seus avs"       uma orao, pois possui verbo; porm no  uma frase, pois no tem sentido completo     verbo 
        

"Estamos todos, agora, com idade bastante para ser seus avs"

verbo: uma orao        verbo: outra orao

 uma frase que contm duas oraes

Orao  o enunciado que se estrutura em torno de um verbo ou locuo verbal.

Veja outros exemplos de oraes extrados do texto:

"Meu Deus, quantos anos se passaram!"

uma orao

"Ns todos, seus alunos, somos hoje muito, muito mais velhos..."

uma orao

"Estamos todos, agora, com idade bastante para ser seus avs, se ela tivesse ficado, para sempre, do jeitinho que est fotografada em nossa memria..."

quatro oraes (dois verbos e duas locues verbais)

Perodo


O enunciado de uma frase formada por uma ou mais oraes recebe o nome de perodo, que apresenta, necessariamente, sentido completo.
Leia:

Aqui estamos ns de volta, quase todos. Alguns foram nos deixando pelo caminho, at mesmo na infncia, pois sobreviver no era muito fcil no meio da pobreza da 
nossa pequena cidade. Os outros - cujos pais tinham emprego e salrio - chegaram at este dia, com jeito e cara de vitoriosos, e esto aqui, digamos dentro deste 
livro - os Mosqueteiros do Rei  frente -, prontos para matar todas as saudades...
     
         (Ziraldo)


Observe as frases extradas do texto:

"Aqui estamos ns de volta, quase todos."

Temos aqui:

1.        uma frase, pois o sentido est completo;                
2.        uma orao, pois h um verbo (estamos);
3.        um perodo, pois h uma orao.

"Alguns foram nos deixando pelo caminho, at mesmo na infncia, pois sobreviver no era muito fcil no meio da pobreza da nossa pequena cidade."    Professor: Nesta 
frase, sobreviver tem funo sinttica de sujeito e valor de substantivo. No  considerado verbo.

Temos aqui:

1.        uma frase, pois o sentido est completo;
2.        duas oraes, pois h uma locuo verbal (foram deixando) e um verbo (era);
3.        um perodo, pois as duas oraes compem um s enunciado.

Perodo  o enunciado com sentido completo, estruturado em uma orao ou vrias oraes.


O perodo classifica-se em:

 1        Simples - quando  constitudo por uma s orao, chamada absoluta. Exemplos:

"Este  o mistrio do meu corao."       (Machado de Assis)


"No cu plmbeo
A Lua baa
Paira
Muito cosmograficamente
Satlite."      (Manuel Bandeira)

 2        Composto - quando  constitudo por mais de uma orao. Exemplos:

" evidente que os problemas de terra no Brasil precedem muito a anunciada reforma agrria do governo Sarney."     (Revista Veja)

"Quando eu chego em casa nada me consola."      (Caetano Veloso)

"Atrs do trio eltrico
s no vai
quem j morreu."    (Caetano Veloso)

Exerccios


        1        Copie somente as frases:

                a)        No faa isso!                                                                
                b)        Eles esto famintos.                                                
                c)        gua mole em pedra dura.                                
                d)        Ateno        !                                                                        
                e)        Est nevando no Sul.
                f)        Jovem pianista italiano.
                g)        Que azar!
                h)        Prdio muito antigo.
                i)        Hora certa.
                j)        Quanta gentileza de sua parte!                                                 

        2        Agora, transforme em frases os itens que voc no copiou no exerccio 1.
Resposta pessoal
(Professor: O aluno dever trabalhar com os itens c, f, h, i, imprimindo-lhes sentido completo.)

        3        No quadro a seguir so dados os vrios sentidos que uma frase pode apresentar:

declarativa       interrogativa          optativa          exclamativa            imperativa

                Identifique esses sentidos nas frases:

                a)        No me interrompa mais com essas bobagens!     imperativa negativa
                b)        Ele foi nosso campeo de xadrez.      declarativa
                c)        Que todos os seus sonhos se realizem!      optativa
                d)        O que faremos sem a sua presena?      interrogativa
                e)        Como tenho trabalhado ultimamente!       exclamativa
                f)        No pretendo interferir nos seus planos.     declarativa negativa
                g)        Tenham um bom fim de semana!     optativa
                h)        Voc viu quem fez isto?     interrogativa
                i)        Venha aqui, rapidinho!     imperativa
                j)        Quanta coisa importante esquecemos de dizer!     exclamativa
(Professor: no exerccio 4, pretende-se retomar conceitos variados, j trabalhados anteriormente.)
        4        Reescreva as frases do exerccio 3, fazendo o que se pede:  
Respostas pessoais; seguem algumas sugestes; so possveis outras alternativas.
                a)        frase interrogativa, utilizando uma conjuno;    Por que voc me interrompe com essas bobagens?
                b)        frase optativa;      Tomara que ele seja nosso campeo de xadrez.
                c)        frase imperativa;   Realize todos os seus sonhos!
                d)        frase declarativa negativa, respondendo  frase da letra d (exerccio 3);    No faremos nada sem a sua presena.
                e)        frase declarativa, com o verbo na primeira pessoa do plural;       Temos trabalhado muito ultimamente.
                f)        frase declarativa;    Pretendo interferir nos seus planos.
                g)        frase interrogativa, com duas oraes (dois verbos);     Ser que vocs tero um bom fim de semana?
                h)        frase declarativa negativa, respondendo  frase da letra h (exerccio 3);    No, eu no vi quem fez isto.
                i)        frase imperativa, flexionando o verbo para a segunda pessoa do singular;      Vem aqui, rapidinho!
                j)        frase declarativa.     Esquecemos de dizer muitas coisas importantes.

        5        Identifique os verbos e d o nmero de oraes existente em cada enunciado:

                a)        "Dos doze filhos do casal s restavam as meninas em casa."    (Luis Fernando Verissimo) 1
                b)        Vou imediatamente para a sua casa. 1
                c)        "Aristarco, que consagrava as manhs ao governo financeiro do colgio, conferia, analisava os assentamentos do guarda-livros."  (Raul Pompia) 
3
                d)        Dizem que os artistas chegaro ainda hoje.  2
                e)        A pea que voc nos indicou era muito interessante, mas no ficamos at o fim porque as crianas tiveram sono. 4

        6        Retome a letra b do exerccio 5.

Vou imediatamente para a sua casa.

                a)        Qual  a classificao dessa frase?       uma frase declarativa afirmativa.
                b)        Qual  a classificao desse perodo?      um perodo simples.
                c)        Reescreva a frase, acrescentando a ela uma outra orao. Utilize uma conjuno coordenativa aditiva para ligar as duas oraes.    Resposta 
pessoal (Professor: Espera-se que o aluno use, por exemplo, a conjuno e.)
                d)        Quantos verbos e quantas oraes a frase reescrita apresenta?   Dois verbos e duas oraes.
                e)        Qual  a classificao desse perodo?     Perodo composto.

        7        Classifique os perodos em simples ou compostos:
                
                a)        "Era uma deusa, disto estou convencido, e s no lhe confidenciei minha certeza porque certos mistrios no se revelam."    (Carlos Drummond 
de Andrade) PC
                b)        Apenas uma coisa me entristece: a sua ausncia. PS
                c)        "Na tera-feira Joo disse para a mulher que ia comer um franguinho no espeto com um amigo."    PC (Dalton Trevisan)
                d)        "No reino do faz-de-conta, reinava um rei que era do contra."    (Luiz Galdino) PC
                e)        Enfrentaremos todos esses problemas com muita dignidade.    PS
                f)        Desculpei-me por no ter ido almoar.    PC

        8        Copie da tira a seguir:
Que tal um cineminha? Um filme de Woody Allen?
                a)        uma frase interrogativa;                                                c) uma orao;   Sai com ela e o namorado. (ou outra)
                b)        um perodo simples;        Eu j vi o Van Damme 12 vezes.                                                d) um perodo composto.     Prefiro 
um romntico (...) amei!
                
                 
                Leia o texto a seguir para resolver as questes 9 a 11:

Comeou a ficar escuro e ela teve medo. A chuva caa sem trguas e as caladas brilhavam midas  luz das lmpadas. Passavam pessoas de guarda-chuva, impermevel, 
muito apressadas, os rostos cansados. Os automveis deslizavam pelo asfalto molhado e uma ou outra buzina tocava maciamente.
Quis sentar-se num banco do jardim, porque na verdade no sentia a chuva e no se importava com o frio. S mesmo um pouco de medo, porque ainda no resolvera o caminho 
a tomar. O banco seria um ponto de repouso. Mas os transeuntes olhavam-na com estranheza e ela prosseguia na marcha.
(Clarice Lispector)

        9        a)        Retire do primeiro pargrafo um perodo simples.   Passavam pessoas de guarda-chuva, impermevel, muito apressadas, os rostos cansados.
                b)        Explique por que esse perodo  considerado simples.   Porque  um enunciado com sentido completo, em que aparece apenas um verbo e, conseqentemente, 
apenas uma orao.

        10        a)        Copie os trs perodos compostos que aparecem no primeiro pargrafo. (Os perodos esto marcados no texto.)
                b)        Identifique os verbos e as locues verbais de cada perodo.  1. Comeou a ficar, teve; 2. caa, brilhavam; 3. deslizavam, tocava
                c)        Identifique e classifique as conjunes que unem as oraes de cada um desses perodos.
Todas as oraes so unidas pela conjuno coordenativa aditiva e.
        11        a)        Copie, do segundo pargrafo, o perodo composto formado por trs oraes. Identifique os verbos.
                b)        Identifique e classifique as conjunes desse perodo.
Quis sentar-se num banco do jardim, porque na verdade no sentia a chuva e no se importava com o frio (quis sentar = locuo verbal).

porque (conjuno coordenativa explicativa), e (conjuno coordenativa aditiva)

TERMOS ESSENCIAIS DA ORAO (pgs. 220 a 237)

Leia a poesia a seguir:

Meninos carvoeiros

Os meninos carvoeiros
Passam a caminho da cidade.
- Eh, carvoero!
E vo tocando os animais com um relho enorme.

Os burros so magrinhos e velhos.
Cada um leva seis sacos de carvo de lenha.
A aniagem  toda remendada.
Os carves caem.
(Pela boca da noite vem uma velhinha que
os recolhe, dobrando-se com um gemido.)

- Eh, carvoero!
S mesmo estas crianas raquticas
Vo bem com estes burrinhos descadeirados.
A madrugada ingnua parece feita para eles...
(...)

relho: chicote de couro torcido.
aniagem: pano grosseiro, sem acabamento, usado para confeco de fardos.

(Manuel Bandeira)


A orao:

"Os meninos carvoeiros passam a caminho da cidade."

pode ser separada em dois elementos importantes:

 1 elemento - de quem se fala: os meninos carvoeiros;
 2 elemento - aquilo que se fala sobre o 1 elemento: passam a caminho da cidade.

Normalmente, as oraes so constitudas por esses dois elementos bsicos: o termo que indica a respeito de quem se fala e o termo que indica o que se fala sobre 
o anterior. Ao primeiro termo damos o nome de sujeito, e ao segundo, de predicado.
Observe outros exemplos:

"Os meninos carvoeiros passam a caminho da cidade."   (Manuel Bandeira)

termo de quem se fala      o que se fala do sujeito

sujeito         predicado

"Os burros so magrinhos e velhos."     (Manuel Bandeira)
"Cada um leva seis sacos de aniagem."    (Manuel Bandeira)
sujeito           predicado

Todas essas oraes possuem sujeito e predicado. Esses dois termos so chamados de termos essenciais da orao. No existe orao sem predicado, embora possa existir 
orao sem sujeito.

Sujeito  o termo da orao a respeito do qual se faz uma declarao.
Predicado  o termo da orao que declara alguma informao a respeito do sujeito.

Sujeito

sujeitosujeito (Pedro Bloch) (Ruth Rocha) (Revista Veja)(Manuel Bandeira)sujeito                      +                             predicado
O sujeito pode aparecer no incio, no meio ou no final da orao. Observe:

"O peixe tinha mais de cem quilos."
        

"Pessoas grandes e fortes o rei enxergava bem."
        

"Vo chegando as burguesinhas pobres."


Quando o sujeito aparece no incio da orao, seguido pelo predicado, dizemos que os termos esto na ordem direta. Quando isso no ocorre, dizemos que os termos 
esto na ordem inversa. Veja:

 ordem direta;

"A histria da eficincia japonesa  muito recente."
        

 ordem inversa.

sujeito

"... e assim nasceu a Lua"
        
predicado     +    sujeito  

sujeito     +     predicado     predicado             +       sujeito           +           predicado     predicado sujeito

Na ordem direta, essa orao ficaria assim:

... e a Lua nasceu assim.


Veja outro exemplo de ordem inversa:

Descobriu o estudante muitas coisas na Internet.
        

Passando a orao para a ordem direta, temos:

O estudante descobriu muitas coisas na Internet.

Importante:
        Para se identificar corretamente o sujeito de uma orao,  preciso antes observar o verbo e, em seguida, determinar o termo a que este verbo se refere, 
ou seja, de quem ele fala. Identificado o sujeito, o restante da orao ser o predicado.

Ncleo do sujeito

O ncleo do sujeito  a palavra principal que dele participa. Veja os exemplos:

As crianas brincam no ptio.        Todos esto aqui.

ncleo     sujeito      ncleo      sujeito

ncleo     sujeito        (Revista Superinteressante     )     ncleosujeito             ncleo = pronome pessoal      sujeito      ncleo = substantivosujeito  
ncleo = substantivo       sujeito (Loureno Diafria)        ncleo = pronome demonstrativosujeitoncleo = verbo com valor de substantivosujeito
"Comeam a cair uns pingos de chuva."
        

"Muitos jacars do pantanal encararam a prolongada seca deste ano num longo sono debaixo da lama."

O ncleo do sujeito pode ser constitudo por:

 um substantivo;
        
"Maria, por um lado, parecia doida."         Os pes parecem bem assados.
(Mrio de Andrade)        


 um pronome;

"Voc, meu caro, no acreditava nestas coisas."



Isto faz bem para a sade.



 uma palavra ou expresso com valor de substantivo;
        
Viver  lutar.

        
        
O perseverante sabe quando deve desistir.

(Professor:  importante sempre ter em vista esta perspectiva morfolgica. Explore bastante o assunto com seus alunos.)

sujeito
 uma orao.

" claro que as pessoas no eram to indiferentes assim."


 (Mrcio de Sousa)

Importante:
        Perceba que o verbo das oraes sempre concorda em pessoa e nmero com o sujeito a que se refere. Observe alguns desses exemplos anteriores:

Isto faz bem para a sade.        Os pes parecem bem assados.

        
sujeito      verbo     3 pessoa do singular    3 pessoa do singular    sujeito     verbo     3 pessoa do plural       3 pessoa do plural

Classificao do sujeito

Sujeito simples

Observe a frase:

"Frulein at sentia vontade de chorar." 

O sujeito  expresso por uma nica palavra: Frulein, que  tambm o ncleo do sujeito. Quando o sujeito tem apenas um ncleo, ele  classificado como sujeito simples.

Sujeito simples  aquele que apresenta um nico ncleo.

(Revista Cincia Hoje) sujeito simples        ncleo   sujeito simples        ncleo     (Luiz Puntel) (Marcos Rey)    sujeito simples        ncleo

Lembre-se de que o ncleo  o elemento principal de um termo. Veja os exemplos de sujeito com um s ncleo, ou seja, de sujeito simples:

"O futebol  a coisa mais importante da cultura popular brasileira." 

        
"O frio da noite j comeava a incomod-lo."


"A corrida de cross comemorativa da fundao de uma pequena cidade foi a primeira de uma srie de provas."

Nem sempre o sujeito simples aparece claramente na orao. No entanto,  fcil identific-lo examinando o verbo, pois sabemos que o verbo concorda em pessoa e nmero 
com o sujeito. Observe a frase a seguir:

Em vez de uma agncia em cada esquina, temos uma em cada casa.

 (Fernando Sabino)      1 pessoa do singular = eu = sujeito simples e oculto        (Graciliano Ramos)       sujeito

Examinando o verbo da orao - temos -, conclumos que:

 temos est na 1 pessoa do plural;
 ento, o sujeito s pode ser ns, que corresponde  1 pessoa do plural tambm.
Mesmo sem estar presente na orao, classificamos facilmente este sujeito como sujeito simples.
Quando o sujeito no est expresso claramente na orao, mas pode ser identificado, ele  chamado sujeito oculto e ser sempre um pronome pessoal reto, determinado 
pela terminao do verbo. Portanto, todo sujeito oculto  um sujeito simples.
Veja outro exemplo:

"Fecho precavidamente a janela, como a deix-las l fora."



Sujeito composto

Observe a frase a seguir:

"Atansio e Isidoro cochichavam." 
        
O sujeito dessa orao apresenta dois ncleos: Atansio e Isidoro. Quando o sujeito possui mais de um ncleo, ele recebe o nome de sujeito composto.

Sujeito composto  aquele que apresenta dois ou mais ncleos.


Veja outros exemplos:
        ncleos
"O futebol, o carnaval e a capoeira so bem brasileiros." 
(Revista Cincia Hoje)
sujeito composto

"E os bares e os cavaleiros, ministros e camareiros, damas, valetes e o rei tremiam como gelia."     (Ruth Rocha)

ncleos
Mrcia e Marcelo tm pouco apetite.

sujeito composto

Sujeito indeterminado

Observe os quadrinhos a seguir:


Para identificar o sujeito da orao:

Roubaram um banco em pleno centro.

examinamos o verbo e verificamos que est na 3 pessoal do plural. Entretanto, no podemos afirmar com certeza qual  o sujeito, pois poderia ser: eles roubaram, 
elas roubaram, vocs roubaram... Nesse caso, no  possvel determinar exatamente qual  o sujeito e, por isso, ele  chamado sujeito indeterminado.

Sujeito indeterminado  aquele que no est expresso na orao e que no se pode ou no se quer identificar.


Veja outros exemplos:

(?) Atropelaram uma senhora na avenida.
(?) Fizeram tudo por mim no hospital.

no se pode ou no se quer determinar quem  o sujeito

O sujeito indeterminado ocorre em dois casos:

a)        com o verbo na 3 pessoa do plural, como nos exemplos anteriores;

Roubaram um banco em pleno centro.

b)        com o verbo na 3 pessoa do singular (quando este for verbo intransitivo - VI, verbo transitivo indireto - VTI, ou verbo de ligao - VL) + se, que exerce 
a funo de ndice de indeterminao do sujeito (IIS).

Danava-se muito no nosso tempo.

ndice de indeterminao do sujeito            VI, na 3 pessoa
do singular

Observe que, examinando o verbo, no se pode afirmar qual  o sujeito, embora exista um praticante da ao expressa pelo verbo danar. Portanto, o sujeito  indeterminado.

Importante:
        O estudo dos tipos de verbos ser feito na classificao do predicado.

        Veja outros exemplos:

Devagar se vai ao longe.

VI, na 3 pessoa do singular    IIS

Fala-se muito de voc na escola.

VTI, na 3 pessoa
do singular         IIS

Sempre se est preocupado com o futuro.

        VL, na 3 pessoa do singular        IIS

Orao sem sujeito

Observe a orao a seguir:

Hoje fez muito calor.

Ao examinar o verbo fazer a fim de identificar o sujeito, verificamos que no existe um termo que expresse o elemento de que se fala. Nessa orao, portanto, no 
h sujeito; h apenas predicado. Trata-se de uma orao sem sujeito.

Orao sem sujeito  aquela que apenas expressa um fato que no  atribudo a nenhum ser.


Veja outros exemplos:

Faz trs dias / que no chove.
        orao sem sujeito

"Faz escuro, / mas eu canto." 
        orao sem sujeito

"Fez tanto luar / que eu pensei nos teus olhos antigos."
        orao sem sujeito

No s o verbo fazer produz orao sem sujeito. Ela ocorre sempre que o verbo for impessoal, isto , quando o verbo no se referir a sujeito de nenhum tipo nem indicar 
nenhum ser. Nesses casos, esse verbo estar sempre na 3 pessoa do singular.
Veja os casos em que ocorre orao sem sujeito:

a) Com os verbos haver e fazer, quando indicam tempo transcorrido:

Faz dois meses / que ele se foi.
H duas semanas / que no o vejo.

b) Com o verbo haver no sentido de existir (haver = existir  sempre impessoal).

Houve poucas reprovaes no curso de ingls.
H gente demais por aqui.

S nos EUA, h nove milhes
de teletrabalhadores.

Se for usado o verbo existir, a orao passa a ter sujeito, pois esse verbo no  impessoal. Veja:

H gente demais por aqui.      orao sem sujeito
Existe gente demais por aqui.    sujeito

No jornal O Estado de S. Paulo,
h muitos bons jornalistas.     orao sem sujeito

No jornal O Estado de S. Paulo,
existem muitos bons jornalistas.
        sujeito
        
Observe que se o sujeito est no plural, o verbo existir tambm ir para o plural, pois o verbo sempre concorda em pessoa e nmero com o sujeito a que se refere.

c)        Com os verbos ser e estar quando indicam tempo ou clima:

Era uma manh maravilhosa.                Est muito quente!

Quando indica horas definidas, o verbo ser concorda com o numeral a que se refere, mesmo sendo um verbo impessoal. Veja:

 uma hora.                So dez horas.

d)        Com os verbos anoitecer, chover, nevar, ventar e outros que indicam fenmenos da natureza:

Ventava muito ontem  noite.                "Amanheceu pela Terra."       (Ceclia Meireles)

Se um verbo auxiliar acompanhar um verbo impessoal, formando uma locuo verbal, o auxiliar tambm permanece na 3 pessoa do singular, ficando impessoal. Veja:

Pode haver vrias sadas.    orao sem sujeito
locuo verbal

Deve fazer mais de 25 anos / que o conheci.
locuo verbal

Naquela noite, podia nevar  vontade.
locuo verbal

Observao:
        Muitos gramticos chamam a orao sem sujeito de sujeito inexistente.

Predicado


O predicado  o outro termo essencial da orao. Ele fornece alguma informao sobre o sujeito. Veja, por exemplo, a orao a seguir:

Os pssaros voam em bandos.

Como o predicado  a informao declarada sobre o sujeito, temos:

Os pssaros voam em bandos.

Assim como existem alguns tipos de sujeito, existem tambm tipos diferentes de predicado. Essa classificao depende da maneira como o verbo participa da formao 
do predicado e, por isso, a essa parte da Sintaxe d-se o nome de predicao verbal.

sujeito                        predicado

Classificao do predicado

O predicado classifica-se em: verbal, nominal e verbo-nominal.

Predicado verbal

Observe:

Os pssaros voam em bandos.

Nessa orao, o verbo voar indica uma ao e  o ncleo do predicado, ou seja,  a palavra principal que dele participa. Nesse caso, dizemos que o predicado  verbal.

Predicado verbal  aquele cujo ncleo se constitui de verbo ou locuo verbal. Geralmente, esse verbo  de ao.


Veja outros exemplos:
        
A chuva cai.


A mulher reclamou do calor.
        

Compro revistas na banca da esquina todos os dias.


Enviei cartes de Natal a todos os parentes.


O predicado verbal forma-se de vrios modos:
        com um verbo que no exige complementao de sentido, como cair, que tem sentido completo. Veja:

A chuva cai.
        

        com um verbo que exige complementao de sentido, como reclamar, comprar e enviar. Veja:

A mulher reclamou ... do calor.        Enviei ... cartes de Natal a todos os parentes.


        
Compro ... revistas.
                

        
Ento, temos:
reclamar ... de algo ou de algum.
comprar ... alguma coisa.
enviar ... alguma coisa a algum.

        Assim, os verbos que podem aparecer no predicado verbal classificam-se em dois tipos,
que veremos a seguir.

ncleo     predicado verbal      ncleo     predicado     verbal      ncleo      predicado       verbal       ncleo       sentido completo        precisa de complemento 
completa a idia do verbo         de qu? de quem?     precisa de complemento     precisa de complemento     complementam a idia do verbo      o qu? a quem?   
o qu?       complementa a idia do verbo

1        Verbos intransitivos

So aqueles que no necessitam de complemento para ter sentido.

A chuva cai.

Poderamos acrescentar outras palavras a esse verbo, se quisssemos, mas o seu sentido j est completo. O verbo cair no necessita de complemento.

A chuva cai... lentamente.
A chuva cai... sobre mim.
A chuva cai... sempre  tarde.

Veja outros exemplos de verbo intransitivo:

A chuva parou.
Ele chegou e sorriu.
O avio aterrissou.
O padre apareceu.
Minha cabea doa.

2        Verbos transitivos

So aqueles que necessitam de complemento para ter sentido. Veja:

Compro revistas na banca da esquina todos os dias.

O verbo comprar pede um complemento para ter sentido completo. Compro o qu? Compro revistas.

A mulher reclamou do calor.
Enviei cartes de Natal a todos os meus primos.

Todos esses trs verbos - comprar, reclamar e enviar - necessitam de complemento e so chamados verbos transitivos. O complemento e o seu respectivo verbo transitivo 
ligam-se direta ou indiretamente, ou seja, com o auxlio ou no de uma preposio. Por isso, eles so subdivididos em trs outros tipos: transitivo direto, transitivo 
indireto e transitivo direto e indireto.
Observe, no quadro a seguir, que esses trs verbos precisam de complemento e o que muda  o aparecimento ou no de preposio:

Sujeito       (Eu)        A mulher         (Eu)        Verbo      compro       reclamou        enviei       Preposio        -        do (de + o)       -       
a         Complemento         revistas 
calor      cartes de Natal       todos os meus primos


Assim, temos os seguintes verbos transitivos:

        Diretos - exigem complemento sem preposio;
        Indiretos - exigem complemento com preposio;
        Diretos e indiretos (ou bitransitivos) - exigem dois complementos: um sem preposio e outro com preposio.

(Revista Horizonte Geogrfico)     VTD       (Dorival Caymmi)       VTD

Veja outros exemplos de verbos transitivos:

"Austrlia descobre arte sobre rochas." 


Quanta gente perdeu seus maridos..." 
        
ter: verbo transitivo direto.


"Populares assistiam  cena." 
        

"J no cr nos bichos e duvida das coisas." 

"Ensinamos tcnicas agrcolas aos camponeses." 

"Paj, eu te agradeo o agasalho que me deste." 

crase (preposio a + artigo a)      VTI       contrao     VTI     VTI    contrao (preposio de + artigo as)     VTDI (rico Verssimo)    (rico Verssimo) 
(Jos de Alencar)    (preposio em + artigo os)   combinao (preposio a + artigo os)

preposio     eu agradeo a ti      VTDI 

Importante:
        Os verbos no tm uma classificao muito rgida, pois dependem do sentido da frase em que so usados.
        Observe:

O beb dormiu rapidamente.



Nessa frase, o verbo dormir  intransitivo, pois a palavra rapidamente apenas indica a maneira como o sujeito beb praticou a ao expressa pelo verbo.
Agora, observe:

O general dormia um sono pesado.



Nessa frase, o verbo dormir  transitivo, pois a expresso um sono pesado acrescenta e complementa a significao do verbo.
Da mesma forma que os verbos intransitivos podem se tornar transitivos, dependendo do sentido da frase, o inverso tambm pode ocorrer, ou seja, verbos transitivos 
podem ser usados como intransitivos. Observe:

No vejo nada.                 Os cegos no vem.
        


Portanto, para classificar um verbo quanto  predicao, observe sempre o sentido que ele tem na frase.

intransitivo     transitivo      transitivo direto
complemento      intransitivo       (Professor:  importante mostrar ao aluno, sempre, que o estudo da lngua implica anlise, e no decorar nomenclaturas.)


Predicado nominal

Observe a frase:

O trem est atrasado.

O verbo est, presente na orao, no indica nenhuma ao praticada pelo sujeito. Esse verbo expressa apenas um estado do sujeito O trem e tem, tambm, a funo 
de lig-lo  palavra atrasado.
Assim, a palavra atrasado  um adjetivo (nome) do sujeito O trem e est ligada a ele pelo verbo estar. Fazendo, ento, a anlise sinttica dessa orao, temos:

O trem est atrasado.
        sujeito             predicado

A principal palavra desse predicado, ou seja, o seu ncleo, no  o verbo estar:  o adjetivo atrasado que expressa um estado do sujeito. Alm disso, o verbo que 
aparece nesse tipo de predicado apenas faz a ligao entre o sujeito e o ncleo do predicado.
Esse tipo de predicado  chamado predicado nominal.

Predicado nominal  aquele cujo ncleo  um nome (substantivo, adjetivo ou pronome), ligado ao sujeito por um verbo de ligao.


Portanto, o elemento mais importante do predicado nominal  o que caracteriza o sujeito, atribuindo-lhe um estado ou uma qualidade.
Veja outros exemplos:
        
As crianas parecem felizes.

A Terra  um planeta.

O problema  este.                        
        
Nas oraes acima, os nomes felizes, planeta e este funcionam como ncleos do predicado e, ao mesmo tempo, atribuem uma caracterstica ou um estado aos sujeitos 
respectivos. A esses termos damos o nome de predicativo do sujeito.

ncleo do predicado (adjetivo)    predicado nominal       verbo de ligao          verbo de ligao      predicado nominal     ncleo (pronome)     verbo de ligao 
predicado nominal

Predicativo do sujeito  o termo da orao que atribui caracterstica, estado ou qualidade ao sujeito, funcionando como ncleo do predicado nominal.

Verbo de ligao

Todo predicado nominal  constitudo por um verbo de ligao seguido de um predicativo do sujeito.
Os principais verbos de ligao so: ser, estar, parecer, permanecer, ficar, continuar e andar.
Veja:

                belo.
        est        calmo.
        parece        um espelho.
O mar        permanece        agitado.
        fica        silencioso.
        continua        uma beleza.
        anda        contaminado

 Sujeito               Predicado nominal                Verbo de ligao           Predicativo do sujeito

Pantera nebulosa

Sua pelagem
"esfumaada"
 rara na famlia.

Rara: exemplo de predicativo
do sujeito.


Observe que s existe predicado nominal numa orao quando aparece no s o verbo de ligao, mas tambm o predicativo do sujeito. Sem predicativo, o predicado no 
ser nominal. Veja:

Ele est cansado.                sujeito     verbo de ligao      predicativo do sujeito (adjetivo)        predicado nominal

Ele est aqui.

sujeito     no funciona como verbo de ligao transmitindo a ao de estar em algum lugar       advrbio: no  predicativo do sujeito    predicado verbal

Predicado verbo-nominal

Observe:
        
O trem chegou.                O trem est atrasado.

sujeito      predicado nominal     ncleo (verbo)     sujeito    predicado verbal       ncleo (nome)

Nessas duas oraes h um sujeito comum: o trem. Vamos, ento, unir os ncleos dos dois predicados em uma nica orao:

O trem chegou atrasado.
predicativo do sujeito     sujeito    ncleo do predicado verbal     ncleo do predicado nominal

Nesse caso, formou-se uma orao com um predicado constitudo por dois ncleos: um verbo e um nome. A esse tipo de predicado d-se o nome de predicado verbo-nominal.

Predicado verbo-nominal  aquele constitudo de dois ncleos: um verbo e um nome.

Veja outros exemplos:

O mar rugia agitado.                        (eu) Abri a porta assustado.
        
ncleo (verbo)     predicativo do sujeito ncleo (adjetivo)        sujeito       predicado verbo-nominal        ncleo (verbo)      predicativo do sujeito ncleo 
(adjetivo)      predicado verbo-nominal

As crianas conversavam curiosas.                

sujeito    predicado verbo-nominal     ncleo (verbo)      predicativo do sujeito ncleo (adjetivo)

Eles assistiam ao filme apavorados.
        
sujeito    predicado verbo-nominal       ncleo (verbo)       predicativo do sujeito ncleo (adjetivo)

(ns) Chegamos  escola atrasados.
        ncleo (verbo)       predicativo do sujeito ncleo (adjetivo)     predicado verbo-nominal

Em todas essas oraes, perceba que:
        o predicativo refere-se ao sujeito;
        o verbo pode ser intransitivo (rugir, conversar, chegar) ou transitivo (assistir, abrir).
Agora, veja a frase a seguir:

Minha resposta deixou o aluno espantado.
        sujeito                       predicado              ncleo           ncleo

Nessa orao, o predicado tambm apresenta dois ncleos: um verbo transitivo direto e um predicativo. S que, nesse caso, o predicativo refere-se  expresso o aluno, 
que  o complemento do verbo transitivo direto. Esse complemento  chamado objeto direto e, por isso, o seu predicativo recebe o nome de predicativo do objeto.

Observao:
        No prximo captulo, veremos outros tipos de complementos, alm do objeto direto.

Predicativo do objeto  o termo da orao que atribui caractersticas, estado ou qualidade ao objeto, funcionando como ncleo nominal do predicado verbo-nominal.


Veja outros exemplos:

Eles encontraram a classe animada.
        sujeito                   predicado verbo-nominal     ncleo (verbo trans. direto)   objeto direto       predicativo do objeto  ncleo (adjetivo)

A doena deixou Marcelo sem apetite.

ncleo (verbo trans. direto)      objeto direto        sujeito                      predicado verbo-nominal        predicativo do objeto ncleo (locuo adjetiva)

Slvia e Mrcia consideraram o filme uma maravilha.
        ncleo (verbo trans. direto)      objeto direto        predicativo do objeto ncleo (substantivo)        sujeito                          predicado verbo-nominal

O trnsito da cidade est deixando 
sujeito                  ncleo (verbo trans. direto)

as pessoas malucas.
objeto direto                  predicativo do objeto ncleo (adjetivo)


Agora, compare algumas frases que nos serviram de exemplo:

O mar rugia agitado.
predicativo do sujeito      sujeito      predicado verbo-nominal

(eu) Abri a porta assustado.
predicativo do sujeito         sujeito       predicado verbo-nominal

Minha resposta deixou o aluno espantado.
objeto direto     predicado verbo-nominal     predicativo do objeto

Eles encontraram a classe animada.
objeto direto          predicativo do objeto
predicado verbo-nominal

(Professor: O PVN apresenta uma estrutura complexa para o aluno nessa faixa etria.  importante repeti-la vrias vezes.)


Em todas as oraes, ocorre o predicado verbo-nominal que  caracterizado pela presena de um predicativo, o qual pode se referir ao sujeito ou ao objeto. Naturalmente, 
para ocorrer predicativo do objeto, que  um complemento do verbo,  preciso que esse verbo seja transitivo.

Quadro de classificao do sujeito

        Sujeito simples - com um s ncleo.
        Sujeito composto - com mais de um ncleo.
        Sujeito oculto - quando no est expresso na orao, mas pode ser identificado pela terminao verbal.  sempre um sujeito simples.
        Sujeito indeterminado - quando no pode ser identificado.

Orao sem sujeito - quando a ao verbal no pode ser atribuda a nenhum sujeito. Ocorre com verbos impessoais, nas seguintes situaes:

        Verbos haver e fazer indicam tempo transcorrido.
        Verbo haver  usado no sentido de existir.
        Verbos ser e estar indicam tempo ou clima.
        Verbos que expressam fenmenos da natureza.

Quadro de classificao do predicado

Predicado verbal
        Ncleo = verbo ou locuo verbal.

Predicado nominal
        Ncleo = predicativo do sujeito = nome (substantivo,
        adjetivo ou pronome) que se refere ao sujeito.

Predicado verbo-nominal
        

 Ncleos

verbo ou locuo verbal.

predicativo = nome (substantivo,
adjetivo ou pronome) que se refere
ao sujeito ou ao objeto.

Quadro de classificao de verbos

        Verbo intransitivo - apresenta sentido completo; no precisa de complemento.
        Verbo transitivo - no tem sentido completo; precisa de complemento. Pode ser:
        -          direto: o complemento liga-se diretamente         ao verbo, sem auxlio de preposio;
        -         indireto: o complemento liga-se ao verbo com o auxlio de uma preposio;
        -        direto e indireto: so dois os complementos - um liga-se ao verbo sem o auxlio da preposio; o outro liga-se ao verbo com o auxlio da preposio.
        Verbo de ligao - faz a ligao entre o sujeito e o seu respectivo predicativo, no predicado nominal.

Exerccios        


        1        Identifique o sujeito e o predicado das frases:
                
                a)        O teatro estava lotado.
                b)        Isto  muito importante.
                c)        Ela comprou um carro.
                d)        Os pssaros construram seus ninhos.
                e)        Ningum atendeu ao chamado.
                f)        Quem quebrou o sigilo?
                g)        Foram publicadas diferentes obras sobre o assunto.
                h)        Cheguei rapidamente ao colgio.
                i)        Nadamos Mrcia e eu.
                j)        Ventou muito a noite passada.

        2        Retire os ncleos dos sujeitos do exerccio 1 e classifique-os morfologicamente. Siga o modelo:

modelo        teatro = substantivo

isto = pron. demonst.; ela = pron. pess.; pssaros = subst.; ningum = pron. indef.; quem = pron. interr.
 obras = substantivo;
 Mrcia = substantivo / eu = pronome pessoal.        


        3        Releia a orao do item h, do exerccio 1.

Cheguei rapidamente ao colgio.

                a)        Quem  o sujeito? 
                b)        Qual  a classificao desse sujeito?
                c)        O que voc pode dizer com relao ao ncleo desse sujeito?

        4        Releia a orao do item j, do exerccio 1.

Ventou muito a noite passada.

                a)        Classifique o sujeito dessa orao e justifique.
                b)        Reescreva essa orao com um sujeito simples, mantendo o mesmo sentido.
        
        5        Identifique o sujeito e classifique-o em simples ou composto, destacando os ncleos.
                
                a)        Marcos e eu j estamos casados.
                b)        O dia est ensolarado.  
                c)        Meu pai chega hoje.  
                d)        Os russos e os americanos disputavam a conquista do espao.  

        6        Reescreva as oraes do exerccio 5 que apresentam sujeitos compostos, transformando-os em sujeitos simples.
        
        7        Identifique as frases em que h sujeito indeterminado (SI) e as frases em que ocorre orao sem sujeito (OSS):

                a)        Prenderam o ladro.                                                          
                b)        Chove muito em novembro.                
                c)        Faz muito calor em minha cidade.
                d)        Assaltaram a confeitaria.
                e)        Vive-se bem no campo.
                f)        Nevou muito no Sul.

        8        Explique a classificao dada para os sujeitos dos itens a e d, do exerccio anterior.

Apesar de ele no estar expresso na orao,  facilmente identificvel pela desinncia verbal.

 uma orao sem sujeito porque ventar  um verbo que indica um fenmeno da natureza.
composto / Marcos - eu

simples /dia

simples / pai

composto / russos - americanos

(Professor: Esta atividade retoma o estudo dos pronomes pessoais, cuja funo  substituir os nomes.)

No  possvel determinar os praticantes das aes expressas pelos verbos prender e assaltar, o que  reforado pelas formas na 3 pessoa do plural.

SI        OSS      OSS      OSS       SI      SI      Eu.

Sujeito oculto, que tambm  um sujeito simples.

Resposta possvel: O vento estava forte a noite passada. (Professor: Aceite outras possibilidades.)

a) Ns j estamos casados.
d) Eles disputavam a conquista do espao. (Professor: Aceite outras possibilidades.)

        9        Identifique o sujeito das oraes a seguir, classifique-o e indique o ncleo de cada um:
                
                a)        

Sujeito simples = o consumo de frios e embutidos;
Ncleo = consumo.

"Vai correr sangue"

Suj. simples = sangue;
Ncleo = sangue.

                c)                                                                                                                        d)        

O camelo
Calmo e vagaroso, o camelo  um animal imprescindvel ao deserto.

        Estranhas formaes rochosas
e a vegetao do cerrado,
em meio  rida caatinga,
so as atraes do
parque nacional piauiense.


(Catlogo publicitrio)

Suj. simples = o camelo;
Ncleo = camelo.

Suj. simples = o camelo;
Ncleo = camelo.Suj. composto = estranhas formaes rochosas e a vegetao do cerrado;
Ncleos = formaes, vegetao.

 1 texto
Suj. simples = ns todos
Ncleo = ns

 2 texto
Suj. simples = a pessoa (dos verbos decifrar e descobrir)
Ncleo = pessoa

 3 texto        
Suj. = indeterminado

1                                                                                                          2                                             3

Segundo A filosofia Tsen-tsi-ue, Ns todos temos um ponto de contato com o cosmos

bem aqui

concentrando-se nesse ponto, a pessoa decifra os mistrios do universo e descobre os seus desgnios

disseram alguma coisa sobre um ponto de contato com braslia?


        10        Identifique os sujeitos das oraes a seguir e classifique-os:

                a)        Hoje vai chover muito, segundo a meteorologia.  
                b)        "Fica proibido o uso da palavra liberdade." (Thiago de Mello)  
                c)        "Magrinha e branca, a prima Lili parecia mais de cera." 
                d)        "Deram com o corpo de Pedro
                        jogado na praia
                        rodo de peixe." 
                e)        "Haver girassis em todas as janelas." 
                f)        Faz muito calor no Nordeste. 
                g)        "Mas de ano para ano as turmas pioraram." 
                h)        "No perfume dos meus dedos,
                        h um gosto de sofrimento." 
                i)        Em breve, ser inverno na Europa.  
                j)        Dorme-se tarde na casa de Pedro.

        11        Releia o item e do exerccio 10.

"Haver girassis em todas as janelas." 

                a)        Por que, nessa orao, o verbo haver fica no singular? 
                b)        Reescreva a orao, substituindo o verbo haver pelo verbo existir.
                c)        O verbo existir ficou no singular ou no plural? Por qu?  

sujeito: o uso da palavra liberdade / suj. simples  sujeito: a prima Lili / suj. simplessujeito indeterminado  orao sem sujeito orao sem sujeito sujeito: as 
turmas / suj. simples  orao sem sujeitoorao sem sujeitosujeito indeterminado

        10        Identifique os sujeitos das oraes a seguir e classifique-os:

                a)        Hoje vai chover muito, segundo a meteorologia.  
                b)        "Fica proibido o uso da palavra liberdade." (Thiago de Mello)  
                c)        "Magrinha e branca, a prima Lili parecia mais de cera." 
                d)        "Deram com o corpo de Pedro
                        jogado na praia
                        rodo de peixe." 
                e)        "Haver girassis em todas as janelas." 
                f)        Faz muito calor no Nordeste. 
                g)        "Mas de ano para ano as turmas pioraram." 
                h)        "No perfume dos meus dedos,
                        h um gosto de sofrimento." 
                i)        Em breve, ser inverno na Europa.  
                j)        Dorme-se tarde na casa de Pedro.

        11        Releia o item e do exerccio 10.

"Haver girassis em todas as janelas." 

                a)        Por que, nessa orao, o verbo haver fica no singular? 
                b)        Reescreva a orao, substituindo o verbo haver pelo verbo existir.
                c)        O verbo existir ficou no singular ou no plural? Por qu?

sujeito: o uso da palavra liberdade / suj. simples

sujeito: a prima Lili / suj. simples

sujeito indeterminado

orao sem sujeito

orao sem sujeito

sujeito: as turmas / suj. simples

orao sem sujeito

orao sem sujeito

sujeito indeterminado

orao sem sujeito

 a) O verbo haver com sentido de existir  impessoal, caracterizando uma orao sem sujeito. Se no h um sujeito com quem faa a concordncia, nesse caso, haver 
apresenta-se sempre no singular.
(Professor: Esta  uma noo importante, que ir direcionar as produes de textos dos alunos em termos de correo da concordncia verbal.)

Existiro girassis em todas as janelas.

O verbo foi para o plural porque existir  um verbo pessoal e precisa concordar com o sujeito, no caso, girassis.

        12        Copie as oraes, completando-as com os verbos haver, fazer ou ser, de modo a construir oraes sem sujeito.

                a)        .... doces gostosssimos naquela confeitaria.   H                
e)        Em dezembro, .... vero no Hemisfrio Sul.    
                b)        .... tempo que ele saiu.    Faz                                                                                f)        No Brasil, .... 
8 000 km de praia.    h
                c)        Na Sibria .... muito frio.    faz                                                                                g)        .... um calor 
insuportvel.   Est
                d)        .... tantos erros assim em meu texto?  H                                        h)        No relgio da igreja, .... trs horas em ponto. 
so

        13        Copie, do exerccio 12, as oraes sem sujeito em que o verbo haver  usado no sentido de existir. Reescreva essas oraes usando o verbo existir 
e identifique o sujeito de cada uma delas.
 Letras a, d e f

 Existem doces (...) - sujeito = doces
Existem tantos erros (...) - sujeito = tantos erros
No Brasil, existem 8 000 km de (...) - sujeito = 8 000 km

        14        Observe a frase a seguir:

J so duas horas da madrugada!

                Quanto ao sujeito, qual sua classificao? Justifique.
Trata-se de uma orao sem sujeito: o verbo ser est no plural, uma vez que deve concordar com o numeral a que se refere.

        15        Escreva trs oraes com sujeito indeterminado, seguindo as orientaes a seguir: 
(Professor: A seguir, so dadas apenas sugestes de respostas.)

                a)        verbo intransitivo na 3 pessoa do singular + se     Dana-se muito nesse clube.
                b)        verbo transitivo indireto na 3 pessoa do singular + se     Fala-se bastante de voc.
                c)        verbo de ligao na 3 pessoa do singular + se     Nunca se est preparado para tristes acontecimentos.

        16        Escreva trs oraes sem sujeito, seguindo as orientaes a seguir:     (Professor: A seguir, so dadas apenas sugestes de respostas.)

                a)        com verbo que indique fenmeno da natureza      Choveu demais ontem.
                b)        com o verbo haver no sentido de existir      Houve poucos casos de desistncia.
                c)        com o verbo estar quando indica tempo ou clima    Estava muito quente naquela tarde.

        17        Classifique os verbos das oraes a seguir, separando-os em: verbo de ligao (L); verbo transitivo direto (TD); verbo transitivo indireto (TI); 
verbo transitivo direto e indireto (TDI) e verbo intransitivo (I):

                a)        Daremos um prmio ao vencedor.   TDI                                e)        Recorremos  justia.   TI
                b)        Os atletas precisam de muito treino.   TI                                f)        O prefeito fez um discurso animador.   TD
                c)        Os visitantes chegaram.   I                                                                g)        As crianas dormiram.  I
                d)        O espetculo foi excelente.  L                                                        h)        Oferea caf aos nossos amigos!   TDI

18        Escreva trs oraes com o verbo pagar, seguindo as orientaes a seguir:    (Professor: A seguir, so dadas apenas sugestes de respostas.)

                a)        pagar = verbo transitivo direto      Ela pagar a consulta.
                b)        pagar = verbo transitivo indireto     J lhe paguei.
                c)        pagar = verbo transitivo direto e indireto     Ele j me pagou a consulta.

19        Classifique o predicado das oraes a seguir:

                a)        "Astrnomos mudam de idia sobre a origem da Lua."   (Revista Superinteressante)    predicado verbal
                b)        "O guar  considerado um dos pssaros mais bonitos do mundo."   ("Estadinho", O Estado de S. Paulo)    predicado nominal
                c)        "Come camares de gua doce, caranguejos, bichinhos de gua e caramujos."  ("Estadinho", O Estado de S. Paulo)    predicado verbal
                d)        O menino abriu a porta contente.       predicado verbo-nominal
                e)        "Quem usa o word / no vive sem o Aurlio."      predicado verbal              predicado verbal
        
                f)        Os brasileiros consideram Madre Teresa de Calcut uma santa.      predicado verbo-nominal
                g)        A chuva deixou os lavradores animados.      predicado verbo-nominal

        20        Escreva oraes, seguindo as orientaes a seguir:     (Professor: A seguir, so dadas apenas sugestes de respostas.)

                a)        sujeito simples + predicado verbal (verbo intransitivo)     A pipa sumiu.
                b)        sujeito composto + predicado nominal (verbo de ligao + predicativo do sujeito)       O nibus e o trem esto atrasados.
                c)        sujeito simples + predicado verbo-nominal (verbo intransitivo + predicativo do sujeito)     A comitiva chegou atrasada.
                d)        sujeito indeterminado + predicado verbal (verbo transitivo direto + objeto direto)    Encontraram um cachorro marrom e peludo.
                e)        sujeito simples + predicado verbo-nominal (verbo transitivo direto + objeto direto + predicativo do objeto)    A comitiva chegou atrasada.

         21        Nas frases a seguir, identifique o predicativo do sujeito (PS) e o predicativo do objeto (PO):

                a)        As plantas ficaram viosas aps a chuva.  PS                        e)        O promotor acusou-o de assassino.    PO
                b)        O jri considerou-o inocente.   PS                                                        f)        Florianpolis  uma linda cidade.  
PS
                c)        A platia permaneceu silenciosa.     PS                                                g)        O professor escolheu um aluno como assistente. 
PO
                d)        O operrio achou os irmos desanimados.    PO
                                 
        22        Leia o texto com ateno e classifique os sujeitos dos verbos destacados.

1 - or. sem sujeito
2 - suj. simples ("eles")
3 - suj. simples ("o movimento areo")
4 - suj. simples ("So Paulo")

As supermquinas

No h no mundo metrpole onde se possa voar de helicptero com a liberdade oferecida pelas grandes cidades brasileiras. A todo instante, em Belo Horizonte, Rio 
de Janeiro, Porto Alegre e So Paulo, l esto eles no cu, freqentes como as nuvens. Na capital paulista, que concentra cerca da metade das 600 aeronaves da frota 
nacional, h sempre vinte aparelhos voando simultaneamente, seja dia, seja noite, faa chuva, faa sol. Nos finais de semana, quando os donos dessas mquinas viajam 
para a casa da praia ou para a fazenda no interior, o movimento areo dobra. Em torno dos helicpteros no Brasil h dois fenmenos interessantes. O primeiro  que, 
embora o pas possua apenas a nona maior frota do mundo, as pessoas ficam com a sensao de que esses aparelhos esto em toda parte por aqui. So Paulo tem um quarto 
dos helicpteros de Tquio e um stimo da frota de Nova York, mas eles voam muito mais na metrpole brasileira do que na asitica ou na americana. A razo desse 
fenmeno  a legislao.
(Revista Veja)

        23        Retire do texto As supermquinas duas oraes sem sujeito nas quais o verbo haver aparece como sinnimo de existir e classifique seus predicados. 
"(...) h sempre vinte aparelhos" - Predicado verbal
"Em torno dos helicpteros no Brasil h dois fenmenos interessantes."  Predicado verbal

        24        Leia atentamente um trecho da letra da msica "Um trem para as estrelas":
        
        So 7 horas da manh
        vejo o Cristo na janela
        o sol j apagou sua luz
        e o povo l embaixo espera
 5        nas filas dos pontos de nibus
        procurando aonde ir.
        
        So todos seus cicerones
        correm pra no desistir
        dos seus salrios de fome
10        e a esperana que eles tm
        nesse filme como extras
        todos querem se dar bem.
        
        Num trem para as estrelas
        depois dos navios negreiros
15        outras correntezas. (...)
(Gilberto Gil e Cazuza)
a)        No 1 verso, por que o verbo ser aparece no plural?    Ele est indicando tempo e, nesse caso, concorda com o nmero que o sucede (7).
b)        No 2 verso, identifique e classifique o sujeito do verbo ver.    Eu = sujeito oculto
c)        No 7 verso, por que o verbo ser aparece no plural?    O verbo ser concorda com o sujeito todos. A orao est na ordem inversa; a ordem direta seria: 
Todos so seus cicerones.

d)        Da 2 estrofe, retire:   
                         um predicativo do sujeito;    seus cicerones
                         um verbo transitivo indireto.     desistir
e)        No 12 verso, o verbo dar foi usado como pronominal - dar-se. No entanto, na maioria das vezes, em outros textos, como esse verbo  classificado?     Verbo 
transitivo direto e indireto.

TERMOS INTEGRANTES DA ORAO (pg. 239 a 247)

Os termos integrantes da orao completam o sentido de verbos e nomes e, por isso, so indispensveis na orao. So quatro: objeto direto e objeto indireto, que 
so os complementos verbais, complemento nominal e agente da passiva.
Vamos estud-los separadamente.

Complementos verbais

Alguns verbos precisam de complementos para integrar e completar seu sentido. Esses verbos so chamados transitivos e h dois tipos de complementos verbais: o objeto 
direto e o objeto indireto.

Objeto direto

Observe:

Seleo faz amistoso intil em Goinia

Analise o verbo fazer, no texto: quem faz, faz alguma coisa. O verbo fazer  transitivo direto porque precisa de complemento para ter sentido completo e esse complemento 
liga-se ao verbo sem o auxlio de preposio, ou seja, liga-se diretamente. O complemento do verbo fazer, nessa frase,  amistoso intil. Observe:

Seleo faz amistoso intil.
verbo transitivo direto          complemento verbal              

O complemento verbal que se liga diretamente ao verbo transitivo direto  chamado objeto direto (OD) e seu ncleo, ou seja, a palavra principal, nesse exemplo,  
amistoso.

Objeto direto (OD)  o termo da orao que completa o sentido do verbo transitivo direto (VTD).


Veja outros exemplos:
(Professor:  interessante retomar o estudo do predicativo do objeto, visto no captulo anterior, comparando-o com o objeto direto.)

"A negra do broche serviu o caf." 
objeto direto        VTD        (Antnio A. Machado)

"Ricardo notou uma expresso triste, no olhar de Valdir." 
objeto direto        VTD        (Maral Aquino)

"As histrias, hoje em dia, no devem conter lio?"
objeto direto        VTD         (Pedro Bloch)

O software da SmartKids
estimula o raciocnio nas crianas.

O raciocnio: exemplo de objeto direto do verbo estimular.


O ncleo do objeto direto pode ser:

        um substantivo;

"O conselheiro coou os joelhos..."   
ncleo = substantivo        VTD        OD        (Antnio A. Machado)

        um numeral;
        
A professora chamou as primeiras da fila.
VTD        OD        ncleo = numeral

        um pronome substantivo;

Trouxe aquilo que voc pediu.
VTD        OD        ncleo = pronome substantivo

        uma palavra ou expresso substantivada;

Seus avs viram o nascer de sua carreira.
ncleo = verbo substantivado        VTD        OD

        uma orao;

O rapaz declarou que perdeu a hora.
VTD        OD

        os pronomes oblquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos.

Ela estima-o muito.        Admiro-te h muito.
VTD        OD        VTD        OD        

Ningum nos chamou.        
OD        VTD
Observao:
        Os pronomes oblquos o, a, os, as sempre exercem a funo de objeto direto.

Para identificar corretamente o objeto direto, voc precisa analisar sempre a predicao do verbo, a qual pode mudar de acordo com o contexto e o sentido da orao.


Objeto indireto

Observe:

NESTE NATAL,
PENSE NO FUTURO.

Analise o verbo pensar, na frase: quem pensa, pensa em alguma coisa ou em algum. Ento, o verbo pensar  transitivo indireto, porque precisa de um complemento ao 
qual est ligado com o auxlio de uma preposio. No nosso exemplo, o complemento do verbo pensar  no futuro, construdo com a contrao de preposio no (em + 
o).

O complemento que se liga ao verbo transitivo indireto com o auxlio de preposio  chamado objeto indireto (OI).

Objeto indireto (OI)  o termo que completa o sentido do verbo transitivo indireto (VTI) e vem precedido de preposio.


Veja outros exemplos:
        
"Povos nativos resistiram aos imigrantes."   
preposio a        VTI        (Revista Terra)        OI

"Podiam falar de tudo sem segredo."   
preposio        locuo verbal        OI        VTI        (Elias Jos)

Em geral, o ncleo do objeto indireto pode ser:

        um substantivo;

As crianas precisam de carinho.
ncleo = substantivo        OI        VTI

        um numeral;
        
Gosto de ambas.
ncleo = numeral        VTI        OI

        um pronome substantivo;
                
Apresentei a voc um bom amigo.
ncleo = pronome        VTDI        OI        OD

        uma palavra ou expresso substantivada;

Todos esperam pelo seu renascer.
ncleo = verbo substantivado        VTI        OI

        uma orao;
        
Avisei-o de que no haver aula.
VTDI        OI        OD


        os pronomes oblquos me, te, se, nos, vos, lhe, lhes.
        
Telefonaram-nos s 8 horas.
VTI        OI

Desejo-lhes felicidades.
VTDI        OI        OD

Observao:
        Os pronomes me, te, se, nos, vos podem ser objeto direto ou indireto, dependendo da predicao do verbo. Veja:
Viram-me no cinema.                Meus filhos obedecem-me.
VTD        OD        VTI        OI

J os pronomes lhe e lhes so sempre objeto indireto.

Para identificar corretamente o objeto indireto, voc deve sempre analisar a predicao do verbo.
Observe como o mesmo verbo, de acordo com o contexto, pode apresentar predicaes diferentes:
        
Eu paguei as compras.
VTD                OD

Eu paguei ao vendedor.
VTI                OI

Eu paguei as compras ao vendedor.
VTDI               OD           OI

Portanto, a anlise dos termos da orao sempre depende de uma observao correta da predicao verbal.

Complemento nominal


Assim como os verbos transitivos precisam de um termo que lhes complete o sentido, existem alguns nomes (substantivos, adjetivos e advrbios) que tambm precisam 
de um complemento. Veja:
        
Toda criana sente amor pelos pais.

Nessa orao, temos:

        sujeito: Toda criana;
        predicado: sente amor pelos pais;
        verbo transitivo direto: sente;
        objeto direto: amor.

O objeto direto amor  um substantivo que pede um complemento, pois s  possvel sentir amor por algum ou por alguma coisa. No nosso exemplo, pelos pais  o termo 
que completa o sentido do substantivo (nome) amor, pois  ele que informa por quem toda criana sente amor. O complemento que completa o sentido de nomes (substantivos, 
adjetivos ou advrbios)  chamado complemento nominal (CN).
Esse complemento possui uma caracterstica: ele  sempre precedido de preposio. Observe:

Toda criana sente amor pelos pais.
        
VTD        OD
preposio por + os             substantivo           sujeito       complemento nominal     predicado

Complemento nominal (CN)  o termo da orao que completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advrbio) com o auxlio de preposio.


Veja outros exemplos:

"Jamais seria capaz de uma declarao de amor."      (Elias Jos)

verbo de ligao       complemento nominal     nome (adjetivo)

O juiz agiu favoravelmente ao ru.        
nome (advrbio)        VI        CN
        
O medo de novas enchentes inferniza minha vida.
nome (substantivo)        CN        VTD

Ameaas ao ecossistema da
Baa de Guanabara so tema
de um livro-reportagem
editado pela Faperj.

Ao ecossistema: exemplo de complemento do substantivo ameaas.


O ncleo do complemento nominal, ou seja, sua palavra mais importante, pode ser:

        um substantivo;
        
Todas esto ansiosas pela viagem.
ncleo =  substantivo        nome        CN

        um numeral;

O amor era essencial para os dois.
ncleo = numeral        nome        CN

        um pronome;
                
No tnhamos mais confiana nele.
ncleo = pronome        nome        CN

        uma palavra ou expresso substantivada;
        
Vivia na esperana do amanh.
ncleo = advrbio com valor de substantivo        nome        CN

        uma orao;
                
"Para compensar meus pesadelos, eu tinha o privilgio de sonhar colorido."
(Zlia Gattai)        nome        CN

Observao:
        No se deve confundir complemento nominal com objeto indireto. O objeto indireto completa o sentido do verbo transitivo indireto. O complemento nominal completa 
o sentido de um nome:
(Professor:  preciso insistir nesta diferenciao.)

O ser humano necessita de dilogo.        O ser humano tem necessidade de dilogo.
sujeito             predicado verbal                                                     sujeito                        predicado verbal
objeto indireto        VTI        objeto direto        complemento nominal        VTD

Tanto o objeto indireto como o complemento nominal exigem o uso de preposio. A diferena entre eles  que o objeto indireto completa o sentido de um verbo transitivo 
indireto e o complemento nominal completa o sentido de um nome. Por isso, para identificar corretamente o complemento nominal,  preciso identificar qual  o termo 
que exige esse complemento.

Agente da passiva


Para entender a definio de agente da passiva, vamos recordar as vozes do verbo.
O verbo apresenta trs vozes:

1 Voz ativa - quando  o sujeito quem pratica a ao expressa pelo verbo. Veja:
        
O menino quebrou a vidraa.
sujeito agente:  o agente da ao,  quem pratica a ao.

2 Voz passiva - quando  o sujeito quem sofre a ao expressa pelo verbo. Veja:
        
A vidraa foi quebrada pelo menino.
sujeito paciente:  o receptor da ao,  quem sofre a ao.

A voz passiva pode ser de dois tipos:

        analtica: formada pelo verbo auxiliar ser mais o particpio do verbo principal. Veja:
        
A vidraa foi quebrada pelo menino.
sujeito
verbo auxiliar + particpio        voz passiva analtica


        sinttica: formada pelo pronome apassivador se e um verbo na 3 pessoa, do singular ou do plural, de acordo com o sujeito. Veja:
        
Quebrou-se a vidraa.
pronome
apassivador

verbo na
3 pessoa
do singular

sujeito
(singular)

Vem-se muitos mendigos na rua.        

pronome
apassivador

verbo na
3 pessoa
do plural

sujeito (plural)


O pronome apassivador se  tambm chamado de partcula apassivadora.

3 Voz reflexiva - quando o sujeito pratica e sofre a ao do verbo, ao mesmo tempo. Veja:
        
O menino feriu-se.
sujeito

Para ns interessa agora a voz passiva analtica, que apresenta o agente da passiva. Veja o exemplo:
        
A vidraa foi quebrada pelo menino.
sujeito                              predicado

Note que, nessa frase, o sujeito no pratica a ao expressa pelo verbo. Pelo contrrio, ele recebe a ao ( um sujeito paciente) e o agente real  a expresso 
pelo menino. Como a orao est na voz passiva, o termo que pratica a ao do verbo  chamado agente da passiva e, quase sempre, ele  precedido da preposio por 
e suas contraes. A preposio de tambm pode preceder o agente da passiva.

Agente da passiva  o termo da orao que pratica a ao do verbo na voz passiva.

 O som emitido
pelas dunas
depende do grau
de pureza dos
gros de areia.

Pelas dunas: exemplo de agente da passiva.

Veja outros exemplos:
        
O ladro foi preso pela polcia.
verbo
na voz
passiva

O muro est cercado de flores.
agente da passiva

"Um jornal  escrito por muita gente."   (Carlos Drummond de Andrade)
agente da passiva

Observe a correspondncia de termos entre a voz passiva e a voz ativa:
        
        O ladro foi preso pela polcia.
sujeito        

voz
passiva

agente da passiva
(pratica a ao)

A polcia prendeu o ladro.
voz ativa

sujeito
(pratica a ao)

objeto direto

Nas duas oraes, quem pratica a ao  sempre a polcia. Em uma das oraes, a polcia  o sujeito; na outra, ela  o agente da passiva. Da mesma maneira, o ladro 
 quem sofre a ao nas duas oraes.
O sentido  o mesmo; o que muda  a funo sinttica dos termos.
Nem sempre o agente da passiva aparece na orao. Observe:
        
Todos os defeitos do aparelho foram observados e anotados.

Nesse exemplo, no aparece quem foi o agente, ou seja, quem praticou as aes de observar e anotar. Isso  possvel porque, na voz ativa, tambm no  sempre que 
o sujeito aparece. Veja:

        J venderam todos os aparelhos.
sujeito
indeter-
minado                voz ativa

        Todos os aparelhos j foram vendidos.
sem
agente
da
passiva                voz passiva

O ncleo do agente da passiva pode ser:

        um substantivo;

A praia inteira foi coberta pelo mar.
ncleo = substantivo        agente da passiva

        um numeral;
        
Marli era admirada pelos dois.
agente da passiva                ncleo = numeral

        um pronome.
                
O seu trabalho sempre foi elogiado por ns.
ncleo = pronome                agente da passiva

Exerccios        

        1        Identifique o verbo e o objeto direto das frases a seguir:

                a)        Tivemos um pssimo dia.                                                                
                b)        Os estatutos da empresa sofreram uma grande alterao.
                c)        Carlinhos adivinhou tudo.
                d)        "Problemas tm famlia grande." 
                e)        Batatas eu no comprei.
                f)        "Seu Coelho contemplava a cena l de cima." 
                g)        "Boa noite, meu benzinho,
                        Dorme um sono sem dor." 
                h)        Procuraram-me em toda parte.

        2        Releia o item d do exerccio 1:
                
"Problemas tm famlia grande."

                a)        Reescreva a orao, transformando o objeto direto em sujeito simples.
                b)        Explique o que houve com o verbo.
Famlia grande tem problemas.

A forma verbal tm passa para a terceira pessoa do singular ("tem"), concordando com o sujeito ("Famlia grande"), tambm singular.
(Professor: Aproveitar para retomar a questo da concordncia do predicado (verbo) com o sujeito.)

        3        Identifique o verbo e o objeto indireto correspondente das frases a seguir.

                a)        Acredito em sua boa inteno.                                                                e)        No preciso disto.
                b)        Todo brasileiro gosta de msica popular.                                f)        "Aqui jaz o Sol        
                c)        Enviei-lhe uma longa carta.                                                                                Que criou a aurora
                d)        Eu obedeo aos sinais de trnsito corretamente.                        E deu luz ao dia
                                                                                                                                                                E 
apascentou a tarde."
        4        Releia o item c do exerccio 3:
                
Enviei-lhe uma longa carta.

                a)        Qual  a predicao do verbo?   um verbo transitivo direto e indireto (VTDI).
                b)        Quais so os complementos? Identifique-os e classifique-os.  
                c)        Reescreva a orao, retirando o objeto indireto.   Enviei uma longa carta.
                d)        O que houve com a predicao verbal? Explique.  O verbo passa a ser transitivo direto (VTD), pois a predicao verbal varia de acordo com 
o contexto.

        5        Releia o item f do exerccio 3 e responda: qual  o sujeito dos verbos jaz, criou, deu, apascentou? Classifique-o.    sujeito simples: o Sol.

        6        Classifique os verbos das oraes abaixo e identifique, nos termos destacados, o objeto direto (OD) e o objeto indireto (OI):

                a)        Ofereci meus prstimos  famlia vizinha.

                b)        "Ainda conseguiu o ferido levantar o filho e lev-lo at a cozinha, onde dona Eullia preparava o jantar."

                c)        Levamos nossos brinquedos para as crianas do orfanato.

                d)        Acredito em voc, mas no quero ouvir nada agora.


e)        "A inteno dele era apenas ouvir um pouco os tambores e olhar as danas, sentado no comprido banco da varanda, de rosto voltado para o terreiro pontilhado 
de velas." 
                
                f)        Lembrou-se de mim em Nova Iorque e me trouxe um presente.

 sujeito simples: o Sol.        VTI                  OI                                                         OI           VTDI                   OD        VTD         
OD                     VTD         OD        VTI           OI                                                VTD        OD                VTD                    
OD                                                   OI        VTD        OD           VTD                OD                                                     
VTD                OD        VTDI                   OD                                        OI

                g)        

Para fechar os melhore$ negcio$,
        voc precisa de maiore$ informae$.

OD = os melhores negcios; OI = de maiores informaes.        VTI        VTD

        7        Escreva oraes, seguindo as orientaes a seguir: 

                a)        sujeito simples + predicado verbo-nominal (verbo transitivo direto + objeto direto + predicativo do objeto)  
                b)        sujeito indeterminado + predicado verbal (verbo transitivo indireto + objeto indireto)  
                c)        sujeito simples + predicado verbal (verbo transitivo direto + agente da passiva)  
                d)        sujeito simples + complemento nominal + predicado verbal (verbo intransitivo) 
(Professor: A seguir, so dadas apenas sugestes de respostas.)
O juiz julgou-o inocente.
Falaram de voc.
O paciente foi coberto de cuidados.
O medo de mais um assalto voltou.

        8        Classifique os pronomes destacados em objeto direto ou objeto indireto.

                a)        Viu o presente, comprou-o e deu a seu filho.  OD

                b)        Sentiu saudades dela e enviou-lhe uma romntica carta.   OI

                c)        Obedea-me!  preciso, para seu prprio bem.    OI

                d)        Mesmo contra as evidncias, julgaram-no inocente.   OD
        
                e)        Pago-te as compras assim que me entregares a nota fiscal.   OI    OI
        
        9        Com base nas oraes do exerccio 8, faa o que se pede:
Predicativo do objeto direto representado por o (no).

                a)        No item d, qual  a classificao do termo inocente? A qual termo ele est ligado?
                b)        Reescreva o item e, usando pronomes oblquos no lugar dos objetos diretos e dos objetos indiretos.  
Pago-as a ti assim que a entregares a mim. (ou Pago-tas assim que ma entregares.) (Nesse caso, com relao ao verbo pagar, temos: as = OD, a ti = OI; com relao 
a entregar, temos: a = OD, a mim = OI).

        10        No texto a seguir, h dois complementos nominais. Indique quais so eles e quais os nomes que eles completam:

por seu time (amor);
pelo time dos outros (dio).

Pessoas que no tm nenhum amor por
seu time e sim, um lamentvel dio
pelo time dos outros.

        11        a)        Reescreva o perodo do exerccio 10 utilizando os verbos amar e odiar. Faa as alteraes necessrias, mantendo o sentido do perodo 
inicial.
                b)        Qual  a predicao dos verbos amar e odiar?
                c)        Destaque os complementos desses verbos e classifique-os.  

Pessoas que no amam seu time e, sim, odeiam o time dos outros.
        
Ambos so verbos transitivos diretos.

seu time: objeto direto de amam; o time dos outros: objeto direto de odeiam.

12        Escreva uma frase com cada uma das palavras a seguir, de modo que elas apresentem um complemento nominal. Use a preposio adequada: Respostas pessoais
                
                a) insensvel;                                                        c) confiana;
                b) medo;                                                                d) prejudicial.

        13        Passe as oraes a seguir para a voz passiva e indique o agente da passiva.
        
                a)        Mame preparou um grande almoo naquele dia.
                b)        O empresrio do cantor cancelou o show.
                c)        A namorada de Fbio acompanhava-o.
                d)        Os vizinhos chamaram o mdico imediatamente.
                e)        Roubaram o banco a noite passada.
                f)        Razes o cobrem. 
Um grande almoo foi preparado por mame naquele dia.

O show foi cancelado pelo empresrio do cantor.

Ele era acompanhado pela namorada de Fbio.

O mdico foi chamado imediatamente pelos vizinhos.

A noite passada, o banco foi roubado. (No h agente da passiva.)

Ele est coberto de razes.

        14        Na frase a seguir, o verbo est na voz passiva:
                
Depois de longo julgamento, o ru foi condenado a quatro anos de priso.
b) No h agente da passiva, pois no  possvel determinar "quem" condenou o ru. Na voz ativa, o sujeito  indeterminado: "Depois de longo julgamento, condenaram 
o ru a quatro anos de priso." ou "Depois de longo julgamento, condenou-se o ru a quatro anos de priso."

                Responda:
                
                a)        Qual  a classificao do termo o ru?  Sujeito paciente
                b)        Qual  o agente da passiva? Justifique, transformando a frase na voz ativa.  
                c)        Na frase que voc escreveu, qual  a classificao do termo o ru?  
Objeto direto do verbo condenar.

        15        Leia o texto a seguir e faa o que se pede:


                a)        Indique em que voz se encontra a orao.  
                b)        Qual  a funo sinttica do termo pela multido?  
                c)        Passe a orao para a voz ativa.  
                d)        Reescreva a orao na voz ativa, de modo que o sujeito fique indeterminado. 
                e)        Agora, reescreva-a na voz passiva.
                f)        Explique o que houve com o agente da passiva.

                Leia o texto para resolver as questes 16 e 17.

voz passiva (analtica)

agente da passiva

A multido atacou o palcio do Catete.

 "Atacaram o palcio do Catete." ou "Atacou-se o palcio do Catete."

O palcio do Catete foi atacado.

No  possvel determinar o agente da passiva j que o sujeito, na voz ativa,  indeterminado.

Pesquisa na floresta usa piloto com roupa de
astronauta e radar que enxerga gota de chuva
Klester Cavalcanti, de Ji-Paran

O maior experimento cientfico j realizado na Amaznia transformou alguns pontos da selva em cenrio de cinema. Os laboratrios tm coisas como um radar de 8 metros 
de dimetro, antenas parablicas, piloto de avio vestido de astronauta, uma torre metlica com 64 metros de altura e dezenas de computadores. Essa incrvel parafernlia 
 utilizada por mais de 150 pesquisadores de dez pases. Eles trabalham no Experimento de Grande Escala da Biosfera e Atmosfera na Amaznia, cuja sigla, em ingls, 
 LBA. At um ganhador do Prmio Nobel, o qumico holands Paul Crutzen, participa das pesquisas. O projeto de 100 milhes de dlares  financiado por Estados Unidos, 
Unio Europia, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Inpe, e Fundao de Amparo  Pesquisa do Estado de So Paulo, Fapesp.
Todos esses crebros, equipamentos e dinheiro esto reunidos para decifrar os mecanismos do clima amaznico e sua influncia sobre o clima mundial. H muito tempo 
se sabe que a Amaznia afeta as condies atmosfricas de outras regies da Terra, mas at hoje os cientistas no conseguiram entender como isso acontece. Um dos 
objetivos da pesquisa atual  decifrar esse enigma. "Vamos estudar o ciclo das chuvas, os efeitos do desmatamento, a circulao do vento na regio e at a composio 
e o desenho das gotas d'gua que se formam nas nuvens", afirma Carlos Nobre, pesquisador do Inpe e coordenador do projeto. A rea estudada  de 100 000 quilmetros 
quadrados, maior do que o Estado de Pernambuco. O ncleo das pesquisas  a cidade de Ji-Paran, em Rondnia, e h bases em outras quatro cidades.

        16        Identifique sintaticamente os termos destacados:
                
                a)        "O maior experimento cientfico j realizado na Amaznia";                        e)        "do clima amaznico";    
                b)        "por mais de 150 pesquisadores";                                                                                        f)        "as condies 
atmosfricas";   
                c)        "das pesquisas";                                                                                                                                g)        
"a cidade de Ji-Paran".  
                d)        "Todos esses crebros, equipamento e dinheiro";  

sujeito simples
agente da passiva
objeto indireto
sujeito composto
complemento nominal
objeto direto
predicativo do sujeito

        17        a)        Retire do texto os dois primeiros verbos que aparecem na voz passiva e passe as frases para a voz ativa. 
                b)        Na transformao, qual  a nova classificao dos agentes da passiva?

b) Mais de 150 pesquisadores e Estados Unidos (...) Fapesp so os sujeitos das oraes na voz ativa.

a) 1) Mais de 150 pesquisadores de dez pases utilizam essa incrvel parafernlia. 

2) Estados Unidos (...) Fapesp financiam o projeto de 100 milhes de dlares.


TERMOS ACESSRIOS DA ORAO E VOCATIVO  PGS. 248 a 257

Termos acessrios da orao

At agora, j estudamos os termos essenciais e os termos integrantes da orao. Veja:

        termos essenciais - sujeito e predicado:
        
"Os burros so magrinhos e velhos." 
(Manuel Bandeira)                sujeito                      predicado

        termos integrantes - complementos verbais (objeto direto e objeto indireto), complemento nominal e agente da passiva:
        
Os pais amam os filhos.
VTD        objeto direto

        
Os pais gostam dos filhos.
VTI

objeto
indireto

        
Os pais tm grande amor pelos filhos.
nome                complemento nominal

        
Os filhos so adorados pelos pais.
verbo na
voz passiva

agente da
passiva

Vamos conhecer, agora, os termos acessrios da orao.
A palavra acessrio, segundo o Novo Dicionrio Aurlio da Lngua Portuguesa, refere-se a tudo que "no  fundamental, o que  secundrio, o que se acrescenta a uma 
coisa sem fazer parte integrante dela".
Portanto, numa orao, termos acessrios so aqueles que no so to importantes e necessrios para estabelecer o sentido da frase e a comunicao. A funo desses 
termos  acrescentar informaes secundrias aos nomes e aos verbos. Observe a frase:
        
A menina apressada caiu na lama.
ncleo                ncleo                sujeito                predicado

Se eliminarmos as palavras que no so as mais importantes dessa orao, se deixarmos apenas os ncleos de cada termo, teremos:
        
Menina caiu.

As outras palavras so secundrias e apenas so acrescentadas a essa informao.
So trs os termos acessrios, que veremos a seguir: adjunto adnominal, adjunto adverbial e aposto. O vocativo, embora estudado entre os termos acessrios,  um 
termo sem funo sinttica e  parte da estrutura da orao.

Adjunto adnominal

Leia o poema a seguir, de Carlos Drummond de Andrade:

Retrato de famlia

Este retrato de famlia
est um tanto empoeirado.
J no se v no rosto do pai
quanto dinheiro ele ganhou.

Nas mos dos tios no se percebem
as viagens que ambos fizeram.
A av ficou lisa, amarela,
sem memrias da monarquia.

Os meninos, como esto mudados.
O rosto de Pedro  tranqilo,
usou os melhores sonhos.
E Joo no  mais mentiroso.

O jardim tornou-se fantstico.
As flores so placas cinzentas.
E a areia, sob ps extintos,
 um oceano de nvoa.

No semicrculo de cadeiras
nota-se certo movimento.
As crianas trocam de lugar,
mas sem barulho:  um retrato.

Vinte anos  um grande tempo.
Modela qualquer imagem.
Se uma figura vai murchando,
outra, sorrindo, se prope.

Esses estranhos assentados,
meus parentes? No acredito.
So visitas se divertindo
numa sala que se abre pouco.

Ficaram traos da famlia
perdidos no jeito dos corpos.
Bastante para sugerir
que um corpo  cheio de surpresas.

A moldura deste retrato
em vo prende suas personagens.
Esto ali voluntariamente,
saberiam - se preciso - voar.

Poderiam sutilizar-se
no claro-escuro do salo,
ir morar no fundo de mveis
ou no bolso de velhos coletes.

A casa tem muitas gavetas
e papis, escadas compridas.
Quem sabe a malcia das coisas,
quando a matria se aborrece?

O retrato no me responde,
ele me fita e se contempla
nos meus olhos empoeirados.
E no cristal se multiplicam

os parentes mortos e vivos.
J no distingo os que se foram
dos que restaram. Percebo apenas
a estranha idia de famlia

viajando atravs da carne.

Nos dois primeiros versos tem-se a seguinte orao:
        
"Este retrato de famlia est um tanto empoeirado."
sujeito                                                 predicado

Perceba que o ncleo do sujeito - retrato -  acompanhado pelo pronome este e pela locuo adjetiva de famlia. Essas palavras fornecem informaes acessrias ao 
ncleo. Como o ncleo  representado por um nome (substantivo) e as expresses este e de famlia esto junto a esse nome, caracterizando-o, diz-se que essas palavras, 
neste caso, so adjuntos adnominais.

Adjunto adnominal  o termo da orao que determina e caracteriza o substantivo.


Veja outros exemplos de adjunto adnominal (em destaque):
        
A moldura deste retrato prende suas personagens.
ncleo                ncleo                sujeito                 objeto direto

"Vinte anos  um grande tempo."
ncleo                ncleo                sujeito                  predicativo do sujeito

A funo do adjunto adnominal pode ser exercida por:

        um artigo;
        
"A casa tem muitas gavetas e papis..."
ncleo do sujeito                artigo                adjunto adnominal

        um adjetivo ou uma locuo adjetiva;
        
"Percebo apenas a estranha idia de famlia."
ncleo do objeto direto        locuo adjetiva        adjetivo
adjunto
adnominal

adjunto
adnominal

Este retrato de famlia est empoeirado.
ncleo do sujeito        locuo adjetiva

adjunto
adnominal

        um numeral;

"Vinte anos  um grande tempo."
adjunto
adnominal

numeral        ncleo do sujeito

        um pronome adjetivo;
        
Esses estranhos so meus parentes?
pronome adjetivo

ncleo do predicativo
do sujeito

adjunto
adnominal

  uma orao.

A famlia que possumos  sempre a melhor do mundo!
ncleo do sujeito        orao = possuda / nossa

adjunto
adnominal

Adjunto adverbial

Leia as frases do quadrinho a seguir:

Observe os advrbios utilizados pelo autor e as palavras que eles esto modificando:
        
"Humm... As ms notcias j chegaram!"                "No chore. Estamos contigo!"

"No estou me sentindo bem."

Todos esses advrbios referem-se a um verbo e esto acrescentando uma informao acessria  ao expressa por esse verbo: os advrbios indicam as circunstncias 
em que a ao ocorre. Veja:

        j - circunstncia de tempo;                                                bem - circunstncia de modo;
        no - circunstncia de negao;                                contigo - circunstncia de companhia.

Como os advrbios aparecem junto a verbos, eles so chamados adjuntos adverbiais.
Observe tambm estas frases:

As notcias so bem ms.
No estou me sentindo muito bem.
Chorei muito, chorei demais.

Os advrbios destacados nas frases intensificam o sentido de:

        um adjetivo                                                um advrbio                                                um verbo
        
bem ms                muito bem                chorei demais
adjetivo
advrbio
verbo


Nessas oraes, os advrbios tambm exercem a funo de adjunto adverbial.

Adjunto adverbial  o termo que indica a circunstncia em que a ao ocorre ou que intensifica o sentido de um adjetivo, de um advrbio ou de um verbo.


Veja outros exemplos:
        
Devagar se vai ao longe.
adjunto adverbial
adjunto adverbial
verbo

"No serei o poeta de um mundo caduco."
(Carlos Drummond de Andrade)                adjunto adverbial
verbo

"Caador submarino  um ser realmente muito especial." 
(Pedro Bloch)
advrbio
advrbio
adjetivo
adjunto adverbial
adjunto adverbial

Os adjuntos adverbiais podem expressar vrias circunstncias:

        tempo

Ontem estava soprando um vento frio.

        modo
                
Escreveram corretamente, mas erraram na pronncia.

        intensidade
                
Gosto muito de esporte.

        lugar
                
Aqui nasceram meus pais.

        afirmao
                
Sim, eu irei estudar mais.

        negao
                
No vale a pena se lamentar.

        dvida
                
Talvez ela encontre o caminho.

        companhia
                
Iremos com voc  biblioteca.

A funo de adjunto adverbial pode ser exercida por:

        um advrbio
                
Amanh compraremos os livros.
advrbio        adjunto adverbial

        uma locuo adverbial
                
Na sala deserta, uma mosca voava.
adjunto adverbial                locuo adverbial

        uma orao
        
"Quando souberam a notcia, Chinita e Manuel soltaram urros de prazer."   (rico Verssimo)
adjunto adverbial    orao

A Gruta do ndio, que
mais parece uma casa,
e uma cachoeira em
pleno agreste do Piau:
caprichos da natureza

Exemplo de adjunto adverbial expresso por locuo: em pleno agreste do Piau.

Aposto

Leia o texto a seguir:

Edwin Hubble,o pai da astronomia
extragalctica, descobriu que as
nebulosas so outras galxias,
alm da Via Lctea.


Observe que, na primeira orao dessa frase, temos:
        
"Edwin Hubble, o pai da astronomia extragalctica, descobriu..."
sujeito                                                                                 predicado

Perceba que a expresso em destaque refere-se ao sujeito, mas no  propriamente um adjunto. A sua funo  esclarecer e explicar quem foi Edwin Hubble, mas no 
 fundamental para a compreenso da frase toda.  possvel compreend-la sem o aposto. Veja:
        
Edwin Hubble descobriu que as nebulosas so outras galxias, alm da Via Lctea.

A esse termo acessrio d-se o nome de aposto.

Aposto  uma palavra ou expresso que explica outro termo da orao.


Veja outros exemplos:
        
"Edu Chaves, heri da aviao, aparecia de vez em quando l fora na oficina."

        Cantor e compositor famoso, Gilberto Gil deu uma entrevista coletiva  imprensa de

Campo Grande, capital do estado de Mato Grosso do Sul.

Nos exemplos, o aposto aparece geralmente entre vrgulas ou precedendo a vrgula. No entanto, existe um tipo de aposto em que no se usa a vrgula e que no aparece 
separado do nome a que se refere.  o aposto que individualiza um nome comum.
Veja estas frases:

A cidade de Recife tem alguns milhares de habitantes.
nome comum        aposto

O jornal Gazeta do Povo tem muitos leitores.
nome comum        aposto

O aposto pode tambm aparecer precedido por dois pontos ou entre dois travesses. Veja:

O estado de So Paulo tem grandes cidades: Santo Andr, Campinas, Santos, Bauru etc.
aposto

Algumas lnguas - Latim, Ingls, Francs e Grego - eram ensinadas na escola antigamente.
aposto

Nestas frases, os exemplos de aposto esto destacados.

FRASES INESQUECVEIS DIANTE DA MORTE

Eis aqui algumas frases histricas que ficaram, seja por seu teor dramtico ou irnico:

"Que artista morre comigo!" Nero, imperador romano, ao se suicidar em 68 d.C.

"Senhor, ajudai minha pobre alma." Edgar Allan Poe, escritor americano, ao morrer na misria num hospital de Baltimore (EUA) em 1849.

"At tu, Brutus?" Jlio Csar, imperador romano, ao ser esfaqueado por um grupo de que fazia parte seu protegido, a quem ele se dirigiu.

"Quem foi o cabra que me matou?" Delmiro Gouveia, industrial brasileiro, pioneiro da hidreltrica de Paulo Afonso, que foi assassinado a tiros - at hoje no se 
sabe por quem - na localidade de Pedra (atual Delmiro Gouveia), em Alagoas.

Vocativo

O vocativo  um termo isolado dentro da orao que no se liga a nenhum outro. Ele no pertence nem ao sujeito nem ao predicado. Observe:


No segundo quadrinho, o personagem dirige-se ao governo, chamando sua ateno. Ao faz-lo, utiliza-se da expresso " governo!" Essa expresso  um vocativo.

O vocativo  o termo que serve para interpelar ou chamar aquele com quem se fala.

Geralmente, o vocativo aparece separado por vrgula e, s vezes, vem acompanhado de interjeies como oh, eh, . Veja:
        
Maria,  Maria! O carteiro est no porto.
Menino, onde voc pensa que vai a essa hora?

A funo de vocativo pode ser exercida por:
        um substantivo

Cale a boca, Anestardo!
substantivo                vocativo

        uma expresso com valor de substantivo

Meus caros amigos, aonde vocs vo com tanta pressa?
vocativo
        
        um pronome de tratamento
                
Senhor, senhor, venha c!

vocativo

Exerccios

        1        Identifique os adjuntos adnominais das frases a seguir:
        
                a)        Meus amigos so jovens.
                b)        As mulheres esto reivindicando seus direitos.
                c)        Os garotos beberam gua da fonte.
                d)        As chuvas excessivas prejudicam as plantaes.
                e)        Dbora  a terceira filha do casal.


        2        Nas frases do exerccio 1, identifique as palavras s quais os adjuntos se referem. Veja o modelo:
        modelo
a)        Meus amigos so jovens.
        
        meus refere-se a amigos
                
                b)        As mulheres esto reivindicando seus direitos.  
                c)        Os garotos beberam gua da fonte.  
                d)        As chuvas excessivas prejudicam as plantaes.  
                e)        Dbora  a terceira filha do casal.  
As refere-se a mulheres; seus refere-se a direitos.

Os refere-se a garotos; da fonte refere-se a gua.

As, excessivas referem-se a chuvas; as refere-se a plantaes.

a, terceira, do casal referem-se a filha.

        3        a)        Classifique, quanto  morfologia, os adjuntos adnominais do item e do exerccio 2.
                b)        Escreva uma orao na qual apaream adjuntos adnominais diferentes dos classificados acima, embora com a mesma classificao morfolgica.

a: artigo; terceira: numeral; do casal: locuo adjetiva.

Resposta pessoal (Sugesto: "O segundo aluno da fila faltou hoje.")


        4        Identifique os adjuntos adverbiais e classifique-os de acordo com as circunstncias por eles expressas.
                
                a)        A atividade agropecuria tem-se desenvolvido muito, ultimamente. 
                b)        Talvez no haja aula amanh.  
                c)        Milhares de peregrinos passam por aqui anualmente. 
                d)        Ele vive sempre preocupado com a sade.  
                e)        Precisamos v-lo agora. 
 intensidade / tempo       dvida / negao / tempo         lugar / tempo        tempo       tempo


        5        Escreva duas oraes do exerccio 4 e reescreva-as, alterando a circunstncia expressa pelos adjuntos adverbiais. Classifique os novos adjuntos 
adverbiais empregados.
Resposta pessoal
        6        Escreva oraes com os seguintes adjuntos adverbiais:

                a)        adjunto adverbial de modo.
                b)        adjunto adverbial de afirmao.
                c)        adjunto adverbial de negao.
Resposta pessoal        Resposta pessoal        Resposta pessoal

        7        Nas frases a seguir, identifique os apostos e os vocativos:

                a)        Pedro, meu melhor amigo, ligou-me hoje para dizer que ir se mudar para a cidade de Recife.  
                b)        Sossega, rapaz, ainda  cedo!  
                c)        V se toma juzo, garoto!
                d)        Carmem, moa rebelde, fugiu do internato e est morando na casa da tia Lcia.
                e)        "Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres
                        Que ningum mais merece tanto amor e amizade" 
                f)        Meus filhos, Manuel e Renato, brevemente sero oficiais da Marinha.  
ambos apostos    vocativo     aposto     vocativo vocativo    ambos     apostos    (Vinicius de Moraes) 

        8        Retome as oraes do exerccio 7 nas quais aparecem apostos e identifique a que termo eles se referem.

a) meu melhor amigo: aposto de Pedro,de Recife: aposto de cidade; d) moa rebelde: aposto de Carmem, Lcia: aposto de tia; f) Manuel e Renato: aposto de filhos.


        9        Acrescente s frases a seguir um adjunto adnominal e um adjunto adverbial.  
                
                a)        A casa est sendo construda.        
                b)        Carlos viajava.
                c)        As crianas fazem castelos.
                d)        O vento sopra.
Respostas pessoais

        10        Escreva frases de acordo com as seguintes orientaes: 
                
                a)        sujeito simples (com adjunto adnominal) + predicado verbal (verbo intransitivo + adjunto adverbial)  
                b)        vocativo + sujeito simples + predicado nominal (verbo de ligao + predicativo do sujeito)  
                c)        sujeito composto + aposto + predicado verbo-nominal (verbo intransitivo + predicativo do sujeito + adjunto adverbial)  
(Professor: A seguir, so dadas apenas sugestes de respostas.)As duas meninas foram ao cinema.

Meus filhos, seu pai est feliz.

Tits e Skank, dois conjuntos musicais muito populares, chegaram atrasados ao espetculo.Respostas pessoais

        11        Acrescente um aposto ao termo destacado nas frases a seguir:  Respostas pessoais

                a)        Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira, Minas Gerais.
                b)        O governo criou um programa para despoluir o rio Tiet.
                c)        No ano passado, visitei Paris e Viena.
                d)        Todos gostam de Pel.

        12        Retire os vocativos dos quadrinhos a seguir:


        13        Leia atentamente o texto a seguir:

"Andava devagar, falava devagar, chorava e ria devagarinho e pensava mais devagar ainda."

                Agora responda:

                a)        Quais so os adjuntos adverbiais presentes no texto?  
                b)        Que tipo de circunstncias eles indicam?  
                c)        Quais deles modificam um advrbio? 
                d)        Reescreva a frase, substituindo a palavra devagar por outra que indique a mesma circunstncia.  

(Maria Helosa Penteado)

Devagar, devagarinho, mais, ainda

Devagar/devagarinho: modo; mais: intensidade; ainda: tempo 

Mais e ainda

Resposta pessoal. Sugestes: depressa, mal (pior ainda); bem (melhor ainda); lentamente.

        14        Leia o texto a seguir e resolva as questes:


Os brinquedos modernos so to sofisticados
que, s vezes, as aparncias enganam.
O telefone acima - o Superblocks - no  s
para crianas: ele funciona de verdade.
 s discar para conferir...


                a)        Qual  o sujeito da primeira orao?  
                b)        Classifique o predicado da primeira orao.  
                c)        Qual  a funo sinttica de modernos?  
                d)        Qual  a funo sinttica de o Superblocks?
                e)        Qual  a funo sinttica de de verdade?  

Os brinquedos modernos

adjunto adnominal

aposto     adjunto adverbial      nominal

        15        Leia o texto com ateno e d a funo sinttica dos termos destacados.


Meus senhores,

Antes de comunicar-vos uma descoberta, que reputo de algum lustre para o nosso pas, deixai que vos agradea a prontido com que acudistes ao meu chamado. Sei que 
um interesse superior vos trouxe aqui; mas no ignoro tambm, - e fora ingratido ignor-lo, - que um pouco de simpatia pessoal se mistura  vossa legtima curiosidade 
cientfica. Oxal possa eu corresponder a ambas.
Minha descoberta no  recente; data do fim do ano de 1876. No a divulguei ento, - e, a no ser o Globo, interessante dirio desta capital, no a divulgaria ainda 
agora, - por uma razo que achar fcil entrada no vosso esprito. Esta obra de que venho falar-vos, carece de retoques ltimos, de verificaes e experincias complementares. 
Mas o Globo noticiou que um sbio ingls descobriu a linguagem fnica dos insetos, e cita o estudo feito com as moscas. Escrevi logo para a Europa e aguardo as respostas 
com ansiedade. Sendo certo, porm, que pela navegao area, invento do Padre Bartolomeu,  glorificado o nome estrangeiro, enquanto o do nosso patrcio mal se pode 
dizer lembrado dos seus naturais, determinei evitar a sorte do insigne Voador, vindo a esta tribuna, proclamar alto e bom som,  face do universo, que muito antes 
daquele sbio, e fora das ilhas britnicas, um modesto naturalista descobriu cousa idntica, e fez com ela obra superior.
Senhores, vou assombrar-vos, como teria assombrado a Aristteles, se lhe perguntasse: credes que se possa dar regime social s aranhas? Aristteles responderia negativamente, 
como vs todos, porque  impossvel crer que jamais se chegasse a organizar socialmente esse articulado arisco, solitrio, apenas disposto ao trabalho, e dificilmente 
ao amor. Pois bem, esse impossvel fi-lo eu.

                a)        vos 
                b)        a prontido  
                c)        meu  
                d)        aqui  
                e)        recente  
                f)        interessante dirio desta capital  
                g)        a  
                h)        fcil  
                i)        com as moscas  
                j)        com ansiedade  
                l)        invento do Padre Bartolomeu  


objeto indireto
objeto direto
adjunto adnominal
adjunto adverbial de lugar
predicativo do sujeito
aposto
objeto direto
predicativo do sujeito
adjunto adverbial de instrumento
adjunto adverbial de modo
aposto
sujeito simples posposto
adjunto adverbial de intensidade
vocativo
objeto indireto
verbo transitivo direto e indireto
objeto direto
adjunto adverbial de modo
complemento nominal
objeto direto
sujeito simples

PERODO COMPOSTO POR COORDENAO (pgs. 258 a  264)

Agora que j estudamos o perodo simples, vamos estudar o perodo composto.
Vamos comear pelo perodo composto por coordenao.
Observe:


Vamos contar as oraes?

"Voc gasta o mnimo / e sua me acha o mximo."

        1 orao: Voc gasta o mnimo
        2 orao: e sua me acha o mximo.

A primeira orao  separada da segunda pela conjuno e. Voc poderia escrever este perodo tambm da seguinte forma:

Voc gasta o mnimo.
Sua me acha o mximo.

Ao separar as oraes por um ponto final, voc pde perceber que uma no depende da outra; elas so independentes entre si. O que as une  somente uma seqncia 
ordenada de idias; cada uma vale por si e  sintaticamente completa.
A esse tipo de orao damos o nome de coordenada e o perodo formado por elas  chamado perodo composto por coordenao.

Orao coordenada  aquela que  independente.
Perodo composto por coordenao  aquele formado por oraes coordenadas.


Classificao das oraes coordenadas


As oraes coordenadas podem vir ligadas entre si por conjuno, como no exemplo anterior, ou separadas apenas por vrgula ou ponto-e-vrgula, sem conjuno.
Leia atentamente o texto a seguir:


ERVAS

O caule das ervas (plantas herbceas)  geralmente verde, sem casca rgida, ao contrrio do das rvores e arbustos. Algumas plantas herbceas so chamadas de anuais, 
pois crescem, florescem, produzem sementes e morrem no intervalo de um ano. Outras so bianuais, ou seja, tudo isso ocorre em dois anos. E h tambm as perenes, 
que vivem por muitos anos.

O perodo

"Algumas plantas herbceas so chamadas de anuais, / pois crescem, / florescem, / produzem sementes / e morrem no intervalo de um ano."

 composto por coordenao e contm cinco oraes, algumas com conjuno e outras sem conjuno.
Veja:

1) Algumas plantas herbceas so chamadas de anuais... (sem conjuno)
2) pois crescem... (com conjuno)
3) florescem... (sem conjuno)
4) produzem sementes... (sem conjuno)
5) e morrem no intervalo de um ano. (com conjuno)

s oraes coordenadas que aparecem sem conjuno, separadas por vrgula ou ponto-e-vrgula, damos o nome de orao coordenada assindtica.
s oraes coordenadas que so introduzidas por uma conjuno, damos o nome de orao coordenada sindtica.

Orao coordenada assindtica  aquela que no contm conjuno.
Orao coordenada sindtica  aquela que  introduzida por conjuno.

Classificao das coordenadas sindticas


As oraes coordenadas sindticas classificam-se de acordo com as idias que expressam. Elas podem ser aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
Vamos estud-las separadamente.
(Professor:  preciso enfatizar a anlise do tipo de relao que envolve as coordenadas, evitando que o aluno decore conjunes.)
Aditivas

Observe o exemplo:
        
Ele no veio / nem telefonou. (= Ele no veio e no telefonou.)
1 orao                           2 orao

A segunda orao - nem telefonou - expressa um fato adicionado ao anterior. As duas oraes, portanto, tm uma relao de soma, adio. A segunda orao  classificada, 
por isso, de orao coordenada sindtica aditiva, enquanto a primeira  uma coordenada assindtica.

Veja outros exemplos:

Ela ajeitou as meias e levantou-se.
O atleta teima e compete.

Exemplo de orao coordenada sindtica aditiva:
... e bate neles com o cassetete?

Orao coordenada sindtica aditiva  aquela que exprime uma adio.  introduzida geralmente pelas conjunes e, nem, mas... tambm.


Adversativas

PRIMICIA FUTURA.
Voc leva a mala, mas no carrega o peso.

As oraes:
        
Voc leva a mala, / mas no carrega o peso.
1 orao                                          2 orao
esto relacionadas pela conjuno mas. A segunda orao encerra uma idia de oposio  primeira. Esse tipo de relao de sentido tambm recebe o nome de relao 
de adversidade, ou seja, idia contrria. Por isso, a segunda orao recebe o nome de orao coordenada sindtica adversativa. Por no possuir conjuno, a primeira 
 classificada como orao assindtica.
Existem outras conjunes que introduzem as oraes coordenadas sindticas adversativas.
Veja alguns exemplos:
        
O espetculo  bom, / entretanto termina muito tarde.
Ele mora perto, / porm no o vejo muito.
O problema  grave, / todavia nada se faz.

As conjunes so diferentes, mas o sentido  sempre o mesmo: a segunda orao expressa uma idia de adversidade, de oposio  primeira.

Orao coordenada sindtica adversativa  aquela que exprime uma oposio em relao  idia anterior.  introduzida geralmente pelas conjunes mas, porm, todavia, 
contudo, entretanto, no entanto etc.

Alternativas

Observe o exemplo:
        
Voc trabalha / ou estuda?

Observe que o segundo fato - ou estuda -  uma idia alternativa ao primeiro. Ambos se excluem e no podem ocorrer ao mesmo tempo. A primeira orao  uma coordenada 
assindtica e a segunda, uma orao coordenada sindtica alternativa.
s vezes, a conjuno aparece nas duas oraes:
        
Ou voc trabalha ou voc estuda.

Nesse caso, as duas oraes so coordenadas sindticas alternativas, pois exprimem uma alternncia entre dois fatos, e a conjuno aparece em ambas.
Veja outros exemplos:
        
Ora temos chuva, / ora temos sol.
Eu irei at l, / quer voc deixe, / quer no deixe.

1 orao                 2 orao

"Ou ela est com fome,
ou est com cria"
A ona segue, em sua
alimentao, o princpio
adotado pela maioria
dos grandes felinos.

Exemplo de orao coordenada sindtica alternativa.

Orao coordenada sindtica alternativa  aquela que expressa uma idia de alternncia, de escolha ou de excluso.  introduzida pelas conjunes ou... ou, ora... 
ora, quer... quer.

Conclusivas

Observe:
        
Ele est mal de notas; / logo ser reprovado.
        
Note que a reprovao  o fato que se deduz do mau resultado das notas. A essa segunda orao, que encerra uma idia de concluso, d-se o nome de orao coordenada 
sindtica conclusiva. A primeira  classificada como coordenada assindtica.
Veja outros exemplos:

Os raios ultravioleta so perigosos; / portanto evite o sol nas horas mais quentes do dia.
Ele nasceu em Genebra; / , pois, um cidado suo.

Canto, logo exijo
Mesa de sinuca, porcelana chinesa e bales
de oxignio fazem o folclore de astros da msica

As conjunes so diferentes, mas o sentido  o mesmo: uma
concluso.

1 orao                                            2 orao

Importante:
        Observe que, no segundo exemplo, a conjuno pois aparece depois do verbo ser: quando a orao exprime concluso, essa conjuno est sempre nessa posio.

Orao coordenada sindtica conclusiva  aquela que exprime uma concluso.  introduzida geralmente pelas conjunes logo, por isso, portanto e pois (depois do verbo).


Explicativas

Leia:
        
Ande depressa / que a prova  s 8 horas.

Observe que a segunda orao - que a prova  s 8 horas -  o motivo ou a explicao de ser preciso andar depressa. Como o prprio sentido indica, temos aqui uma 
orao coordenada sindtica explicativa.
A orao explicativa pode tambm ser introduzida por outras conjunes, mas a relao de explicao  a mesma. Veja outro exemplo:
        
Venha logo, pois precisamos de voc.


1 orao                                          2 orao

Importante:
Observe que, nesse exemplo, a conjuno pois aparece antes do verbo, ao contrrio do que acontece na orao conclusiva.

Orao coordenada sindtica explicativa  aquela que exprime uma explicao em relao  orao anterior.  introduzida geralmente pelas conjunes que, porque e 
pois (antes do verbo).


Muitas vezes, as oraes coordenadas entre si aparecem separadas por ponto final.
Observe os exemplos:

Estadinho: Onde voc viveu na infncia?
Amir Klink: Vivi na capital, na regio da Avenida Paulista.
        Mas eu viajava bastante com os meus pais.

HERBRIO

Muitas pessoas mantm um herbrio em casa. Dessa forma, dispem de ervas sempre frescas para consumo domstico. Estas podem 
ser usadas para temperar a comida, perfumar o ambiente, fazer chs, tratar doenas.


No primeiro caso, a relao estabelecida  de adversidade, de oposio:
        
"Vivi na capital, na regio da Avenida Paulista. Mas eu viajava bastante..."

No segundo caso, a orao:
        
"Dessa forma, dispem de ervas sempre frescas para consumo domstico."

embora separada da primeira por ponto final, estabelece com ela uma relao de concluso.
O importante, ento,  analisar o tipo de relao que envolve as oraes coordenadas entre si e no apenas identificar a conjuno empregada.

Exerccios        


        1        Divida os perodos e classifique as oraes:

                a)        Vencemos o concurso; vamos, pois, comemorar.
                
                b)        O espetculo  bom, entretanto termina muito tarde.
                
                c)        Ele mente muito, portanto no merece crdito.
        
                d)        Fale rapidamente, que no tenho muito tempo.

                e)        "Alguns verbetes em dicionrios e enciclopdias, certas notcias bibliogrficas, fazem-me nascido em Pirangi." 

                f)        Voc resolve: ou fica ou vem conosco.
        
                g)        A garota olhou tudo com ateno, parou por um instante, pensou um pouco e chorou novamente.

                h)        "Sim, foi apenas um instante, mas me feriu os olhos de beleza para sempre."  (Rubem Braga)           

                i)        Ficaremos aqui, e no o deixaremos sozinho.

                j)        "Em que furna, em que torre, em que cisterna funda dormia o poema?"   (Helena Kolody)

        2        Estabelea a relao de sentido entre as oraes coordenadas de cada perodo (adio, adversidade, alternncia, concluso, explicao):

                a)        "No chore ainda no, que eu tenho um violo e ns vamos cantar."   (Chico Buarque)
                b)        A maioria assinou; poucos, porm, foram at l.  
                c)        "No lhe fales, que o nada  sempre o troco." 
                d)        No apareceu ningum. Nem mesmo um simples doente com tosse.  
                e)        O nmero estava realmente incorreto, por isso a jovem reclamou com razo.  
                f)        "- Desa da, Casimiro, que eu quero ver a sua mulher." 
                g)        Voc pode escolher uma delas ou pode levar as duas, mas, nesse caso, dever pagar um acrscimo.  

        3        Forme perodos compostos, transformando as oraes de cada item a seguir em oraes coordenadas entre si, observando a relao de sentido estabelecida 
entre elas. Utilize as conjunes adequadas:

                a)        O fanatismo religioso  um pesadelo. Destri o equilbrio de um pas.
                b)         a opo pela violncia.  a opo pela via pacfica.  
                c)        "Assine agora. Garanta semanalmente a informao indispensvel de Veja." (Revista Veja) 
                d)        O investimento pode parecer um pouco alto. Pode ter certeza de seu funcionamento.  
                e)        O trnsito foi liberado  noite no Elevado. Os moradores reclamaram.  
                f)        Os filhotes nascem em 13 dias. Demoram para voar.  

        4        Construa perodos compostos por coordenao utilizando as palavras a seguir. Considere as relaes de sentido que deve haver entre as oraes coordenadas.

                a)        relao de concluso  mdico, acidente, hospital;
                b)        relao de alternncia  adoecer, sair;
                c)        relao de adio  infelicidade, desentendimento;
                d)        relao de explicao  viagem, sorriso;
                e)        relao de adversidade  problema, soluo.

        5        Reescreva o perodo a seguir, substituindo a conjuno por outra de sentido equivalente:


or. coord. assind.                     or. coord. sind. conclusiva

orao coord. assind.                              or. coord. sind. adversativa

or. coord. assind.                  or. coord. sind. conclusiva

 or. coord. assind.                 or. coord. sind. explicativa

perodo simples, orao absoluta

or. coord. assindtica          orao coord. sind. alt.     or. coord. sind. alternativa

or. coord. assindtica                                   or. coord. assindtica                or. coord. assindtica                 or. coord. sind. aditiva

or. coord. assindtica                                                  or. coord. sind. adversativa

or. coord. assindtica                                                  or. coord. sind. adversativa

or. coord. assind.                   or. coord. sind. aditiva

perodo simples, orao absoluta

explicao e adio

adversidade

explicao

adio

concluso

explicao

alternncia/adversidade  ... pois...

... ou ...

... e ...

... mas...

... por isso...

... e...

(Respostas pessoais. Observar se o aluno usa adequadamente as conjunes coordenativas.)

O tratamento controla a doena,
mas no h soluo definitiva


No lugar de mas, podem ser usadas outras conjunes adversativas: porm, todavia, entretanto, no entanto.






        6        Leia o texto e, em seguida, faa o que se pede:

Sapo
Tem pele seca, pois no
a utiliza para respirar. 
No tem membranas
entre os dedos da pata traseira.
Expele veneno por glndulas
para autodefesa. Por isso,
no foge quando ameaado.

                
                a)        Copie as oraes coordenadas.
                b)        Reescreva essas oraes, substituindo as conjunes por outras de sentido equivalente.

Tem pele seca, pois no a utiliza... / Expele veneno por glndulas para autodefesa. Por isso, no foge...

Na primeira, conj. explicativa: porque (ou outra). Na segunda, conj. conclusiva: logo, por conseguinte, portanto (ou outra).

PERODO COMPOSTO POR SUBORDINAO  pgs. 265 a 278

Oraes subordinadas


Leia:

Galileu provou que o brilho das estrelas no tem nenhuma influncia no destino do homem.


Esse texto  constitudo por duas oraes:

        1 orao: Galileu provou...
        2 orao: que o brilho das estrelas no tem nenhuma influncia no destino do homem.

Nenhuma dessas oraes tem sentido completo; o significado de uma depende da outra. So oraes dependentes, unidas pela conjuno subordinativa que. Por isso, dizemos 
que esse perodo  um perodo composto por subordinao.
A segunda orao, introduzida pela conjuno que, recebe o nome de orao subordinada e a primeira recebe o nome de orao principal.
Observe:

                   que o brilho das estrelas no tem nenhuma
                influncia no destino do homem. 

        

Note que o verbo da orao principal - provar -  transitivo direto e pede um complemento. Neste perodo, toda a segunda orao  o complemento verbal de provar; 
no caso,  um objeto direto. Como voc pode ver, a orao subordinada, nesse exemplo, exerce uma funo sinttica em relao a um termo da orao principal.

conjuno1 orao                                                     2 orao

orao principal                                      orao subordinada

Orao subordinada  aquela que  dependente e completa o sentido de outra, exercendo uma funo sinttica em relao a ela.  introduzida por uma conjuno subordinativa.

Perodo composto por subordinao  aquele que  formado por uma orao principal e uma (ou mais de uma) orao subordinada.

Veja outros exemplos de perodo composto por subordinao:
        
"Clarimundo sabe / que dentro dela encontrar luz, calor, aconchego." 

1 orao: Clarimundo sabe  orao principal, pois  a mais importante do perodo;
2 orao: que dentro dela encontrar luz, calor, aconchego  orao subordinada, pois completa o sentido do verbo da primeira orao, exercendo a funo sinttica 
de objeto direto.


Quero / que voc saia / quando eles chegarem.

1 orao                                                                            2 orao

1 orao                  2 orao                            3 orao

1 orao: Quero  orao principal;
2 orao: que voc saia  orao subordinada que completa o sentido da principal, exercendo a funo de objeto direto;
3 orao: quando eles chegarem  orao subordinada que completa o sentido da anterior, exercendo a funo de adjunto adverbial (expressa circunstncia de tempo).

Classificao das oraes subordinadas

Dependendo da funo sinttica que exercem em relao  orao principal, as oraes subordinadas classificam-se em substantivas, adjetivas e adverbiais.
Vamos estud-las separadamente.

Oraes subordinadas substantivas

Compare os dois perodos:

Desejo / que voc seja feliz.        
                

Desejo a sua felicidade.        


Veja que a orao que voc seja feliz equivale  expresso a sua felicidade, cuja principal palavra (ncleo)  um substantivo.

orao subordinada substantiva        orao principal        

perodo composto por subordinao
(dois verbos = duas oraes)

perodo simples (um verbo = uma orao)

ncleo: substantivo

A orao subordinada substantiva tem o valor e a funo de um substantivo e  introduzida por uma conjuno integrante (que, se...).


A orao subordinada substantiva classifica-se conforme a funo sinttica que exerce com relao  orao principal.
Ela pode ser:

        1 Subjetiva - tem funo de sujeito da orao principal:
        
 preciso / que estudemos.
        
 preciso nosso estudo.

(Professor: Destacar para o aluno que a orao subordinada substantiva pode ser transformada em uma construo nominal, representativa de uma das funes do substantivo 
no perodo simples.)

or. principal      or. subord. substantiva subjetiva

predicado                      sujeito


Convm / que estudemos.
or. principal      ord. subord. substantiva subjetiva

Convm nosso estudo.
predicado                      sujeito

Ignora-se / que ele morreu.
or. principal       or. subord. substantiva subjetiva
        
Ignora-se sua morte.
predicado                   sujeito


        2 Objetiva direta - exerce a funo de objeto direto da orao principal:
        
"Confesso / que me emocionei..." 
(Carlos Drummond de Andrade)

or. principal      or. subord. substantiva objetiva direta

(eu) Confesso minha emoo.
VTD        objeto direto 

        3 Objetiva indireta - exerce a funo de objeto indireto da orao principal:
        
Ele necessita / de que o ajudes.
or. principal             or. subord. substantiva objetiva indireta
        
Ele necessita de tua ajuda.
VTI        objeto indireto              

        
        4 Predicativa - exerce a funo de predicativo:
        
"A verdade  / que minha me era cndida."  (Machado de Assis)
or. principal        or. subord. substantiva predicativa
        
A verdade  a candura de minha me.
predicativo do sujeito                  VL 
        

                5 Completiva nominal - exerce a funo de complemento nominal:
        
Todos estavam convictos / de que seriam aprovados.
or. principal          or. subord. substantiva completiva nominal
        
Todos estavam convictos de sua aprovao.

nome      complemento nominal

        6 Apositiva - exerce a funo de aposto:
        
Ele declarou apenas isto: / que amava Luana.
or. principal                 or. subord. substantiva apositiva
        
Ele declarou apenas isto: seu amor por Luana.
aposto        termo
                 
Observao:
        Muitas vezes oraes aparecem introduzidas por advrbios interrogativos: onde, quando, como e por que. So as oraes interrogativas indiretas. Entretanto, 
como essas oraes exercem funes prprias do substantivo, so classificadas como oraes substantivas. Observe:

Nunca se soube como ele escapou.        No se descobriu onde ele se escondeu.
Ela no disse quando voltou.        No sei por que vocs brigam.

Todas as oraes substantivas acima so objetivas diretas.

Ateno: Para classificar corretamente uma orao substantiva, observe qual  o termo da orao anterior cujo sentido ela completa ou explica.
Veja a tabela ao lado:

Se a orao subordinada
completar (ou explicar)
o sentido de um...

... ela ser uma
        orao subordinada
        substantiva...

predicado        subjetiva
verbo transitivo direto        objetiva direta
verbo transitivo indireto        objetiva indireta
nome        completiva nominal
verbo de ligao        predicativa
aposto        apositiva


Exerccios        


        1        Classifique as oraes subordinadas substantivas destacadas a seguir:

                a)        J os avisei de que a reunio ser amanh.  
                b)        Foi a insegurana que o levou ao fracasso.  
                c)        Acho que vai chover.  
                d)        Disseram-nos apenas isto: que partiriam ao amanhecer.  
                e)         necessrio que saibas esperar o momento certo.  
                f)        Temos receio de que ele nos descubra.  

        2        Releia a letra d do exerccio 1:
                
Disseram-nos apenas isto: que partiriam ao amanhecer.
        
                a)        Transforme essa orao em subordinada substantiva objetiva direta.  
                b)        Na orao que voc escreveu, qual  a predicao do verbo dizer?  
                c)        Qual termo representa o objeto indireto?  
                d)        Qual a classificao do sujeito da orao principal?  

        3        Transforme os perodos compostos por subordinao em perodos simples.

                


                a)        Papai s admite que voc case por amor.
                b)        O professor queria que o salrio fosse melhor.
                c)        A diretora recomenda que eles no usem violncia.
                d)        A vizinha deseja que elas voltem ao lar.

        4        Classifique as oraes subordinadas substantivas do exerccio 3. 

        5        Leia a histria em quadrinhos a seguir:


objetiva indireta

predicativa

obj. direta

picture clipping 9

subjetiva

compl. nominal

Disseram-nos apenas que partiriam ao amanhecer.

Verbo transitivo direto e indireto.

O pronome nos.

Sujeito indeterminado.

modelo

S queria que ele me entendesse.
S queria seu entendimento.

Papai s admite o seu casamento por amor.

O professor queria melhor salrio.

A diretora recomenda a no-violncia.

A vizinha deseja a volta delas ao lar.

Todas as oraes so subordinadas substantivas objetivas diretas.

                Observe a frase destacada:
                
" melhor que no tenha."
        
                Qual  a classificao das duas oraes desse perodo? 

 melhor: orao principal / que no tenha: orao subordinada substantiva subjetiva.

        6        Observe:


                a)        Qual  a funo sinttica de Cndida?  
                b)        Separe a orao principal.  
                c)        Classifique a outra orao.  

        7        Leia a histria em quadrinhos a seguir:

vocativo

"Voc no pode dizer"

"que vai tudo s mil maravilhas": or. sub. substantiva objetiva direta.


                a)        Classifique as oraes do segundo quadrinho.  
                b)        Reescreva esse perodo comeando com:  preciso aprender que...  
                c)        Classifique a orao subordinada que voc escreveu.  

        8        Construa seis perodos compostos por subordinao: em cada um deles deve aparecer uma das oraes subordinadas substantivas.  

 importante: orao principal; que voc aprenda o valor do dinheiro: orao subordinada substantiva subjetiva.

(Resposta provvel: o dinheiro tem (possui) valor.)

que o dinheiro tem valor: orao subordinada substantiva objetiva direta.

Resposta pessoal

Oraes subordinadas adjetivas


Observe:
        
Os animais / que se alimentam de carne / so mais ferozes.
                
Os animais carnvoros so mais ferozes.
                

A orao que se alimentam de carne corresponde  palavra carnvoros, que  um adjetivo. Sintaticamente, esse adjetivo  um adjunto adnominal de animais. Portanto, 
essa orao adjetiva equivale a um adjunto adnominal e  introduzida pelo pronome relativo que.

orao subordinada adjetiva        adjetivo        orao principal

A orao subordinada adjetiva tem o valor e a funo de um adjetivo.  introduzida por um pronome relativo (que, o qual, a qual, quem) e equivale a um adjunto adnominal.

A orao subordinada adjetiva no deve ser confundida com a orao subordinada substantiva. Compare:

Orao adjetiva

Orao substantiva

 introduzida por um pronome relativo (que, o qual, a qual, os quais, as quais, quem).

Sintaticamente, representa um adjunto adnominal, ou seja, est junto a um nome (substantivo).

 introduzida por uma conjuno integrante (que, se).


Sintaticamente, representa um nome (substantivo), que  o ncleo de um termo da orao (sujeito, objeto direto ou indireto, complemento nominal etc.).



Observe e compare os dois exemplos:

1. Acho / que ele  mentiroso.                2. No gosto de pessoas / que mentem.
        

No primeiro exemplo, a orao subordinada  introduzida pela conjuno integrante que e exerce a funo sinttica de objeto direto do verbo achar, da primeira orao.
No segundo exemplo, a orao subordinada  introduzida pelo pronome relativo que e exerce a funo sinttica de um adjunto adnominal do substantivo pessoas, da primeira 
orao. Note que, neste exemplo, o pronome relativo que pode ser substitudo por as quais e toda a orao subordinada pode ser substituda pelo adjetivo mentirosas. 
Veja:
        
No gosto de pessoas as quais mentem.
        
No gosto de pessoas mentirosas.
        

As oraes subordinadas adjetivas subdividem-se em dois tipos: a restritiva e a explicativa.

Restritiva

Esse tipo de orao adjetiva  indispensvel ao entendimento de todo o perodo e tem a funo sinttica de um adjunto adnominal. Normalmente no aparece entre vrgulas. 
Observe:
                
Os jovens / que estudam / chegam l.
                
Note que a orao adjetiva faz a restrio, isto , limita o tipo de jovem que aparece mencionado na orao principal: no so todos os jovens que chegam l; apenas 
os que estudam. Por isso, esse tipo de orao  chamada adjetiva restritiva:

        por ter valor de adjetivo, refere-se a outro termo (no caso, os jovens) da orao principal, exercendo a funo sinttica de adjunto adnominal;
        por restringir os seres a que se refere, limitando-os dentro de uma classificao (no caso, que estudam).

Veja outros exemplos:
                
Pedras que rolam no criam limo.
        
Admiro as mulheres que lutam por seus direitos.

No primeiro caso, a orao adjetiva restringe o termo pedras: somente as que rolam no criam limo. No segundo exemplo, a orao adjetiva restringe o termo as mulheres: 
apenas as que lutam por seus direitos so admiradas.


conjuno integrante        or. sub. substantiva objetiva direta (= objeto direto)

pronome relativo        or. sub. adjetiva (= adjunto adnominal)

adjetivo (adjunto adnominal de pessoas)= que mentem

or. subordinada adj. restritiva        equivale a estudiosos

or. adj. restritiva        or. adj. restritiva


Explicativa

A orao adjetiva explicativa no  essencial para a compreenso do perodo e tem a funo de um aposto. Normalmente aparece entre vrgulas. Veja um exemplo:
                
Braslia, que  a capital do Brasil,  uma cidade planejada.
                
        
Observe que a orao adjetiva, nesse exemplo, apenas fornece uma explicao sobre o termo Braslia, sem restringi-lo ou limit-lo. Trata-se apenas de mais uma informao.
Veja outros exemplos:
                
Seu Manoel, que  um homem ntegro, trabalhou muito tempo conosco.

Os filhos dela, que so muito espertos, resolveram o problema sozinhos.

A orao subordinada adjetiva, restritiva ou explicativa, tambm pode ser introduzida pelo pronome relativo onde, que pode ser substitudo por em que, no qual, na 
qual.

or. subord. adjetiva explicativa

or. subord. adjetiva explicativa

or. subord. adjetiva explicativa


or. subord. adjetiva explicativa

A cidade
vertical

Os japoneses
projetam
edifcios de at
4 quilmetros
de altura, onde
podem viver e
trabalhar at
1 milho
de pessoas.

Freqentemente, o pronome relativo aparece precedido de preposio:
        
Este  o vestido de que preciso.
No gostei do filme a que assisti ontem.
Este  o motivo por que desisti.
Permanecemos no corao de quem nos ama.
Este  o homem de quem falei.

preposio        pronome relativo

Exerccios        

        1        Classifique as oraes subordinadas adjetivas destacadas:

                a)        O tcnico que indicamos foi admitido.  
                b)        Marcelo, que gosta muito de ler, vive na biblioteca.  
                c)        "O anncio figura em um jornal que o amigo me mandou." 
                d)        Enviei cartas a todos os vizinhos, que eram os suspeitos do crime.  
                e)        Enviei cartas a todos os vizinhos que eram os suspeitos do crime.

        2        Releia os perodos d e e do exerccio 1 e explique qual diferena de significado existe entre eles, considerando a classificao da orao subordinada 
adjetiva.  

adjetiva restritiva

adjetiva explicativa

 (Carlos Drummond de Andrade)    adjetiva restritiva

adjetiva explicativa

adjetiva restritiva

Em d, a orao adjetiva explicativa funciona como um aposto: todos os vizinhos eram suspeitos do crime (e receberam carta). Em e, a orao adjetiva restritiva tem 
funo de adjunto adnominal: alguns vizinhos eram suspeitos do crime (apenas esses receberam carta).

        3        Na frase abaixo h duas oraes introduzidas por que.
        
"No sabe que existe uma coisa chamada Exrcito Brasileiro, que o senhor tem de respeitar?"

                a)        Destaque a orao principal e d a predicao do verbo.
                b)        Qual orao  complemento do verbo da orao principal? Destaque-a e classifique-a.
                c)        Destaque a terceira orao do perodo e classifique-a.
                d)        Reescreva o perodo inicial, seguindo as orientaes:
        substitua o termo "Exrcito Brasileiro" pela palavra famlia;
        substitua a orao "que o senhor tem de respeitar", alterando sua classificao.

        4        Observe os textos a seguir e classifique as oraes introduzidas por que:

                a)        

b) "que existe uma coisa chamada Exrcito Brasileiro"; orao subordinada substantiva objetiva direta.

(Fernando Sabino)

"No sabe"; verbo transitivo direto.

"que o senhor tem de respeitar."; orao subordinada adjetiva explicativa.

Resposta pessoal

As escavaes mostram que os nordestinos
pr-histricos eram altos, fortes e sem cries.


subordinada substantiva objetiva direta        

Sava (Atta sp) transporta vegetal cortado, substrato para a cultura
do fungo de que ela se alimenta.

subordinada adjetiva restritiva        

O importante  que sejam pessoas
interessadas na preservao
da natureza

subordinada substantiva predicativa

A sonda Magalhes, que estava em rbita de Vnus
desde 1990, recebeu um sinal que a conduziu a um
mergulho fatal na atmosfera do planeta.

1) subordinada adjetiva explicativa        2) subordinada adjetiva restritiva

        5        Leia os perodos a seguir:
                
                I.        "As escavaes mostram que os nordestinos pr-histricos eram altos, fortes e sem cries."
                
                II.        As escavaes mostram que os nordestinos pr-histricos, que eram altos, fortes e sem cries, carregavam fardos bastante pesados.

                Compare as duas oraes destacadas e responda:

                a)        Qual  a classificao destas oraes?
                b)        Qual a funo sinttica de cada uma dessas oraes?  
                c)        Reescreva o perodo II alterando a classificao da orao destacada. 
                d)        Observe a frase II e a frase que voc escreveu no item c, anterior. Explique qual  a diferena entre elas, quanto ao sentido.  


 c) As escavaes mostram que os nordestinos pr-histricos que eram altos, fortes e sem cries carregavam fardos bastante pesados.

I. orao subordinada substantiva objetiva direta.
II. orao subordinada adjetiva explicativa.

Orao I: exerce a funo de objeto direto de mostram; orao II: exerce a funo de aposto de nordestinos pr-histricos.

A frase II mostra que todos os nordestinos pr-histricos eram altos, fortes e sem cries. A frase do item c restringe essa idia e mostra que apenas os nordestinos 
altos, fortes e sem cries carregavam fardos pesados.

        6        Transforme os adjetivos em destaque em oraes subordinadas adjetivas:

                a)        Ele  um garoto alegre.                                                
                b)        Voc  uma pessoa equilibrada.                        
                c)        Trata-se de uma pessoa amiga.                        
                d)        Admiro o aluno trabalhador.
                e)        O homem esforado vence na vida.
                f)        Alguns mdicos tm uma letra ilegvel.
                g)         preciso cuidado com lquidos inflamveis.
                h)        Fatos imprevisveis podem acontecer a qualquer momento.    
                
        7        Nos perodos acima, qual a classificao das oraes subordinadas adjetivas que voc criou?

                Leia o texto a seguir para resolver as questes 8 e 9:


que tem alegria

que possui equilbrio

que tem amizade

que trabalha

que se esfora

que no se pode ler

que se inflamam

que no se podem prever

So todas oraes subordinadas adjetivas restritivas.

A lista de Mendes
O reconhecimento tardio do cnsul portugus que salvou
30 000 vidas das garras do nazismo

A cidade francesa de Bordeaux tinha-se transformado em um beco sem sada para a multido que se refugiava do avano do Exrcito alemo em junho de 1940. A nica 
sada era pela fronteira com a Espanha - mas os vistos eram sistematicamente negados. Foi nesse ambiente de caos e desespero que o cnsul portugus Aristides de 
Sousa Mendes se ps a emitir visto de entrada em Portugal a qualquer um que pedisse. Durante dias de esforo frentico, ele despachou numa mesa instalada em plena 
rua e transportou pessoalmente refugiados at a fronteira. Salvou 30 000 pessoas, incluindo 10 000 judeus. O desafio arruinou-lhe a carreira, mas o colocou numa 
restrita galeria de heris da II Guerra, ao lado do alemo Oskar Schindler e do diplomata sueco Raoul Wallenberg, que salvou 20 000 judeus hngaros do extermnio.

        8        Classifique as oraes destacadas no texto:
                
                a)        que salvou 30 000 vidas;  
                b)        que se refugiava do avano do Exrcito alemo;  
                c)        que pedisse;  
                d)        que salvou 20 000 judeus hngaros do extermnio.  

        9        No texto h trs oraes coordenadas sindticas. Retire-as e classifique-as.  


or. subord. adjetiva restritiva

or. sub. adjetiva restritiva

or. sub. adjetiva restritiva

or. sub. adjetiva explicativa

1. mas os vistos eram sistematicamente 

negados (adversativa); 2. e transportou pessoalmente refugiados at a fronteira (aditiva); 3. mas o colocou numa restrita galeria de heris da II Guerra (adversativa).

Oraes subordinadas adverbiais


or. principal               or. subordinada adverbial

adjunto adverbial


Observe:
        
Samos de casa / quando amanhecia.
Samos de casa de manh.


Nesses exemplos, a orao quando amanhecia corresponde ao adjunto adverbial de manh, indicando uma circunstncia de tempo ao verbo sair, da orao principal.
Orao subordinada adverbial  aquela que exerce a funo sinttica que um advrbio poderia exercer, ou seja, de adjunto adverbial.
As oraes adverbiais so sempre introduzidas por uma conjuno subordinativa, com exceo das integrantes, que introduzem oraes substantivas.
Veja outros exemplos:


Eu lhe escreveria, / se tivesse tempo.        

        Fiz tudo / conforme me ensinaram.

Aproximei-me do quadro / para examin-lo bem.
        

or. subordinada adverbial        conjuno condicional

or. subordinada adverbial        conjuno conformativa

or. subordinada adverbial        conjuno final

A orao subordinada adverbial tem o valor e a funo de um advrbio.  introduzida por uma conjuno subordinativa, exceto a integrante.

Como equivalem a adjuntos adverbiais da orao principal, as oraes adverbiais exprimem circunstncias de tempo, condio, finalidade, causa etc. Classificam-se 
de acordo com as conjunes que as introduzem. Para rever as conjunes subordinativas, consulte a unidade sobre Conjuno, na parte de Morfologia.

As oraes subordinadas adverbiais podem ser:

        1 Causais - expressam causa, motivo:
        
Fui aprovado, / porque estudei.
        
or. principal           or. subordinada adverbial causal


Observe:
        
Samos de casa / quando amanhecia.
Samos de casa de manh.

Importante:
        No estudo das oraes subordinadas adverbiais, no basta decorar as conjunes:  preciso analisar e compreender as circunstncias que elas transmitem, pois 
uma mesma conjuno pode introduzir oraes adverbiais bem diferentes.


Observe que a causa, o motivo da aprovao, foi o fato de estudar; portanto, a segunda orao  adverbial causal em relao  principal.
Veja outros exemplos:
        
Vou-me embora, visto que ningum me entende.
J que ele no veio, sairei mais cedo.
Como fosse tarde, desisti do filme.

        2 Condicionais - expressam condio para a ocorrncia de um fato:
        
Se chover, no haver gincana.
Caso faa sol, o programa ser mantido.


Se tudo der
certo,as aeronaves
do futuro podem
ter esta forma


        3 Comparativas - expressam comparao:
        
Meu filho  uma criana como outra qualquer.
Tudo aconteceu tal qual voc previu.
"Envelheamos como as rvores fortes envelhecem." 

        4 Concessivas - expressam concesso:

"No parecia russo, embora falasse russo com maestria e com sotaque moscovita."
Ainda que ela chegue hoje, s irei v-la amanh.
Por mais que gritasse, ningum a ouvia.

        5 Conformativas - estabelecem que a ao verbal acontece dentro de certos limites:
        
Conforme combinamos, aqui est o carro.
As coisas ficaram consoante foram acertadas.
"Digo essas coisas, conforme as ouvi narrar..." 

        6 Finais - expressam finalidade:
        
Veio para que o problema fosse resolvido.
O rapaz pediu licena para que fosse ao banheiro.
"Fiz-lhe sinal que se calasse." 

        7 Consecutivas - expressam conseqncia:
        
A jovem ficou to emocionada que desmaiou.
O menino levou tamanho susto que caiu da rvore.
"O caminho  to comprido que no tem fim." 

        8 Proporcionais - expressam proporo:
        
 medida que o tempo passava, ns ficvamos mais calmos.
 proporo que os convidados iam chegando, os anfitries iam ficando mais alegres.
" medida que avanava, as casas iam rareando." 

        9 Temporais - expressam idia de tempo:
        
"Damio andava a assustar os guars no lago, quando ouviu os latidos." 
Escreva-me assim que voc chegar l.

Exerccios        


        1        Classifique as oraes subordinadas adverbiais em destaque:
                
                a)        O espetculo comear s 10 horas, conforme foi anunciado.  
                b)        Se houver nova eleio, ele ser um dos candidatos.  
                c)        Ficaram animados quando viram os gabaritos.  
                d)        Preciso retirar-me porque no me sinto bem.  
                e)        Meu tio no sabe jogar como papai.  
                f)        Apreciei a coreografia, embora no goste desse gnero musical.  
                g)        Quanto mais ele fala, menos eu entendo.  
                h)        Foi tamanho o susto que no consegui controlar-me.  
                i)        Providenciarei para que ele no venha.  

        2        Substitua o adjunto adverbial em destaque por uma orao subordinada adverbial:

                a)        Fizemos tudo conforme nosso trato.  
                b)        Eles treinaram bastante para a vitria.  
                c)        Ele me avisar de sua chegada.  
                d)        Meu colega chegou bem tarde.  
                e)        Chegamos s 10 horas.  
                f)        Estamos atrasados devido a problemas com conduo.  

        3        Classifique as oraes subordinadas adverbiais que voc escreveu no exerccio 2. 

        4        Escolha uma das oraes do exerccio 2 e reescreva a subordinada adverbial, alterando a circunstncia. Classifique a orao que voc escrever.

        5        Leia o texto a seguir:


sub. adv. conformativa

sub. adv. condicional

sub. adv. temporal

sub. adv. causal

sub. adv. comparativa

sub. adv. concessiva

sub. adv. proporcional

sub. adv. proporcional

sub. adv. consecutiva

sub. adv. final

conforme tratamos

para que vencessem

quando voc chegar

quando j era bem tarde

quando eram 10 horas

porque tivemos problemas com conduo

a) conformativa; b) final; c) temporal; d) temporal; e) temporal; f) causal

Resposta pessoal.

ILHAS

Embora a Mata Atlntica seja um habitat da espcie, existem atualmente apenas pequenas "ilhas", com pequenas populaes instveis

        No texto ao lado, h uma orao subordinada adverbial concessiva. Reescreva o trecho duas vezes de forma diferente, utilizando-se das conjunes do quadro 
abaixo:


=        Concessivas - expressam concesso: embora, ainda que, mesmo que, posto que, se bem que.


                Leia o texto a seguir e responda s questes de 6 a 10:

O cavalinho branco

 tarde, o cavalinho branco
est muito cansado:

mas h um pedacinho do campo
onde  sempre feriado.
.......................................................

Seu relincho estremece as razes
e ele ensina aos ventos
a alegria de sentir livres
seus movimentos.
(Ceclia Meireles)

Sugestes: Ainda que a Mata Atlntica (...) ou Se bem que a Mata Atlntica (...)

        6        Quantos perodos h no texto?  

        7        Quantas oraes h em cada um deles?
        
        8        Como voc classifica as oraes a seguir, retiradas do texto?
                
                a)        "mas h um pedacinho do campo"  
                b)        "onde  sempre feriado."  

        9        Qual  a funo sinttica de cansado? E de livres?

        10        O verbo ensinar  transitivo direto e indireto. Quais so seus complementos?  

                Leia a histria em quadrinhos a seguir para responder s questes 11 a 15:

dois

no 1 h 3 oraes; no 2 h 2 oraes

coord. sindtica adversativa

subordinada adjetiva restritiva

predicativo do sujeito e do objeto, respectivamente

OI: aos ventos; OD: a alegria


        11        Quantas oraes h no perodo do segundo quadrinho?  

        12        Reescreva o perodo, colocando as oraes na ordem direta.  

        13        Identifique a orao principal desse perodo.  

        14        Identifique e classifique a nica orao subordinada adverbial desse perodo.  

        15        Se o Menino Maluquinho tivesse dito:

Quando a turma me vir com essa roupa, vai perguntar se na loja em que eu comprei tambm tinha pra homem!

                qual seria a classificao da orao destacada?  

H 4 oraes.

Se a turma me vir com essa roupa, vai perguntar se no tinha pra homem na loja em que eu comprei (a roupa).

(A turma) vai perguntar.

"Se a turma me vir com essa roupa": orao sub. adverbial condicional.

Orao subordinada adverbial temporal.

Exerccios Gerais        

                Leia os textos a seguir para resolver as questes:

O fim do recreio

J imaginou uma escola que no tem recreio?
Pois esta  a mais recente novidade de vrias escolas americanas. As escolas argumentam que o recreio  puro desperdcio de tempo. Alm disso, eles acreditam que 
somente assim iro acabar os pedidos de indenizao. Muitos pais culpam a escola quando seus filhos se machucam na hora do recreio. Para especialistas em educao 
infantil, o recreio e as brincadeiras so muito importantes para o crescimento intelectual e emocional da criana. E viva o recreio!

(Revista Z)

        1        Classifique as oraes extradas do texto que aparecem destacadas nos itens a seguir:
                
                a)        J imaginou uma escola que no tem recreio?  
                b)        As escolas argumentam que o recreio  puro desperdcio de tempo.  
                c)        Muitos pais culpam a escola quando seus filhos se machucam na hora do recreio.

        2        No perodo a seguir h duas oraes. Classifique-as:

Alm disso, eles acreditam que somente assim iro acabar os pedidos de indenizao.

        3        Reescreva o perodo simples a seguir, transformando-o em perodo composto, no qual deve aparecer uma orao subordinada adverbial final.

Para especialistas em educao infantil, o recreio e as brincadeiras so muito importantes para o crescimento intelectual e emocional da criana.

Orao subordinada adjetiva restritiva

Orao subordinada substantiva objetiva direta

Orao subordinada adverbial temporal

Eles acreditam: orao principal; que somente assim iro acabar os pedidos de indenizao: orao subordinada substantiva objetiva direta

Eles acreditam: orao principal; que somente assim iro acabar os pedidos de indenizao: orao subordinada substantiva objetiva direta

             (Resposta possvel: Para especialistas em educao infantil, o recreio e as brincadeiras so muito importantes para que haja (ou a fim de que ocorra) 
crescimento intelectual e emocional da criana.)

Smbolos ao vento
(...)
Com lugar cativo nos pontos mais altos, carregadas de ideais e incentivadas pelo vento, as bandeiras, esses pedaos de pano aparentemente frgeis, provocam, instigam, 
atingem pontos alcanados por poucos e ainda batem recordes.
Entre as recordistas, uma  verde-amarela e fica no Planalto Central. Com 20 por 14,3 metros, o pavilho que tremula na Praa dos Trs Poderes, em Braslia,  a 
maior bandeira hasteada do mundo, segundo o Guiness, O Livro dos Recordes. J a bandeira americana foi a primeira a sair do planeta. Levada pelos astronautas Neil 
Armstrong e Edwin Aldrin, a flmula com listras brancas e vermelhas e estrelas num fundo azul que representam a terra do Tio Sam desembarcou na Lua no dia 20 de 
julho de 1969.
(...)
Esses smbolos que atestam a ousadia humana existem h cerca de 3 mil anos. Os primeiros modelos foram confeccionados em madeira e metal e eram usados pelos egpcios 
para representar deuses, provncias ou partes do exrcito.
Com o tempo, novas tendncias surgiram e algum teve a idia (h cerca de 2 mil anos) de colocar pedaos de pano presos aos extremos das madeiras e metais, para 
decor-los. A moda pegou e nos 500 anos seguintes os tecidos, que voavam ao vento, tornaram-se mais visveis e importantes que o suporte, dando origem s bandeiras 
a que estamos acostumados. Distintivos de corporaes, naes e partidos, elas sempre foram um sistema de identificao eficaz.
(...)

(Os Caminhos da Terra)

        1        Quantas oraes h no trecho a seguir?

(...) as bandeiras, esses pedaos de pano aparentemente frgeis, provocam, instigam, atingem pontos alcanados por poucos e ainda batem recordes.

        2        Classifique as oraes extradas do texto e que aparecem destacadas nos itens a seguir:

                a)        Entre as recordistas, uma  verde-amarela e fica no Planalto Central.  
                b)        Com 20 por 14,3 metros, o pavilho que tremula na Praa dos Trs Poderes, em Braslia,  a maior bandeira hasteada do mundo, segundo o 
Guiness, O Livro dos Recordes.  
                c)        Levada pelos astronautas Neil Armstrong e Edwin Aldrin, a flmula com listras brancas e vermelhas e estrelas num fundo azul que representam 
a terra do Tio Sam desembarcou na Lua no dia 20 de julho de 1969.  
                d)        Esses smbolos que atestam a ousadia humana existem h cerca de trs mil anos.  

        3        Releia o ltimo pargrafo e identifique:
                
                a)        uma orao subordinada adjetiva explicativa;  
                b)        uma orao subordinada adjetiva restritiva.  

H 4 oraes, de acordo com os verbos provocam, instigam, atingem e batem.

Orao coordenada aditiva

Orao subordinada adjetiva restritiva

Orao subordinada adjetiva restritiva

Orao subordinada adjetiva restritiva

que voavam ao vento

a que estamos acostumados




Captulo   24


REGNCIA
Leia a histria em quadrinhos a seguir:


(Calvin e Haroldo, de Bill Watterson)



Analisando a predicao dos verbos precisar, perder e ganhar na histria, temos:
        
"Preciso de ajuda com a lio de casa."



"Um nome que perdeu seu status de amador."

        

"Talvez eu ganhe um ponto por originalidade."



Voc pode ver que um verbo pode relacionar-se com seu complemento diretamente ou com o auxlio de uma preposio.
A parte da Gramtica que estuda a relao entre um termo e seu complemento  a sintaxe de regncia.



preposio

objeto indireto

verbo transitivo indireto

objeto direto

verbo transitivo direto

objeto direto

verbo transitivo direto

Regncia  o processo sinttico no qual um termo depende gramaticalmente de outro.



A palavra que precisa de outra para lhe completar o sentido  a que exerce a regncia, e  chamada de termo regente.
A palavra dependente, que completa o sentido de outra,  chamada de termo regido.
        
"A Ford investe em novos modelos de carros." 

        
Observe que, no exemplo dado, o termo regente  um verbo. Se transformssemos esse verbo em um nome teramos a seguinte frase:
        
A Ford faz investimentos em novos modelos de carros.


A relao de dependncia entre os termos permanece a mesma, mas a categoria gramatical do termo regente mudou: passou de verbo para nome.
Quando o termo regente  um verbo, ocorre regncia verbal, e quando o termo regente  um nome (substantivo, adjetivo ou advrbio), ocorre regncia nominal.


termo regente (verbo)        

termo regido

(Revista Veja)

termo regente (nome)        

termo regido


Veja outros exemplos:
        
No confio em ningum.

        

No tenho confiana em ningum.



Ningum  insensvel  dor.



Todos votaram favoravelmente ao ru.





termo regente
(verbo)        


termo regido

regncia verbal

termo regente
(substantivo)        

termo regido

termo regente
(adjetivo)        

termo regido

regncia nominal

termo regente
(advrbio)        

termo regido

Regncia verbal


A regncia verbal trata dos complementos dos verbos.
J vimos que os verbos podem ligar-se a seus complementos de duas maneiras.
        diretamente - sem o auxlio de preposio, o complemento ser objeto direto e o verbo ser transitivo direto.

Aspiramos um ar constantemente poludo.



        indiretamente - com o auxlio de preposio, o complemento ser objeto indireto e o verbo ser transitivo indireto.

Aspiramos a um futuro melhor.

        

Observe que, nesses exemplos, o verbo aspirar admite as duas regncias. Isso ocorre porque, na primeira frase, ele tem um significado e, na segunda, ele tem outro.
Eis, a seguir, alguns verbos e suas regncias corretas, segundo as normas gramaticais que nem sempre so obedecidas na linguagem oral.

Aspirar

         transitivo direto quando significa atrair para os pulmes:
                
No stio, aspiro o ar puro da montanha.

         transitivo indireto no sentido de pretender:
                
Nossa equipe aspira ao trofu de campe.


verbo transitivo direto
aspirar = respirar, inspirar


objeto direto
preposio

verbo transitivo indireto
aspirar = almejar


objeto indireto

Aspirar: VTD no sentido de atrair para os pulmes.

Assistir

         transitivo indireto no sentido de presenciar, ver:
                
Assisto a muitos filmes por ano.

         transitivo direto no sentido de ajudar:
                
A enfermeira assiste os doentes.

Chegar

         intransitivo, no sentido de atingir o ponto para onde se caminha (pede a preposio a):

Cheguei ao hotel  noite.


Assistir: VTI no sentido de presenciar, ver.

Rolling Stones chegam ao Brasil hoje.


Esquecer

No sentido de no ter lembrana ou memria admite duas regncias:

        Transitivo direto e, nesse caso, no  pronominal:
                
Esquecemos o livro em casa.

        Transitivo indireto e, nesse caso,  pronominal:
                
Ela esqueceu-se do compromisso assumido.

Obedecer

         transitivo indireto:
                
Devemos obedecer aos sinais de trnsito.
        
Esse verbo, apesar de ser transitivo indireto, admite a construo na voz passiva:
                
Ele obedece aos sinais de trnsito.  
Os sinais de trnsito so obedecidos por ele. 
        
 comum na linguagem cotidiana, o emprego do verbo obedecer como transitivo direto.

Oferecer

         transitivo direto e indireto:
                
Ele ofereceu sua vida  Ptria.


voz ativa

voz passiva

OD           OI

(Revista Globo Cincia)

Pagar

         transitivo direto no sentido de saldar compromisso:
                
Paguei a dvida.

         transitivo indireto no sentido de remunerar:
                
O Governo j pagou aos funcionrios pblicos.

Perdoar

         transitivo direto e indireto, no sentido de desculpar falta a algum. Refere-se a coisas (objeto direto) e a pessoas (objeto indireto), e a preposio 
usada  a:
                
Perdoei a atitude ao agressor.
J perdoei aos meus inimigos as ofensas.

Precisar

         transitivo direto, no sentido de indicar com certeza:
                
A testemunha precisou o local do crime.

         transitivo indireto, no sentido de ter necessidade. Usa-se a preposio de:
                
O diretor precisa de nossa colaborao.

Preferir

         transitivo direto e indireto. Exige a preposio a:
                
Preferimos andar a ficar conversando.


Querer

         transitivo direto, no sentido de desejar:
                
Todos querem um lugar ao sol.

        Transitivo indireto, no sentido de gostar, ter afeto. Nesse caso, usa-se a preposio a:
                
Quero bem a vocs todos.

Visar

         transitivo direto, no sentido de mirar ou pr o visto:
                
O criminoso visou o motorista.
Antes de sair, visei o cheque.

         transitivo indireto, no sentido de desejar, ter em vista:
                
Os colgios visam  formao de seus alunos.
Essa atitude visa  tranqilidade de todos.
        
H uma tendncia moderna de empregar esse verbo sempre como transitivo direto:
                
Muitas pessoas visam a segurana nas ruas.
Viso alcanar o pico mais alto.


OD                       OI

Observao:
        De acordo com a lngua padro, so incorretas as construes com o verbo preferir em que aparece do que:

Prefiro quibe do que sanduche.
Prefiro comer massas do que carne.

O correto seria:

Prefiro quibe a sanduche.
Prefiro comer massas a carne.

Regncia nominal


Veja, a seguir, alguns substantivos e adjetivos com suas respectivas regncias, segundo as normas gramaticais, nem sempre obedecidas na linguagem oral.

Acesso: a, de, para
        
Eles tm acesso  cultura e  informao.
O rapaz teve um acesso de raiva.
O acesso para o interior da casa est pronto.

Acostumado: a, com
        
J estamos acostumados ao trabalho pesado.
J estamos acostumados com esse seu jeito brincalho.

Adaptado: a
        
Os novos alunos j esto adaptados  nova escola.

Agradvel: a, de
        
Uma boa msica  agradvel aos ouvidos.
Eram palavras agradveis de se dizer e de se ouvir.

Amor: a, por
        
Ele tem amor aos estudos.
Carlos demonstra grande amor por seus pais.

Ansioso: para, por
        
As crianas esto ansiosas para brincar.
O preso vive ansioso pela liberdade.

Apto: a, para
        
Aos dezoito anos, os jovens esto aptos ao trabalho.
No me sinto apto para mergulhar.

Ateno: com, para com
        
Ateno com os erros ortogrficos!
A maioria dos brasileiros demonstra pouca ateno para com os sinais de trnsito.

Averso: a, por
        
Gustavo tem averso a chocolate.
Sua averso por violncia  antiga.

Capacidade: de, para
        
Sua capacidade de resolver questes matemticas  surpreendente.
A capacidade para o trabalho  caracterstica da personalidade dela.

Curioso: de, para
        
Os jornais esto curiosos das descobertas cientficas.
 um exemplar curioso para um cientista.


Acesso de raiva.

Amor por seus pais.

Devoto: a, de
        
Meu vizinho ingls, devoto ao prncipe de Gales, aprecia a monarquia.
Eram todos devotos de Nossa Senhora.

Essencial: para
        
A sua presena  essencial para ns.

Falta: a, contra
        
Os alunos no devem ter faltas s aulas.
O zagueiro cometeu falta contra o goleiro.

Fiel: a
        
Todos os povos deviam ser fiis s suas tradies.

Horror: a, de
        
Sentia horror  guerra,  misria, ao preconceito.
Os bons tm horror de sentimentos esprios.

Igual: a, para
        
Este barco  exatamente igual a todos os outros.
A lei deve ser igual para todos.

Imprprio: para
        
Este tempero  imprprio para saladas.

Imune: a
        
Estamos imunes ao vrus da varola.

Incompatvel: com
        
O preconceito racial  incompatvel com a nossa origem.

Inveja: de
        
Os ignorantes tm inveja dos sbios.

Jeito: para
        
Ele tem jeito para desenho.

Medo: a, de
        
O medo ao contgio distancia as pessoas do enfermo.
Ele diz no ter medo de cara feia.

Obedincia: a
        
Todos devemos obedincia s leis.

Opinio: a respeito de, sobre
        
J formei minha opinio a respeito dos livros.
Voc j conhece minha opinio sobre o casamento.


Falta contra o goleiro.

Opinio sobre o casamento.

Orgulhoso: de, por
        
Estou orgulhoso de suas conquistas.
Os cientistas esto orgulhosos por terem conseguido isolar o vrus.

Prefervel: a
        
No calor,  prefervel sorvete a ch quente.

Pronto: a, para
        
Estou pronto a executar as suas ordens.
Pronto para as provas?

Propenso: a, para
        
Eles no esto nada propensos a estudar muito.
Ele sempre esteve propenso para o bem.

Prximo: a, de
        
Moro prximo  praa Panamericana.
O Telescpio Espacial Hubble chegou prximo da nebulosa de rion.

Semelhante: a




Vinculado: a
        
Meu contrato est vinculado ao seu.

Vizinho: a, de
        
Meu escritrio  vizinho ao do advogado.
Os Carvalhos eram vizinhos de vocs naquela poca.


Prefervel sorvete a ch.

A 52 anos-luz da Terra, pode estar um planeta semelhante ao nosso




Exerccios


1        Copie e complete as frases de forma que a regncia nominal e a verbal fiquem corretas:

                a)        Tenho averso .... filmes de terror.  
                b)        Deve-se ter ateno redobrada .... atravessar ruas movimentadas.  
                c)        Ela era fiel .... marido e sua presena era essencial .... equilbrio daquele lar.  
                d)        As mes estavam orgulhosas .... sucesso de seus filhos.  
                e)        A platia emocionada assistia .... espetculo.  
                f)        Restabeleceu-se rapidamente quando passou a aspirar .... ar do campo.
                g)        Esquecia sempre .... livros na escola.  
                h)        Esquecia-se sempre .... livros na escola.  
                i)        O programa visa .... melhoria do transporte coletivo.  
                j)        O paciente precisa .... cuidados especiais.  
                l)        Obedecia incondicionalmente .... ordens do patro.  

        2        Observe as frases g e h do exerccio 1. Qual a diferena entre elas com relao  regncia verbal? 

        3        Considerando sua resposta no exerccio 2, escreva duas oraes em que o verbo lembrar apresente regncia verbal diferente. 


a

para

ao/para o ou ao

do

ao

o

os

dos



de

s 

 Na frase g, por se tratar de uma construo sem pronome, o verbo  transitivo direto. J na letra h, a construo  pronominal e o verbo  transitivo indireto, 
que pede complemento regido por preposio.

 lembrar = verbo transitivo direto; lembrar-se = verbo transitivo indireto

        4        Leia a frase a seguir:
                
Os transeuntes, surpresos, assistiram ao acidente.

                a)        Nesta orao, qual  o significado do verbo assistir?
                b)        Qual  a predicao do verbo?
                c)        Qual  seu complemento?
                d)        Escreva outra orao com o verbo assistir, usando-o com outro sentido. 

        5        Copie e complete as frases, acrescentando ao verbo ou ao nome o complemento exigido. Observe a regncia correta: 

                a)        Sua mente era ansiosa ...                                        f)        As autoridades visaram ...
                b)        Ele s tem amor ...                                                        g)        No devemos visar apenas ...
                c)        H mquinas que aspiram ...                                h)        Tinha respeito ...
                d)        H homens que aspiram ...                                        i)        Prefiro ...
                e)        O padre assistiu ...                                                        j)         preciso informar ...

        6        Escreva duas frases, usando o verbo visar com regncias diferentes. D o sentido do verbo em cada uma das frases. 

        7        Escreva frases com cada uma das palavras abaixo, observando sempre a regncia adequada:

                a) obedecer                                                                c) preferir                                                e) semelhante                        
        b) perdoar                                                                        d) apto        
                                                                                                
        8        Escreva trs frases com o verbo pagar, de acordo com as seguintes orientaes: 

                a)        adjunto adverbial + sujeito oculto + verbo transitivo direto + adjunto adnominal + objeto direto
                b)        sujeito simples + verbo transitivo indireto + objeto indireto + adjunto adverbial
                c)        sujeito composto + verbo transitivo direto e indireto + objeto direto + objeto indireto + adjunto adverbial

        9        Nem sempre quem escreve obedece  regncia determinada pela norma padro. Identifique os erros de regncia nas frases abaixo e reescreva-as corretamente. 
Observe que, s vezes, a preposio aparece antes da palavra que:

                a)        Tenho medo que ele volte.  ... medo de que ...
                b)        Este  o livro que preciso.  ... livro de que ...
                c)        Assisti um timo filme ontem.  Assisti a um ...
                d)        Cheguei em So Paulo  noite.  Cheguei a ...
                e)        Comprei o livro que voc falou.  ... livro de que ...
                f)        S vou a restaurantes que estou acostumado.  ... restaurantes a que ...
                g)        Certas crianas desobedecem os pais.  ... desobedecem aos ...
                h)        Cereja  a fruta que mais gosto.  ... fruta de que ...

        10        A orao "Cheguei em So Paulo  noite." apresenta um erro de regncia no uso da preposio em. Explique este erro, pensando no significado da 
orao.

        11        Identifique o erro na regncia do verbo esquecer no texto a seguir e reescreva a frase corretamente:


O verbo assistir tem o sentido de presenciar.

 um verbo transitivo indireto (VTI).

 o objeto indireto ao acidente.

 (Resposta pessoal.  provvel que os 

alunos usem o verbo assistir com o sentido de ajudar. Nesse caso, ele ser transitivo direto, tendo como complemento um objeto direto.)

 Respostas pessoais

(Resposta pessoal.  importante observar se o aluno usa adequadamente o verbo, de acordo com seu sentido: mirar ou pr o visto = transitivo direto; desejar ou ter 
em vista = transitivo indireto.)

Respostas pessoais

(Professor: As frases so apenas sugestes de resposta.)

Ontem paguei minhas contas.

O governo pagar aos professores amanh.

(Professor: O aluno deve perceber que a preposio em implica um 

instrumento de conduo - o indivduo pode chegar em seu carro, por exemplo - e no uma preposio indicativa de movimento. A forma correta traz o conectivo a: "Cheguei 
a So Paulo  noite.")

        No Esquea
dos Detalhes
para a Noite de Natal


        (Revista da Folha)

Quando no acompanhado do pronome se, o verbo esquecer  transitivo direto: No esquea os detalhes para a Noite de Natal.

        12        Leia os textos a seguir e identifique os casos de regncia incorretos que ocorrem em algumas frases. Reescreva-as corretamente:
                
                a)


        






                b)


Existem certos assuntos que nem  bom falar. Mais dia, menos dia a gente tem que fazer alguma coisa.  respeitando esses momentos que o Cemitrio do Morumby est 
colocando  venda suas ltimas
unidades de jazigos familiares perptuos,
com timos planos de pagamento.


Existem certos assuntos de que nem  bom falar.

(O Estado de S. Paulo)

Entregamos em sua residncia sem qualquer
custo adicional de entrega.
Temos tudo que seu animal
de estimao necessita.

Raes
Arroz, Carnes, etc.
Produtos Veterinrios: Vacinas e Vermfugos.


(Folheto publicitrio)


Temos tudo de que seu animal de estimao necessita.


13        Complete o texto com as preposies adequadas  regncia verbal e nominal.


(Professor: No texto so apresentados verbos e nomes que no foram abordados nesta obra. A idia  que os alunos pesquisem a resposta em dicionrios.)

Central de negcios
        
Neste perodo de mercado financeiro conturbado, pelo menos um grupo de investidores no tem .... que se queixar.  a turma que, com base .... Lei do Audiovisual, 
comprou certificados de investimento do filme Central do Brasil. Eles investiram .... projeto do filme 2,1 milhes de reais, algo como 30% do custo de produo, 
e devem embolsar uma rentabilidade .... 25% s nos primeiros doze meses de exibio. At agora, so quase 3 milhes .... espectadores no mundo todo. Alm do 1,4 
milho de nativos, o filme j foi visto .... 520 000 franceses, 500 000 americanos, 260 000 alemes e 180 000 italianos.

(Revista Veja)


do 

na  

no

de

de

por


Captulo  25



CRASE
As informaes sobre a crase completam o estudo de alguns casos de regncia, aqueles em que verbos transitivos indiretos e alguns nomes exigem o uso da preposio 
a. Leia o texto a seguir:


A anlise dos cabelos pode revelar
se uma pessoa est carente de elementos importantes  sade,
se ingere drogas ou medicamentos, se fuma ou est intoxicada por metais perigosos.


(Revista Nova Cincia)

Observe o trecho:
        
"(...) uma pessoa est carente de elementos importantes  sade, (...)"

O termo importantes  um adjetivo que exige a presena da preposio a para estabelecer uma relao com outro termo. No exemplo, esse outro termo  a palavra sade, 
que tambm exige a presena do artigo a. Veja:
        
elementos importantes a + a sade


Quando essas duas vogais se encontram, elas se fundem, ou seja, se unem em uma nica vogal e essa fuso  indicada pelo acento grave  ` :
        
elementos importantes  sade

        
A essa fuso das vogais a damos o nome de crase.



preposio                 artigo

a + a


          Ateno

 crase = fuso
   `  = acento grave

Crase  a fuso da preposio a com outro a.  representada na linguagem escrita pelo acento grave  ` .



Ocorre crase:

        Quando a preposio a se encontra diante de:
        
        artigo definido feminino: a ou as
                        
Fomos  feira.
                

Observe que a regncia do verbo ir exige a preposio a: quem vai, vai... a algum lugar. Veja outros exemplos, com outros verbos e nomes:
        
Assistimos  pea no Teatro Cultura Artstica.        O cigarro  prejudicial  sade.


preposio  a + a  artigo

assistimos a + a pea        

prejudicial a + a sade

Os vrus de
computador
podem levar
grandes
empresas
 falncia


... levar  falncia


... levar a + a falncia


        a inicial dos pronomes demonstrativos: aquele, aquela, aquilo
                        
Entreguei o vaso quele rapaz.


        
Observe que o verbo entregar  transitivo direto e indireto; no caso do objeto indireto  obrigatrio o uso da preposio a, pois quem entrega, entrega algo... a 
algum. Veja outros exemplos:
        
Mame no permitiu que eu v quela festa.
        

Voc se refere quilo?
        
        
"quele lado do tempo
onde abre a rosa da aurora,        
chegaremos de mos dadas."         



Entreguei o vaso a + aquele rapaz.


preposio     a inicial

v a + aquela

... refere-se a + aquilo?


(Ceclia Meireles)

chegaremos a + aquele lado


quele

        Nas locues adverbiais, prepositivas e conjuntivas femininas em que aparece a ou as. Nesse caso, no h uma fuso de duas vogais, mas o acento grave  usado 
por motivos de clareza. Veja:
                
"Estava  toa na vida,
o meu amor me chamou
pra ver a banda passar
tocando coisas de amor."  (Chico Buarque)
                
" noite, ouvi-os cantar, no barraco."  (Vinicius de Moraes) 
"Ento,  tarde, vm os jumentinhos."  (Ceclia Meireles)

Veja outros exemplos de locues:
        
                adverbiais:
                
s vezes        s pressas         distncia         direita        s escondidas         vista
        
                prepositivas:
                
em frente          procura de
        
                conjuntivas:
                
 medida que         proporo que

        Nas expresses  moda de,  maneira de,
        mesmo quando subentendidas.
                
Arroz  grega.        
Eles esto vestidos  esportiva.


Importante:
        Se a crase  o fenmeno resultante da fuso da preposio a mais o artigo a (com exceo das locues acima),  claro que ela ocorrer normalmente diante 
de palavras femininas, desde que estas estejam precedidas de artigo.

No ocorre crase:

        Diante de verbo:
        
Estou apto a fazer a viagem.


        Diante de substantivo masculino:
        
                Ele sempre anda a cavalo.

        Diante de artigo indefinido:
        
Isto me levou a uma soluo indita.

        Diante de pronome pessoal (reto, oblquo e de tratamento):

Dei a ela boas referncias a seu respeito.
Requeiro a V. S.a  a minha matrcula.
Ele no se referiu a mim.


        preposio                     verbo


S existe um a, que  exigido pela regncia de apto. No h a artigo antes do verbo. Dessa forma, no ocorre nenhuma fuso.


substantivo masculino

artigo indefinido

Exerccios        



        1        Use o acento grave  `  onde ocorre crase:
                
                a)        Saram a procura de Marcelo.  
                b)        As vezes, canto para no chorar.  
                c)        Enfeitaram-se para ir a festa.  
                d)        Gosto de andar a p.
                e)        Entregue este pacote aquela senhora.  
                f)        Solicitamos a V. E .xa providncias imediatas.

        2        Explique cada uma de suas respostas no exerccio 1. 

        3        Copie as frases, completando-as com a, as, , s:

                a)        Chegamos .... porta, mas no entramos. 
                b)        Os acontecimentos nos levaram .... um beco sem sada.  
                c)        O diretor no fez qualquer referncia .... essas funcionrias.  
                d)        Aquelas operaes fraudulentas foram realizadas .... ocultas.  
                e)        So elas .... professoras que muito colaboraram conosco.  

        4        Leia a frase a seguir:
                
Pela Internet, temos acesso a todos os dados de que precisamos para a pesquisa.

                a)        Qual  a classificao morfolgica da palavra a, que aparece duas vezes na frase?  
                b)        Reescreva a orao, substituindo a palavra dados por informaes:  
                c)        Na orao original ou na que voc escreveu, ocorre crase? Explique.  

        5        Copie, corrigindo, as alternativas em que o emprego do acento grave para indicar crase  inadequado e justifique:
        
                a)        Procure obedecer s leis de trnsito.
                b)        Os meninos voltaram  escola.
                c)        Minha irm no tem ido  bailes.  a bailes
                d)        H tempos no assisto  uma boa apresentao de dana. a uma
                e)        Refiro-me queles problemas graves que o Brasil apresenta.



 procura        


s vezes

 festa
quela senhora

 a)  procura de: loc. prepositiva; b) s vezes: loc. adverbial; c) ir a + a festa; d) andar a + p (antes de palavra masculina no se usa artigo a: no ocorre crase); 
e) entregar a + aquela (fuso da preposio a com a letra inicial de aquela); f) solicitar a + V. E .xa (antes de pronome de tratamento no se usa artigo a: no 
ocorre crase)

  a a s as

Em acesso a: preposio; em a pesquisa: artigo.

Pela Internet, temos acesso a todas as informaes de que precisamos para a pesquisa.


No ocorre, porque antes de pronome indefinido (todos ou todas) no se usa artigo.


XX


c) Bailes  palavra masculina, que no admite artigo a anteposto; d) No se usa artigo antes de artigo indefinido (a uma boa apresentao).

        6        Explique a presena ou a ausncia do acento grave indicativo da crase, nas frases a seguir:
        
                a)        





                
                b)        







                
                c)







                d)        




        


        
        7        Crie um anncio de viagem para um lugar imaginrio... e maravilhoso. Voc deve convencer o leitor das maravilhas desse lugar. Em seu texto, use 
no mnimo quatro termos regidos pela preposio a. Seja criativo e mos  obra! 



Surpresas de uma
viagem  rodoviria


viagem a + a rodoviria

(Revista Veja)

Cartas podero ser enviadas  redao da Horizonte Geogrfico -
Av. Arruda Botelho, 684 - 3 andar - CEP 05466-000 - So Paulo - SP,
com telefone e endereo do remetente.



enviar a + a redao

(Revista Horizonte Geogrfico)

a incrvel: simples artigo;
a caminho: palavra masculina


        A INCRVEL RODOVIRIA
        So 40 000 passageiros dirios, a caminho de 800 cidades,
cruzando com migrantes, mochileiros, golpistas e carregadores universitrios



(Revista Veja)

O artesanato
em cermica resiste
 modernizao do pas.


resiste a + a modernizao


(Revista Geogrfica Universal)

 (Professor: Aconselhe os alunos a fazerem uma pesquisa no dicionrio, com um levantamento das palavras que eles podero usar no texto.)





Captulo    26



CONCORDNCIA


Leia o texto a seguir, observando a frase destacada:


Um clube que planta e colhe

O Clube da Semente, uma ONG de Braslia, quer preservar as espcies da flora brasileira. Para isso, bolou uma idia simples que pode render mais e belas rvores: 
distribuir sementes. Com a ajuda de instituies civis e at dos bombeiros, eles coletam sementes de rvores brasileiras que foram muito derrubadas, como o jatob, 
o cedro, o mogno e o pau-brasil - que so embaladas em saquinhos com informaes e instrues para o plantio - e as distribuem a quem estiver disposto a plant-las. 
As campanhas da instituio, bancadas por doaes de associados ou por empresas, j distriburam mais de 100 mil embalagens de sementes. Quem quiser entrar na onda 
pode escrever para a caixa postal 377, CEP  70359-970, Braslia. Tel.: (61) 346-8156, fax (61) 225-3082.
(Os Caminhos da Terra)




Na frase: 

Eles coletam sementes de rvores brasileiras que foram muito derrubadas (...)

o sujeito eles concorda em nmero com o ncleo do predicado, que  a forma verbal coletam, ou seja, sujeito e ncleo do predicado esto no plural. 
Alm disso, as palavras brasileiras e derrubadas esto no gnero feminino e no plural e concordam com o substantivo rvores, a que se referem, que tambm est no 
gnero feminino e no plural. 
A essa adequao de pessoa (1a-, 2a- e 3a-), gnero (masculino e feminino) e nmero (singular e plural) entre os termos d-se o nome de concordncia.
 




Concordncia  a harmonia de flexo entre dois ou mais termos. 



Quando a concordncia se faz entre o sujeito e o predicado, ela  expressa na flexo do verbo e, por isso,  chamada concordncia verbal. Quando a concordncia se 
efetua entre artigo, numeral, adjetivo e pronome em relao ao substantivo a que se referem, temos a concordncia nominal. 
Veja os exemplos:

Romeu e Julieta so smbolos do amor.







As minhas duas belas filhas estudam em colgios diferentes.



Vamos estud-las separadamente. 


sujeito 

predicado



o verbo concorda com o sujeito 


concordncia verbal

artigo

pronome

numeral
adjetivo

substantivo

adjetivo

feminino plural                                                                              plural

concordncia nominal                                                         concordncia nominal 

Concordncia verbal


O estudo da concordncia verbal leva em considerao as flexes de nmero e pessoa entre o verbo e o sujeito. 

Regras gerais 

Sujeito simples 

O verbo concorda em nmero e pessoa com o seu sujeito.

O jornal est aqui.                Os jornais esto aqui. 


Na ordem inversa, com o sujeito colocado aps o verbo, a regra  a mesma:

Esto aqui os jornais.










Sujeito composto

O sujeito composto por elementos da mesma pessoa gramatical leva o verbo para o plural, mantendo a pessoa gramatical do sujeito:


O jornal e a revista esto aqui.




"Ruas e construes guardam sculos de histria." 


O sujeito composto por elementos de pessoa gramatical diferente leva o verbo para o plural na pessoa predominante:

 A primeira pessoa predomina sobre a segunda e a terceira:


   Tu, ele e eu somos os vencedores da competio.


 A segunda pessoa predomina sobre a terceira:


   Tu e ele sois os vencedores da competio.


substantivo
singular

verbo singular 

substantivo
plural

verbo plural

sujeito simples


sujeito simples


Ordem direta: Os jornais esto aqui.

verbo

sujeito simples


Como os Estados Unidos vm dizimando suas florestas 
Depois de quatro sculos de desmatamento incessante,
restam apenas 66 milhes de hectares, 5% da vegetao original.


Ordem direta: ... apenas 66 milhes de hectares restam ...


(Revista Superinteressante)

3-a pessoa
singular


3-a pessoa
singular


3-a pessoa plural


sujeito composto 

verbo

3-a pessoa
plural


3-a pessoa
plural


3-a pessoa plural


sujeito composto 

(Revista Horizonte Geogrfico)

verbo
3-a pessoa


2-a pessoa


1-a pessoa


sujeito composto 

verbo na 1-a pessoa do plural

2-a pessoa


3-a pessoa


sujeito composto 

verbo na 2-a pessoa do plural

Casos especiais 

Sujeito simples 

         Sujeito coletivo

a) O sujeito expresso por um substantivo coletivo no singular pede o verbo no singular. 


O povo est mais esperanoso        A multido corria apavorada.
com o novo presidente.

b) O sujeito formado de substantivo coletivo acompanhado de nome no plural pede o verbo no singular ou no plural.


Um bando de garotos jogava bola aqui na rua.



Um bando de garotos jogavam bola aqui na rua.




coletivo no singular

verbo no singular

coletivo no singular

verbo no singular

coletivo no singular
nome plural

verbo no singular

coletivo no singular
nome plural

sujeito

verbo no plural
A escolha de uma das duas formas depende do estilo de cada falante e de qual termo se quer destacar: se o grupo ou os componentes do grupo.


        Pronomes de tratamento

O sujeito representado por pronome de tratamento pede o verbo na terceira pessoa:

V. S.a j sabe da ltima?                     Vocs esperaram muito tempo por essa notcia.



        Palavra se

O uso do se junto ao verbo pode oferecer alguma dificuldade na flexo do verbo em relao ao seu sujeito.
        a)        Se na funo de partcula apassivadora. 
        O verbo transitivo direto ao lado do pronome se concorda com o sujeito paciente:

Vende-se um apartamento em Copacabana.        Vendem-se alguns apartamentos no litoral.


pronome de
tratamento
no singular

 3-a pessoa
do singular

pronome de
tratamento
no plural

 3-a pessoa
do plural

VTD
sujeito paciente

VTD
sujeito paciente
Compram-se                                                                        Vendem-se
Faqueiros em prata 90.                                                        Quadros a leo.
F. 287-0788, cdigo 7195, hc.                                        Diversos tamanhos e miniaturas.
Atendemos a domic. c/ hora marcada.                Consulte. F. 562-4063, Joamara.\

(Revista Veja So Paul        b)         Se na funo de ndice de indeterminao do sujeito.
O pronome se como smbolo de indeterminao do sujeito leva o verbo para a terceira pessoa do singular:

Precisa-se de funcionrios eficientes.        Vive-se bem no interior do pas.
                        Trata-se de insetos voadores.

3-a pessoa do singular
(Professor: Vale lembrar ao aluno de que o sujeito indeterminado existe, embora no esteja expresso.  exatamente a falta de determinao do sujeito que inviabiliza 
a concordncia verbal, levando o verbo para o singular.)



        Pronomes relativos que e quem

a) Quando o sujeito  o pronome relativo que, o verbo concorda com o termo que antecede esse pronome.

Fui eu que fiz a lio.                Foi ele que fez a lio.
                                                                                        Fomos ns que fizemos a lio.
                                                                                        Foram eles que fizeram a lio.

b) Quando o sujeito  o pronome relativo quem, o verbo vai, de preferncia, para a 3-a pessoa do singular, concordando com quem.

Fui eu quem fez a lio.                Fomos ns quem fez a lio. 

Foi ele quem fez a lio.                Foram eles quem fez a lio.

Na linguagem cotidiana,  comum que a concordncia seja feita com o termo que antecede o pronome quem. Veja estas frases:

Somos ns quem construmos a Nao.        No sou eu quem escrevo as cartas annimas.

Sujeito composto

Quando o sujeito composto aparece depois do verbo, este pode ir para o plural ou concordar com o ncleo mais prximo.

Sobraram-me uma folha de papel, uma caneta e uma borracha. 



Sobrou-me uma folha de papel, uma caneta e uma borracha.


Concordncias especiais 

Verbos haver, fazer e outros impessoais 

No estudo dos tipos de sujeito, voc viu que os verbos haver e fazer podem ser usados de forma impessoal em certos casos, constituindo oraes sem sujeito.

O verbo haver, quando indica tempo e no sentido de existir, torna-se impessoal e, por isso, fica na terceira pessoa do singular.

H dias em que chove sem parar.        Havia flores amarelas por toda parte. 


termo que antecede o pronome que

1-a pessoa do singular      1-a pessoa do singular

verbo no plural                                                    sujeito composto

ncleo mais prximo

verbo no singular                                                sujeito composto

3-a pessoa do singular
3-a pessoa do singular
MERCOSUL.


Essa idia,
a Real Seguros acendeu
h mais de 20 anos.

(Revista Veja)
Em uma locuo verbal, quando haver assume a funo de auxiliar, torna o verbo principal tambm impessoal. Veja o exemplo:

Deve haver vrias maneiras de resolver esse problema.



         O verbo fazer indicando tempo tambm permanece na terceira pessoa do singular.

Faz alguns anos que no a vejo.        Deve fazer alguns anos que no a vejo.

        Todos os verbos que indicam fenmenos meteorolgicos permanecem na terceira pessoa do singular.

Amanheceu rapidamente.        Chovia sem parar.        Trovejou a noite inteira.

Verbo ser

A concordncia do verbo ser varia bastante, pois, s vezes, ele concorda com o seu sujeito e, outras vezes, com o predicativo. Veja algumas orientaes.

        Com as palavras tudo, isto, isso, aquilo representando o sujeito e com o predicativo no plural, o verbo ser tambm pode ir para o plural:

Tudo eram memrias da infncia.        Isso no so coisas que voc possa dizer.



        Quando o sujeito indica preo, quantidade, peso e o predicativo  expresso por palavras como muito, pouco, mais de, menos de, tanto, o verbo ser concorda 
com o predicativo e permanece no singular:

Duas horas no  tanto assim!        Oitocentos gramas  muito.


        Em horas, datas e distncias, o verbo ser  impessoal e concorda com o predicativo:

Hoje so catorze de outubro. 


Hoje  dia catorze de outubro.


 zero hora em So Paulo.

So dez horas da manh.

So cem quilmetros daqui at l.

        Em oraes interrogativas com os pronomes que e quem, o verbo ser concorda obrigatoriamente com o predicativo:

Quem sero os primeiros?                Que so "buracos negros"?


Verbos dar, bater e soar

Os verbos dar, bater e soar, indicando horas, concordam com o sujeito:

Deu uma hora.                Deram trs horas.        Bateram cinco horas.
                        Naquele relgio j soaram duas horas.


verbo
principal

verbo
auxiliar

sujeito    plural


predicativo no plural

picture clipping16
predicativo no plural

sujeito


predicativo

sujeito


predicativo

predicativo


predicativo
predicativo

predicativo


sujeito


sujeito


Concordncia nominal


A concordncia nominal considera as flexes de gnero e nmero entre o substantivo e o adjetivo, o artigo, o numeral e o pronome.

Regras gerais

        O adjetivo, o artigo, o pronome adjetivo e o numeral concordam em gnero e nmero com o substantivo:

As primeiras alunas de cada classe foram ao zoolgico.





artigo      numeral

substantivo feminino plural

substantivo masculino plural
Estes quadros amarelos podem ser colocados na parede.






pronome adjetivo          adjetivo

masculino plural


         O adjetivo ligado a substantivos de mesmo gnero e nmero vai normalmente para o plural:


Pai e filho estudiosos ganharam o primeiro prmio do concurso.

Me e filha carinhosas passeiam sempre juntas.



         O adjetivo ligado a substantivos de gnero diferente vai normalmente para o masculino plural:

Alunos e alunas estudiosos ganharam vrios prmios.



Vaso e jarra permaneciam jogados no cho. 

substantivos 
masculinos 

adjetivo masculino plural

substantivos
femininos


adjetivo
feminino plural
substantivo
masculino

substantivo
feminino


adjetivo
masculino plural

masculino


feminino


masculino plural


Casos especiais

        O adjetivo anteposto pode concordar com o substantivo mais prximo:

Dedico esta msica  querida tia e sobrinhos.



        O adjetivo que funciona como predicativo do sujeito concorda com o sujeito:

Meus amigos esto atrapalhados.        Minhas amigas esto confusas.


        Quando dois adjetivos se referem a um nico substantivo precedido de artigo, a concordncia pode ser feita de dois modos. Considere o substantivo lngua 
e os adjetivos alem e inglesa: 

a) O substantivo fica no singular e coloca-se tambm um artigo na frente do segundo adjetivo.

Nesta escola, estuda-se a lngua alem e a inglesa.


adjetivo feminino
singular


substantivo feminino singular


substantivo masculino plural

sujeito


predicativo do sujeito

sujeito


predicativo do sujeito


substantivo singular

b) O substantivo vai para o plural e no se coloca o artigo na frente do segundo adjetivo.

Nesta escola, estudam-se as lnguas alem e inglesa.


        A palavra meio concorda com o substantivo quando  numeral (significa metade) e fica invarivel quando  advrbio (significa um pouco):

Comi meia pra.

Minha me est meio cansada.        


        As expresses  proibido,  bom,  necessrio e outras semelhantes so invariveis quando seu sujeito no for precedido de artigo:

Fumar  proibido.

 proibido entrar.

 necessrio boa sade.

 proibido entrada de pessoas estranhas.


Se houver artigo, a expresso deixa de ser invarivel e concorda com o ncleo do sujeito:

 necessria uma boa sade.                 proibida a entrada de pessoas estranhas.


        As palavras anexo, incluso, s (= sozinho), obrigado, mesmo e prprio concordam com o nome a que se referem:

Ela mesma veio at aqui.

Eles chegaram ss.

Eles prprios escreveram.


artigo plural                                      substantivo plural

numeral                                     substantivo

advrbio

Professor: Destacar essa diferena, uma vez que esse  um erro muito comum na linguagem cotidiana.

Observao:
Emprega-se:

 meio-dia e meia (hora). 

Neste caso, a palavra meia  numeral e concorda com a palavra hora, que est subentendida.

sujeito

sujeito
sujeito
sujeito

artigo

ncleo do sujeito

artigo

ncleo do sujeito

Joo disse:

- Muito obrigado.

Maria disse:

- Muito obrigada.

Trouxe anexas as fotografias que voc me pediu.

nomenomenome
Observao:
J a expresso em anexo  invarivel:
Trouxe em anexo as fotografias.

         Alguns adjetivos, como alto, barato, confuso, falso etc., que substituem advrbios terminados em -mente, permanecem invariveis:

Elas falavam alto demais.                Ela jura falso.
A roupa custava muito barato.

        A palavra alerta, como advrbio, tambm permanece invarivel:

Os soldados ficaram alerta diante dos invasores.




advrbio

Exerccios        


        1        Faa a concordncia verbal adequada, usando uma das alternativas dos parnteses:
                
                a) Grande parte dos nossos alunos .... do sexo masculino. (; so)
                b) .... casas. (vende-se; vendem-se)
                c) Fui eu que .... a carta. (enviou; enviei)
                d) Fui eu quem .... a carta. (enviou; enviei)
                e) No relgio da igreja .... 9 horas. (soou; soaram)
                f) Aquilo .... os meus pertences. (; so)
                g) A nomeada para o cargo .... eu. (fui; foi)
                h) Novecentos reais .... pouco. (; so)
                i) .... vinte minutos que estamos  sua espera. (faz; fazem)
                j) .... poucas vagas para o curso. (havia; haviam)

        2        Com base nas frases do exerccio 1, faa o que se pede: 

                a) Justifique sua resposta para o item a. 
                b) Compare suas respostas para os itens c e d e justifique-as. 
                c) Justifique suas respostas para os itens i e j.

        3        Passe o sujeito das frases a seguir para o plural, obedecendo  concordncia correta.
                
                a) Ouve-se o noticirio pelo rdio.                                                        d) Era sempre eu o culpado. 
                b) Demorou a chegar at ns a alegre notcia.                        e) Cobre-se boto.
                c) Comea muito tarde o programa noturno.
                
        4         Passe para o plural os termos destacados, efetuando a concordncia correta.

                a) Houve festa durante o ano todo.                                                        d) Precisa-se de empregado.  
                b) Haver feriado este ms?                                                                        e) Vende-se apartamento na praia.
                c) Existe caso de leptospirose em So Paulo?

        5        Com base nas frases do exerccio 4, faa o que se pede: 
                
                a) Justifique sua resposta para o item c.
                b) Compare suas respostas para os itens d e e. Justifique-as. 
                c) Qual  a funo da palavra se nos itens d e e?

        6         a) Substitua o verbo existir, na frase a seguir, pelo verbo haver:

Existem algumas pessoas boas, nesse mundo.  uma pena que sejam poucas. 

                b) Qual  a funo sinttica de algumas pessoas boas na frase original e na sua resposta? 
                c) Justifique a concordncia do verbo haver na sua resposta. 

        7        Leia a histria em quadrinhos a seguir e faa o que se pede:


A concordncia pode ser feita com parte (singular: ) ou com nossos alunos (plural: so).


Na letra c, o verbo concorda com o termo que antecede o pronome que (eu enviei). Na letra d, o pronome relativo quem determina que o verbo fique na 3a pessoa do 
singular (quem enviou). (Observar que a concordncia do verbo com o termo que antecede o pronome quem ocorre comumente na linguagem cotidiana.) 

O verbo fazer (= tempo decorrido) e o verbo haver (= existir) so impessoais, por isso aparecem na 3a pessoa do singular.


ramos sempre ns os culpados.

Ouvem-se os noticirios ...

Demoraram a chegar ... as alegres notcias.

Cobrem-se botes.

Comeam ... os programas noturnos.

Houve festas ...

Precisa-se de empregados.

Haver feriados ...

Existem casos de ...

Vendem-se apartamentos na praia.

O verbo existir no  impessoal e concorda com o ncleo do sujeito posposto casos. 

Em d, o sujeito  indeterminado e o verbo deve aparecer sempre na 3a pessoa do singular. Em e, o sujeito  paciente (apartamentos) e est posposto ao verbo, com 
o qual deve concordar, indo para o plural. 

H algumas pessoas boas nesse mundo.  uma pena que sejam poucas.

Em d,  ndice de indeterminao do sujeito; em e  partcula apassivadora.

Na frase original,  sujeito (posposto) do verbo existir; na resposta,  objeto direto de haver.

Quando sinnimo de existir, haver  impessoal, devendo aparecer sempre na 3a pessoa do singular.

(Garfield, de Jim Davis)

Deve haver mais coisas para fazer em uma porta. 

                a) Na frase do ltimo quadrinho, h um erro de concordncia. Reescreva-a, corrigindo o  erro.
                b) Justifique sua resposta para o item a, considerando a funo do verbo haver nessa frase. 
                c) Reescreva a frase, utilizando apenas o verbo haver.


O verbo haver, quando na funo de auxiliar, transmite sua impessoalidade para o verbo principal; por isso, o verbo dever tambm aparece na 3a pessoa do singular.

H mais coisas para fazer em uma porta.



        8        Observe a frase a seguir:


                Agora responda:
                
                a) Qual  o erro de concordncia que existe nessa frase?
                b) Qual seria a forma correta da frase?
                c)  comum observar este tipo de erro nas ruas das cidades. Na sua opinio, por que isto acontece?

        9        a) Observe a concordncia das frases a seguir e explique a ausncia de sujeito nas duas oraes.


O verbo no concorda com o seu sujeito. Erro de concordncia verbal.O verbo no concorda com o seu sujeito. Erro de concordncia verbal.


Vendem-se materiais usados.

(Resposta pessoal. Professor: O objetivo maior desta questo  levar o aluno a refletir sobre a questo social da linguagem. Vale lembrar, tambm, que o erro muitas 
vezes acontece porque o usurio da lngua perde o referencial do sujeito posposto.)

As duas so oraes sem sujeito porque:
a) na 1a, o verbo ser indica tempo e , portanto, usado de forma impessoal.
b) na 2a, o verbo haver  usado no sentido de existir, sendo tambm impessoal.


 alto vero.
H festas sob o sol e sob a lua.


(O Estado de S. Paulo)

                b) Reescreva a segunda orao substituindo o verbo haver pelo verbo existir.
                c) Na sua resposta, o verbo foi usado no singular ou no plural? Por qu?

        10        Copie as frases, fazendo a concordncia nominal adequada:

        a)        O garoto e as garotas ficaram .... com a festa. (entusiasmado) 
        b)        Encontrei os livros e as revistas .... pelo professor. (sugerido) 
        c)        O conjunto possui cantores e banda .... . (maravilhoso) 
        d)        Sua Excelncia, o ministro,  muito .... . (honesto) 
        e)        Ouvimos apenas a primeira e segunda .... do discurso. (parte) 
        f)        Elas .... expuseram suas idias sobre a vida. (mesmo) 
        g)        Muito ...., disse a garota. (obrigado) 
        h)        Carla no quis sair porque est .... cansada. (meio) 
        i)        ...., estamos enviando os documentos. (anexo) 
        j)        Ela escreve .... . (confuso) 
        l)        Eles .... chegaram s duas horas por causa do trnsito. (s) 

        11        Com base nas frases do exerccio 10, faa o que se pede:

                a) Justifique sua resposta para o item d.
                b) Justifique sua resposta para o item h.

        12        Observe:

Eles s chegaram s duas e estavam ss.

                a) Explique a diferena entre as duas ocorrncias da palavra s.
                b) Escreva uma frase na qual apaream as duas ocorrncias da palavra s (advrbio e adjetivo).

        13         Complete os espaos com as palavras entre parnteses, fazendo a concordncia adequada.

        a)        As fotos esto .... aos documentos. (anexo) 
        b)        Esto .... todos os documentos necessrios ao processo. (incluso) 
        c)        Ela .... cortou seu cabelo. (mesmo) 
        d)        Ela estava .... irritada com a filha. (meio) 
        e)        Ns .... fizemos nossas .... declaraes de renda. (mesmo - prprio) 
        f)        So as .... flores que escolhi. (mesmo) 
        g)        Minha blusa de l custou muito .... . (caro) 

Existem festas sob o sol e sob a lua.

O verbo foi usado no plural porque  um verbo pessoal e deve fazer a concordncia com o sujeito festas, que est no plural.

entusiasmados

sugeridos

maravilhosa

honesto

partes

mesmas

obrigada

meio

Anexos/Em anexo

confuso

s

Honesto concorda com o ministro e no com o pronome de tratamento. 

Na frase, meio  advrbio, com sentido de um pouco, e permanece invarivel.

No primeiro caso, s  um advrbio, significando apenas e, por ser invarivel, aparece no singular. No segundo caso, s  um adjetivo e, por ser um predicativo do 
sujeito eles, faz a concordncia no plural.

Resposta pessoal.

anexas

inclusos

mesma

meio

mesmos - prprias

mesmas

caro

        14         Escreva uma orao em que os termos anexo e alerta fiquem invariveis.        

15        Complete com as expresses invariveis  proibido,  necessrio,  preciso e faa a concordncia quando necessrio.

                a) .... calma para ser motorista de nibus nesta cidade. 
                b) .... a pacincia de J para suportar o barulho da construo. 
                c) .... muita sade para enfrentar um vero to quente. 
                d) .... a falta de amor e compreenso. 
                e) .... virar  esquerda. 

        16         Justifique suas respostas para os itens d e e do exerccio 15. 

        17        H neste texto um erro de concordncia nominal. Identifique-o e reescreva a frase corretamente.



        







        

        

        18        Leia o texto abaixo com ateno e complete-o com os verbos no pretrito imperfeito do indicativo, fazendo a concordncia verbal adequada.


Resposta pessoal.

 preciso

 necessria

 preciso

 proibida
 proibido

No item d, a expresso varia em gnero, concordando com o sujeito (posposto) que est precedido pelo artigo (a falta). No item e, a expresso no varia, pois o artigo 
no aparece.

.... anuladas trs questes.

Todas as amizades anteriores que Sofia havia feito com gatos sempre .... (acabar) na maior decepo. Sim, porque no quintal j .... (haver) aparecido outros gatinhos. 
Eles .... (ver) a comida da Sofia e ....  (vir) chegando, chegando com cara de quem no quer nada. Com isso, .... (tornar + se) pensionistas e .... (adotar) a Sofia 
como madrasta. Mas os descarados, depois que ....  (ficar) grandes, .... (ir) embora e .... (deixar) a pobre Sofia sozinha. Ela .... (assobiar) chamando-os de volta, 
mas quem disse que eles .... (voltar)? Afinal, no .... (estar) presos  corrente.
Por esse motivo, Sofia ....  (sentir + se) como uma frustrada vovozinha dona de um orfanato para gatos abandonados... e ingratos.

(Ganimdes Jos Santos de Oliveira)


12345678910111213

1. acabavam        7. ficavam
2. havia                8. iam
3. viam                9. deixavam
4. vinham                10. assobiava
5. tornavam-se        11. voltavam
6. adotavam        12. estavam
                13. sentia-se






















Captulo 27
COLOcao pronominal



Borboleta-estaleira, 
alimentando-se de 
resina do tronco 
de rvore

(Revista Cincia Hoje das Crianas)



Veja que, no texto, foi empregado o pronome oblquo se aps o verbo alimentar. Vamos escrever a frase de outras maneiras:

Borboleta-estaleira, que se alimenta de resina do tronco de rvore. 

Na frase acima, o pronome se aparece antes do verbo (alimenta).

A borboleta-estaleira alimentar-se- da resina do tronco de rvore. 

Nessa frase, o pronome se aparece no meio do verbo (alimentar).
Todos os pronomes oblquos tonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) podem aparecer nessas trs posies ao lado de um verbo. Cada uma delas recebe 
um nome especial. Veja:

Pronome antes do verbo  prclise 
Pronome depois do verbo  nclise
Pronome no meio do verbo  mesclise 

Atualmente, a mesclise  pouco usada; quando aparece, ocorre somente na linguagem escrita.
Na nossa lngua, admite-se uma certa liberdade quanto  colocao dos pronomes na orao, especialmente na oralidade. No entanto, existem algumas normas bsicas 
que garantem harmonia, clareza e expressividade.
Vamos conhec-las!



Uso da prclise

A prclise  a colocao do pronome antes do verbo. Na lngua portuguesa,  a ocorrncia mais comum. Geralmente, usa-se a prclise nos seguintes casos:

        Quando o verbo  precedido de conjuno subordinativa, pronome relativo, pronome interrogativo, pronome indefinido e advrbio:

                      conjuno subordinativa

Quando me telefonarem, avise-me. Estarei na minha sala.

                        pronome relativo

Trata-se de um profissional que se esfora.

                      pronome indefinido

Algum me contou essa piada.


 pronome interrogativo

Quem me trouxe este livro?

                 

Talvez a encontre ainda hoje.

   advrbio

HOMEM 1 - Eu tenho a impresso de que a minha mulher anda me enganando.
HOMEM 2 - Por qu?
HOMEM 1 - Eu me mudei do Rio aqui pra So Paulo e o meu entregador de piz-
za continua sendo o mesmo.


No destaque, exemplo de prclise:
o pronome que "atrai" o pronome me antes de enganando.


(J Soares, Revista Veja)


Em oraes negativas:

No me pergunte nada. 
"Certamente no me recordo dessa menina de seis anos." (Rubem Braga)

"Nunca mais me esquecerei 
Das velas encarnadas
Verdes 
Azuis." (Manuel Bandeira)

Em oraes optativas e exclamativas: 

Deus te ilumine sempre! 
Quanta vida se tira por nada!

No Brasil h tendncia para a prclise. Veja os exemplos:  

Ela nos falou poucas e boas.
Joo me pergunta sempre quando iremos novamente ao circo. Ele se entusiasma muito com esse passeio.


Uso da mesclise 

Emprega-se a mesclise com verbos no futuro do presente e no futuro do pretrito do indicativo, quando no houver razes para a prclise:

Realizar-se- amanh a cerimnia de casamento da senhorita Luana Ramos.

                                  realizar = futuro do presente

No fosse a chuva, acompanhar-te-ia at o carro.

                                                  


acompanharia = 
futuro
do pretrito     

Note que, no exemplo a seguir, ainda que o verbo esteja no futuro do presente, a orao negativa obriga a ocorrncia da prclise: 

No se far, amanh, trabalho algum, pois  dia de descanso. 



Uso da nclise 

A nclise  a colocao do pronome aps o verbo. Geralmente,  usada nos seguintes casos:

Em frase iniciada por verbo, pois no se pode iniciar uma frase com pronome tono: 

Encontrei-me com ele ontem. 
"Devotava-se ao alvio de misrias fsicas e morais do prximo." (Paulo Mendes Campos)




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(Revista Veja So Paulo)


Com o verbo no gerndio:

Chegou alegre, trazendo-lhe flores.

Quando alguma palavra que precede o gerndio assim o exigir, poder ser usada a prclise:

No se esforando, voc no vencer.
Em se desculpando, a situao dele ficar melhor.

Com o verbo no imperativo afirmativo: 

Por gentileza, traga-me um cafezinho.

Com o verbo no infinitivo:

A sorte  que ele pode amoldar-se  situao.
"Passo a observ-los." (Fernando Sabino)

A nclise tambm s ocorre quando no houver motivos que obriguem a prclise.



Observao:
        Queremos lembrar que a posio do pronome preferida dos brasileiros  a prclise e no a nclise. Isso acontece principalmente na oralidade. Na literatura, 
h casos nos quais os autores buscam reproduzir essas situaes orais.
        Veja:

Me desculpe.
Te adoro!
"Me sinto como um navio abandonando os ratos." (Millr Fernandes)
"Deixa disso camarada
Me d um cigarro." (Oswald de Andrade)



Emprego de o, a, os, as

Os pronomes oblquos tonos o, a, os, as podem ou no sofrer alteraes quando empregados em nclise ou mesclise.

Em verbo terminado em vogal ou ditongo oral, os pronomes o, a, os, as no se alteram:

Trouxe-o agora. 
Deixei-a em boas mos.

Em verbos terminados em r, s ou z, h a queda dessas consoantes finais, e os pronomes o,                 a, os, as alteram-se para lo, la, los, las:

Aplaudi-los foi a nossa atitude.

             Aplaudir + os 

Encontr-la  um sonho meu.

               Encontrar + a

Faze-lo muito bem.

            Fazes + o



F-los com outros assados.

            Fez + os

Vend-las-ei amanh.

                Venderei + as



Tristes tigres
Escrevo para parabeniz-los pela 
reportagem sobre o vertiginoso 
declnio dos tigres (junho de 94). 
Que tal publicar tambm reportagens 
sobre espcies brasileiras em extino?
Srgio Luiz Van Tol Amaral
Resende. RJ

Observe o emprego do pronome o com o verbo parabenizar.


(Revista Terra)



Em verbos terminados em ditongos nasais (am, em, o, e, em), os pronomes o, a, os, as                 alteram-se para no, na, nos, nas:

Encontraram-na ontem.
                 Encontraram + a

Refazem-no naquela sapataria.
                Refazem + o

Do-nos aos pobres no momento oportuno.
              Do + os

Transpe-na quando quiser.
                Transpe + a

Eles compram os frangos e pem-nos em gaiolas.
                                                   pem + os


Exerccios        


        1        Empregue o pronome tono adequadamente e classifique sua colocao.

a)         Quando age (se) com honestidade tudo d certo. Quando se age... (prclise)
b)         O que parece (lhe)? O que lhe parece? (prclise)
c)         Ningum preocupa (se) com o que ele diz. Ningum se preocupa... (prclise)
d)         No importo (me) com o preo se o objeto agrada (me). No me importo... (prclise); me agrada (prclise)
e)         Tomara voc convena (se) logo da verdade. Tomara voc se convena... (prclise)
f)                 Perguntarei (lhe) se ir  festa. Perguntar-lhe-ei... (mesclise)
g)         Se fssemos at l, convidariam (nos) para ficar. ...convidar-nos-iam... (mesclise)
h)         Aprontei (me) rapidamente. Aprontei-me... (nclise)
i)         Trouxe (lhe) alguns presentes, que pediram (me) para trazer. Trouxe-lhe... (nclise); me pediram... (prclise)
j)         Em tratando (se) de negcios, tudo fica diferente. Em se tratando... (prclise)
l)         Ela agradeceu (nos) muito, deixando (nos) em seguida. Ela nos agradeceu... (prclise); deixando-nos... (nclise)
m)Conte (me) a sua histria que contarei (lhe) a minha. Conte-me... (nclise); lhe contarei... (prclise)
n)         Se no encontrar (te) em casa o que devo fazer? Se no te encontrar... (prclise)
o)         Seu grande orgulho  parecer (se) com a me. ... parecer-se... (nclise)



        2        Com base nas oraes e nas suas respostas do exerccio 1, faa o que se pede:

                a) Explique as ocorrncias de mesclise.
                b) Quais seriam os motivos para que no ocorra mesclise nessas oraes?
                c) Justifique suas respostas nos itens a, b, c e d. 

        3        Construa duas oraes em que a nclise seja obrigatria, e cujas justificativas sejam diferentes.

        4        Justifique a colocao dos pronomes tonos nas frases a seguir:

                a) "O rapaz chegou-se para junto da moa e disse:
                        - Antnia, ainda no me acostumei com o seu corpo, com a sua cara." (Manuel Bandeira)

b)                                                                c)  






                d) "Quem me compra um jardim com flores?" 

        5        a)        Reescreva o trecho a seguir, colocando o pronome me junto aos verbos destacados, obedecendo s normas de colocao pronominal:

                "Tratou com a dureza e o carinho que mereciam a rebeldia e o verdor da minha meninice. Ensinou a ler as primeiras sentenas; falava no Cura de Ars 
e nos dois Franciscos, o de Sales e o de Assis; apresentou aos contos de Edgar Alan Poe e aos poemas de Baudelaire (...) Quando desgarrei nos primeiros enleios adolescentes, 
Maria Jos repetia a advertncia de Drummond '(...) Logo que fiz homenzinho, deixou a dureza e se fez a minha amiga: nada perguntava.'" 

                b) Justifique a ocorrncia das prclises.
                c) Por que no ocorre nenhuma mesclise no texto?

        6        a) Reescreva o texto abaixo, desta vez colocando o pronome se junto aos verbos destacados, e obedecendo s normas de colocao pronominal.

"Tanto que fazer!
Livros que no lem, cartas que no escrevem,
lnguas que no aprendem,
amor que no d,
tudo quanto esquece." 

b)  possvel perceber que todas as ocorrncias de colocao pronominal so as mesmas. Entretanto, em quatro momentos a justificativa se repete. Qual  ela?

        7        Siga o modelo:



Ousadia. Onde j se viu um
carro popular que j vem com
legtima injeo eletrnica?


Os sofisticados carros de resgate que se
espalham pelas cidades e rodovias brasileiras esto
reduzindo drasticamente o nmero de mortes
das vtimas de desastres.


(Revista Veja)

(Revista Globo Cincia)

(Ceclia Meireles)

(Paulo Mendes Campos)

No item f, o verbo est no futuro do presente do indicativo; no item g, est no futuro do pretrito do indicativo. 


Nas situaes em que houvesse motivo para prclise, como a existncia de um termo atrativo do pronome (conjuno subordinativa; pronomes relativo, interrogativo 
e indefinido; advrbio) ou ocorrncia de frase negativa.


So os seguintes os fatores de prclise nesses itens: a) conjuno subordinativa temporal quando; b) pronome interrogativo que; c) pronome indefinido ningum; d) 
orao negativa.


Resposta pessoal


chegou-se: nclise  no h motivo para que ocorra prclise
no me acostumei: prclise  negativa

j se viu: prclise  advrbio


que se espalham: prclise  pronome relativo


quem me compra: prclise  pronome interrogativo


Tratou-me


Ensinou-me


falava-me


apresentou-me


me desgarrei


repetia-me


me fiz


me perguntava

(Paulo Mendes Campos)

 "Quando me desgarrei"  conjuno subordinativa temporal  quando.
 "Logo que me fiz"  conjuno subordinativa temporal logo que.
 "nada me perguntava"  pronome indefinido nada.


Porque no h verbos no futuro do presente nem no futuro do pretrito, ambos tempos do modo indicativo, que justifiquem seu uso.


se lem


se escrevem


se aprendem


se d


(Ceclia Meireles)

H quatro oraes negativas que determinam o uso da prclise.


O co tentou morder. (ele)
O co tentou mord-lo.


a) Levem (eles) at o hotel.                        g) Desejam repartir (os doces). reparti-los
b) Compe (a msica) rapidamente.                h) Levem (a menina) at a me. levem-na
c) Precisa dizer (essas coisas).                        i ) Enviarei (as fotografias) amanh. envi-las-ei
d) Traz (os documentos) consigo.                        j ) Deixaram (ele) assustado. deixaram-no
e) Podem comer (a torta).                                l ) Supem (eles) inocentes. supem-nos
f ) Precisam adiar (o casamento). adi-lo

        8        Considerando as regras de colocao de pronomes:

a) escreva um dilogo entre um casal de adolescentes que vive um encontro amoroso em uma praia; 
b) escreva um dilogo entre voc e seu chefe, em que voc precisa dar a ele explicaes sobre seu atraso. 


levem-nos 

compe-na

diz-las

tr-los

com-la


(Atentar para a situao informal, o que justifica o uso de pronomes bem prximo da oralidade. Dificilmente um adolescente em tal situao usaria a mesclise.)

(Atentar para a situao, mais formal que a anterior, o que justifica o uso de pronomes mais prximos da norma padro.)

(Professor: O objetivo  que o aluno use conscientemente os pronomes oblquos tonos, adequando-os s situaes do cotidiano.)













Captulo     28


PONTUAO
Leia a seguir um texto sobre o pintor surrealista Salvador Dali:



Dali nasceu em Figueras, na Espanha, em 1904. As recordaes do tempo de criana e da paisagem rochosa da praia de Cadaqus, o paraso de sua infncia, onde costumava 
passar as frias, esto presentes em muitas de suas pinturas. Alm de pintor, Dali foi escultor, ilustrou livros, criou jias e cenrios. Desde cedo, decidiu que 
ia ser um gnio. Isso ele contou mais tarde na autobiografia que escreveu, A vida secreta de Salvador Dali. 
Quando juntou-se aos surrealistas, em 1929, logo se tornou o mais famoso representante do movimento. Inventou o "mtodo paranico-crtico", que o ajudava a ver o 
mundo como se fosse uma pessoa perturbada mentalmente. Casou com Gala, que antes tinha sido casada com o poeta, tambm surrealista, Paul luard. Gala foi sua eterna 
musa.
(Revista Cincia Hoje das crianas)



Voc pde observar que o autor do texto usou vrios sinais de pontuao, entre eles, o ponto final, a vrgula e as aspas. 
So trs as principais funes dos sinais de pontuao:

assinalar as pausas e a entoao na leitura oral;
separar oraes, expresses e palavras que devem vir destacadas das outras na frase;
ajudar na compreenso do sentido da frase, evitando o duplo sentido, a ambigidade.

Agora que voc j conhece a Sintaxe, fica mais fcil entender e usar os sinais de pontuao, pois, muitas vezes, eles so utilizados tendo em vista a anlise sinttica 
que se faz das oraes e dos seus termos. 
Nem todos os escritores observam as mesmas regras quanto ao emprego dos sinais de pontuao. H algumas normas gerais, entretanto, que devem ser conhecidas. 


Professor: A pontuao  fundamental para a compreenso da Sintaxe. Use, sempre que possvel, as produes de texto dos prprios alunos. 

Professor:  melhor discutir com o aluno a "licena potica", mostrando o uso que alguns poetas ou compositores de msica fazem da pontuao em seus trabalhos. 

Emprego da pontuao


Eis as principais regras:

        Ponto  .

Geralmente,  empregado:

         para indicar o final de uma frase declarativa;
         para separar os perodos entre si, simples ou compostos.

Veja os exemplos no texto abaixo:







Emprega-se tambm o ponto nas abreviaturas:

sr. (senhor)                 d.C. (depois de Cristo)         prof. (professor)


Biblos
No agitado porto fencio de Biblos, comercializava-se o papiro - um tipo de papel feito no Egito a partir de um aglomerado de fibras de junco de papiro. Os gregos 
chamaram este papel de biblos, por causa do porto. Muitas palavras relacionadas com livros - como Bblia, biblioteca, bibliografia - vm de biblos.


(Enciclopdia do Estudante)

        Vrgula  ,

Empregada:

         nas datas e nos endereos:

Itu, 5 de maio de 1985.
Av. Marqus de So Vicente, 1697.

         em termos independentes entre si, mas de mesma funo sinttica:

O cinema, o teatro, a praia e a msica so as suas diverses.



         no vocativo, para separ-lo da frase: 

"No me adianta dizer nada, Sabi,
porque no nos entendemos." 

         no aposto, para separ-lo da frase:

"Iracema, a virgem dos lbios de mel, tinha os cabelos mais negros que a asa da grana." 


         em certas expresses explicativas como: isto , por exemplo, ou seja etc: 

Ontem teve incio a maior festa da minha cidade, isto , a festa da padroeira.

         para separar adjuntos adverbiais:

"Hoje, Padre Lucas me falou de ti com entusiasmo." 
Ele vai, pouco a pouco, assumindo o papel que era do pai.


ncleos do sujeito composto

(Ceclia Meireles)

(Jos de Alencar)

(Josu Montello)

Observao:
A vrgula, no caso dos adjuntos adverbiais curtos,  facultativa.

Nas encostas das ilhas
que compem
Alcatrazes,
foram marcados
alvos para onde
disparam os
canhes dos
navios da
Marinha.

Nas encostas das ilhas que compem Alcatrazes: exemplo de adjunto adverbial de lugar anteposto, separado por vrgula.


(Revista Terra)


         com certas conjunes:

Isso, entretanto, no foi suficiente para agradar o diretor.

         para separar partes de um provrbio:

O que os olhos no vem, o corao no sente.

         para indicar a elipse de um termo:

Uns dizem que ele se casou por amor, outros, que se casou por interesse.


         para separar oraes coordenadas: 

Marcelo gritou, pois tinha quebrado o brao.



elipse de dizem

orao coordenada                          orao coordenada

OS OLHOS SO DO PAI,
MAS A BOCA  DA ME

As empresas japonesas Mitsushita e Kiugo
criaram um programa de computador que casa
traos da fisionomia do pai e da me e mostra
em foto o rosto dos futuros filhos do casal.
A bola de cristal gentica j est
instalada em mais de 150 cabines fotogrficas.
"A consulta" custa cerca de cinco dlares.


(Revista Superinteressante)

No ttulo do texto, a vrgula separa duas oraes coordenadas.


         para separar oraes subordinadas adverbiais: 

"Quando acabou de corrigir as provas, ainda chovia." 


         para isolar a orao subordinada adjetiva explicativa do restante da frase: 

Jos, que  nosso guia, indicar o melhor caminho.


         para separar a orao subordinada adverbial da principal, quando esta aparece depois da adverbial:


(Josu Montello)

orao subordinada adverbial

or. sub. adjetiva explicativa

Nesse exemplo, a vrgula separa a orao principal - ningum seria empregado - da orao adverbial, que aparece antes.


Se fosse fcil ser patro,
ningum seria empregado.


(Revista Veja)

sujeito                     verbo 

verbo                                               sujeito
verbo    complemento verbal

verbo

expresso que separa verbo e complemento

complemento
verbal


        Ponto e vrgula  ;

Empregado:

         para separar os itens de uma lei, de um decreto, de uma seqncia:

"A histria da ortografia portuguesa pode dividir-se em trs perodos:

a) o fontico, que coincide com a fase arcaica da Lngua, vai at o sculo XVI;
b) o pseudo-etimolgico, inaugurado no Renascimento, estende-se at os primeiros anos do sculo XX;
c) o histrico-cientfico, que se inicia com a adoo da chamada 'nova ortografia', comea em 1911." 


(Rocha Lima)


         para separar as partes de um perodo:

"Os olhos negros e inquietos pareciam garotos travessos em hora de recreio; os braos gesticulavam a cada palavra; o corpo torcia-se pelos bancos e pelas carteiras 
da sala com a agilidade de um peixinho de jardim por entre as plantas de um tanque."

        Dois pontos  :

Empregados:

         para apresentar uma citao:

O prefeito afirmou: "No haver atraso no pagamento dos salrios."

         antes de apostos:

"Tudo, porm, inutilmente, porque os gigantes haviam calado as suas botas sete-lguas e levavam no corao duas foras terrveis: a ambio e o maravilhoso." 

         depois de certos verbos declarativos (verbos que introduzem a fala das personagens no discurso direto, como dizer, perguntar, responder...):

"Meu av disse:
- Aquela cai dentro de vinte minutos." 

"De repente, o menino levanta a cabea e pergunta:
- Papai, que  plebiscito?" 

        Reticncias  ...

Empregadas:

         para indicar supresso de palavras:

"Luisinha fez um gesto de quem estava impacientada.
- Pois ento eu digo ... a senhora no sabe ... eu ... eu lhe quero ... muito bem." 


         para indicar, ao final de uma orao, que o sentido continua:

"Clarissa caminhava para a varanda. Abre a gaveta da cristaleira e tira dela um bloco de papel, tinta e caneta. Senta-se junto a uma das mesas. Abre o bloco, molha 
a pena no tinteiro e, caneta suspensa, olhos no texto, pensa ..." 

         para indicar interrupo da frase:

"Hoje pela manh ela comeou a me dizer alguma coisa - 'seu Rubem, o cajueirinho...' - mas o telefone tocou, fui atender, e a frase no se completou." 

         para indicar uma dvida:

"- Eu tenho uma dvida, que o senhor podia me esclarecer.
- Pois no.
- Eu estava pensando... A Turquia tomou parte na ltima guerra?
- Parte ativa, propriamente, no." 

        Parnteses  ( )

Empregados:

 para isolar palavras explicativas:

"- Pois te batizo Pitoco, em nome do Pai, do Filho e do Esprito Santo - disse Estvo, com voz eclesistica. E todos (menos Celso) dissemos juntos: 'Amm'." 

 (Viriato Corra)

(Cassiano Ricardo)

(Lus Jardim)

(Artur Azevedo)

(Manuel Antnio de Almeida)

(rico Verssimo)

(Rubem Braga)

(Fernando Sabino)

(rico Verssimo)
         para destacar datas:

Joaquim Maria Machado de Assis (*1839 1908)  considerado um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.

         para isolar frases intercaladas: 

"Saiu correndo, deu a volta  casa, entrou pelos fundos, voltou depois (tinha dois ou trs pingos de gua na testa) com duas broas ainda quentes nas mos." 

        Ponto de exclamao  !

Empregado:

         depois de palavras ou frases que indicam estado emocional:

"A menina toma a palavra: 
- Coitado do papai! Zangou-se logo depois do jantar! Dizem que  to perigoso!" 

         depois de vocativo:

"Digo e repito: vai para o espao, Totte!" 

         depois de imperativo:

Saia daqui j! Suma!

         depois de interjeies:


(Rubem Braga)

(Artur Azevedo)

(Fausto Cunha)

(Calvin e Haroldo, de Bill Watterson)

Observe o uso do ponto-de-exclamao aps a interjeio "Meu Deus!", no primeiro quadrinho.



        Ponto de interrogao  ?

Empregado nas perguntas diretas:

"Que  isso, Joo? Para onde se atira to cedo, assim de armas e bagagens?" 



(Monteiro Lobato)

Observaes:
1. O ponto de interrogao no  empregado nas perguntas indiretas:

O porteiro perguntou o seu nome.

2. O ponto de interrogao e o de exclamao podem aparecer lado a lado em frases de entonao, ao mesmo tempo, interrogativa e exclamativa:

"Ele fecha-lhe a porta. 
Ele bate de novo.
- O senhor outra vez?! No lhe disse que no adianta pedir auxlio?!" 


        Travesso  -

Empregado:

 para apresentar o incio da fala de uma personagem:

"- Papai, por que o tio Juca no quis ir morar na cidade como ns?" 

 nos dilogos, para indicar a mudana de fala das personagens:

"- E o tio Juca trabalha com eles?
- Sim, todos os dias. Ajuda a carpir, a plantar, a colher."

 para destacar expresses explicativas:

"O ano era de 1840. Naquele dia - uma segunda-feira do ms de maio - deixei-me estar alguns instantes na rua da Princesa a ver onde iria brincar amanh." 

 para ligar grupos de palavras que indicam itinerrio:

Este nibus  da linha Brasil-Paraguai.

        Aspas  " "

Empregadas:

         para assinalar transcries:

"Caminhavam dois burros, um com carga de acar, outro com carga de esponjas." 

         para pr palavras em evidncia:

O rapaz "caiu das nuvens" ao saber o que aconteceu.

         para assinalar palavras estrangeiras, termos da gria, nomes de obras de arte ou publicaes:

"Cana"  considerada a obra principal de Graa Aranha.

         para isolar citaes:


(Francisco Marins)

 (Francisco Marins)

(Machado de Assis)

(Monteiro Lobato)

O TEMPO (II)

Sendo o tempo to malevel, certa
vez um dirigente esportivo levou a
seguinte proposio  federao:
"Sempre que chover no domingo, o
jogo ser antecipado para o sbado".
E aprovaram.


(Revista Globo Cincia)

Observaes:
1. Quando dentro de um trecho j destacado por aspas (" ") houver necessidade de novas aspas, estas sero simples (' '):

" 'Le Cid', de Corneille,  para mim uma lembrana... de Cachoeiro de Itapemirim - ou melhor, do rapazinho que eu era ali aos treze anos."

2. No caso das palavras estrangeiras  muito comum a substituio das aspas pelo grifo:

"Que o match da minha vida possa ao menos terminar em paz - empate." 


Outros sinais de pontuao


a) Pargrafo 

Empregado, em geral, para indicar um item de um texto ou artigo de lei.

b) Chave { ou chaves { }

Muito usadas para dividir um assunto. 

c) Colchetes [ ]

Muito empregados na linguagem cientfica.

d) Asterisco *

Muito empregado para chamar a ateno do leitor para alguma nota (observao).

e) Barra /

Muito empregada nas abreviaes das datas e em algumas abreviaturas.


(Professor: Nessa faixa etria esses sinais de pontuao so bem menos utilizados.)

Exerccios        


        1        Copie as frases, empregando o ponto final onde for necessrio:
                
                a) Hoje estamos muito felizes  o nosso aniversrio de casamento 
                b) Vivemos, agora, o ano de 2000 d C
                c) A famlia  o maior patrimnio do homem Devemos proteg-la e conserv-la
                d) Esta carta  para o Sr Moacir Fontes 

        2         Reescreva as frases do exerccio 1, introduzindo outros sinais de pontuao. Faa as alteraes necessrias.

        
        3         Compare as oraes do exerccio 1 com as oraes que voc escreveu no exerccio 2. Explique o que aconteceu. 

        4         Copie o texto abaixo usando a pontuao adequada e as letras maisculas, quando necessrio.

"No vero, a temperatura no Sul da Frana chega a mais de 27oC nas praas das cidadezinhas as rvores fazem sombra e as fontes refrescam o ar a agricultura constitui 
uma importante atividade as fazendas so, em geral, pequenas muitos agricultores vendem o excedente da produo em mercados"
(Enciclopdia Ilustrada do Estudante)

        5         Copie, empregando a vrgula onde for necessrio, e justifique suas respostas:

                a) Teresa mora aqui perto na rua Dr. Costa Jnior, 215.
                b) O fogo meus amigos destruiu tudo. 
                c) Karina que  muito estudiosa passou no vestibular.
                d) Todos - pai me filho e filha - foram  passeata por melhores salrios.
                e) Amanh mais ou menos neste horrio virei encontrar-me com voc.
                f) "De novo o vento soprou agora mais forte como se o tempo fosse mudar." 

        6         Copie a frase em que o emprego da vrgula no est adequado, corrigindo-a:

                a) "- Sabe de uma coisa, passarinho, vou soltar voc j." 
                b) "Gente corria, gente gritava, carros paravam, guardas apitavam." 
                c) Crianas, tomem cuidado ao atravessar a rua.
                d) Cabreva, 7 de agosto, de 1986. 
                e) Gilberto, nosso colega de trabalho,  um profissional brilhante.

        7         Leia as frases:

Gilberto, nosso colega de trabalho,  um profissional brilhante.
Gilberto, nosso colega de trabalho  um profissional brilhante.

                a) Justifique o uso da vrgula em cada uma das oraes.
                b) Agora, explique quais podem ser os contextos ou as situaes nas quais tais oraes foram pronunciadas.

        8         Copie, empregando a vrgula e o ponto e vrgula:

                a) "Viu no fundo duma cova uma conspirao de ces  volta do cadver dum homem alguns saltaram para o lado assim que ele apareceu mas logo retomaram 
a presa outros nem isso..." 
                b) "Ningum lhe respondeu porque todos choravam sem excetuar a minha bela camarada e eu." 
        
        9         Copie, empregando os dois pontos e o travesso onde achar conveniente: 

                a) "Gritou para a mulher 
                        Lurdes, olha quem eu encontrei no elevador!" 
                b) "Na rua, parei estatelado o txi tinha sumido." 
                c) "Uma noite, ao pisar na varanda a casa tinha uma varanda escura, cheia de trepadeiras, deu com um vulto junto  porta." 


felizes.  (...) casamento.

d.C.

homem. Devemos (...) conserv-la.

Sr. Moacir Fontes.

Espera-se que o aluno faa a unio das oraes do item a e do item c. Respostas possveis: a) "Hoje estamos muitos felizes, pois  o nosso aniversrio de casamento." 
c) "A famlia  o maior patrimnio do homem; por isso, devemos proteg-la e conserv-la." Nos itens b e d, as frases podem ser transformadas em interrogativas ou 
exclamativas pela simples introduo dos pontos adequados ao final.

Espera-se que o aluno perceba que as alteraes no sentido das frases so indicadas pela pontuao.

27oC. Nas

ar. A

atividade. As

pequenas. Muitos

mercados."

perto, na rua... : separa adjunto adverbial intercalado 

O fogo, meus amigos, destruiu... : separa vocativo

Karina, que  muito estudiosa, passou... : separa orao subordinada adjetiva explicativa 

pai, me, filho... : separa termos independentes 

Amanh, mais ou menos neste horrio, virei... : separa adjunto adverbial intercalado

(Josu Montello)

soprou, agora mais forte, como se... : separa adjunto adverbial intercalado e orao subordinada adverbial

(Odete de Barros Mott)

(Orgenes Lessa)

Cabreva, 7 de agosto de 1986.

No primeiro caso, a vrgula separa o aposto "nosso colega de trabalho". No segundo, a separao  relativa ao vocativo Gilberto.

No primeiro caso, Gilberto  sujeito da enunciao, e no discurso fala-se algo sobre ele. No segundo caso, Gilberto  vocativo, sendo o receptor de um discurso no 
qual o emissor fala com ele.

homem; (...) apareceu, (...) presa; outros,

(Jos Cardoso Pires)

(J. M. de Macedo)

choravam,
mulher:

(Luis F. Verissimo)

 - Lurdes 

(Fernando Sabino)

 estatelado:

(Fernando Sabino) 

varanda - a casa (...) trepadeiras -, deu

                d) "Que vai ser de ns agora? choramingou Eullia. 
                        Vamos embora daqui. 
                        Mas pra onde? 
                        Pra qualquer lugar. O mundo  grande." 


- Que 
- Vamos 

- Mas 

(rico Verssimo)

 - Pra 


        10         Copie, empregando o ponto de interrogao ou ponto de exclamao:

"- Bom dia, prncipe 
- Por que prncipe - indagou o menino. 
-  boa - Porque s prncipes andam assim de lacaio  rdea... 
- Lacaio, eu esbravejou o velho. - Que desaforo Desce, desce, meu filho e carreguemos o burro s costas. Talvez isto contente o mundo..." 

        11         Reescreva os textos a seguir, empregando os sinais de pontuao adequados e justificando seu emprego:


prncipe!


prncipe?

boa!

(Monteiro Lobato) 

eu? (...) desaforo!

Texto 1
Vrgulas:  adj. adverbial (at 1914, naquela poca,);  or. adjetiva (Sol, cujo pice,)  conjuno (tinha, portanto,)  or. subordinada (local, como...) Pontos: 
 final da frase (12h., comadres.)


O TEMPO (I)

At 1914 cada localidade
do Brasil marcava a hora
conforme o movimento
aparente do Sol cujo
pice  s 12h
Naquela poca o tempo
tinha portanto certo sabor
local como acontece com
a pinga e os doces
caseiros das comadres


A SABEDORIA (II)

O homem sensato
se adapta ao mundo o
insensato insiste em
adaptar o mundo a ele Todo
progresso depende
portanto do homem
insensato
George Bernard Shaw
dramaturgo irlands
1856-1950


Texto 2
Aspas: citao ("O homem... homem insensato.") - Ponto e vrgula: separar seqncias (ao mundo;) - Ponto: final de frase (ele., homem insensato.) - Vrgulas:  conjuno 
(..., portanto,)  aposto (Shaw, dramaturgo irlands,) - Parnteses: data [(1856-1950)]

(Revista Globo Cincia)


        12         Leia o texto abaixo com ateno e responda s perguntas que se seguem:



Idade de ouro

Em Clssico Anticlssico, Argan examina a grandeza e o
drama dos gnios renascentistas

No sculo XV, a cidade italiana de Florena assistiu a uma                 das primeiras greves da Histria. Ofendido pela arrogncia do arquiteto Filippo Brunelleschi, 
um grupo de artesos resolveu cruzar os braos diante da catedral de Santa Maria del Fiore, em fase final de construo. Se os pees no tivessem voltado ao trabalho, 
talvez hoje a Itlia no pudesse orgulhar-se da igreja, que funde alicerces e paredes gticas projetados no sculo XIII por Arnolfo di Cambio com sua estupenda cpula 
renascentista, o "balo levitante" de Brunelleschi. Visto por um compndio tradicional da histria da arte, um motim trabalhista como esse seria mera curiosidade. 
Mas o crtico e historiador Giulio Carlo Argan (1909-1992) diagnosticou na briga do arquiteto com os artesos um sintoma do declnio das artes e dos ofcios medievais 
e o nascimento da arquitetura moderna. A nova era trazia a diviso - e a conseqente hierarquia - entre a criao intelectual do artista, no caso o intratvel Brunelleschi, 
e a mera execuo de seu projeto, a cargo dos pedreiros.

(Revista Veja)



(Angela Pimenta)

                a) Por que motivo foi usada a vrgula depois da expresso "No sculo XV"?
                b) Observe as expresses:

"(...), o 'balo levitante' de Brunelleschi."
"- e a conseqente hierarquia -"

                Justifique o uso da vrgula no primeiro caso e o uso dos travesses no segundo.
                c) H mais algum tipo de sinal que pode ser usado para separar o aposto?

        13         Recorte de jornais e revistas e cole em seu caderno oraes nas quais apaream os seguintes sinais:

                a) chaves ({ });
                b) colchetes ([ ]);
                c) asterisco (*);
                d) barra ( / ).

        14         Agora voc dever trabalhar em duplas: Junte-se a um colega e criem um dilogo envolvendo dois personagens (exemplo: pai e filha; aluno e professor; 
um casal de namorados etc.) sem a participao do narrador. Ateno ao uso da pontuao. Sejam criativos!


Para destacar o adjunto adverbial de tempo anteposto.

Ambos esto destacando o aposto.

Sim, o aposto pode vir destacado por vrgulas, travesses, parnteses e/ou ser introduzido aps dois pontos.

Respostas pessoais

Resposta pessoal












Captulo  29

ESTUDOS DIVERSOS


A palavra se


A palavra se exerce, em portugus, vrias funes diferentes. Duas delas voc j conheceu quando foram estudados os tipos de sujeito e a voz passiva (ver p. 222 
e 243).
Vamos rev-las e conhecer as outras funes do se.

        ndice de indeterminao do sujeito 

Fala-se muito de futebol no Brasil.        Trata-se de um problema de difcil soluo.

Observe que, nesses casos, o verbo aparece sempre na 3a pessoa do singular, e o se indica, ento, que o sujeito  indeterminado. Os verbos mais usados so os intransitivos 
(VI) e os transitivos indiretos (VTI). Veja os exemplos:

Come-se bem neste restaurante.        Precisa-se de secretria bilnge.
        

        Partcula apassivadora

Vem-se estrelas no cu. 

Nessa orao, o verbo est na voz passiva sinttica e concorda com o sujeito. O se , ento, a partcula apassivadora e os verbos mais usados so os transitivos 
diretos (VTD). Veja outro exemplo:

Encadernam-se livros nessa papelaria.


As duas frases dos exemplos poderiam ser transformadas para a voz passiva analtica. Veja: 

Estrelas so vistas no cu.                
Livros so encadernados nessa papelaria.

No h, nesses casos, o agente da passiva. 

        Pronome reflexivo 

Interrogou-se seguidas vezes, sem conseguir encontrar a resposta.

Observe que a palavra se acompanha um verbo na voz reflexiva, sendo um pronome pessoal oblquo tono. Sintaticamente, trata-se de um objeto direto, pois o verbo 
interrogar aqui  transitivo direto.
Interrogou quem? Interrogou a si mesmo. O se , ento, um pronome reflexivo que exerce a funo de objeto direto e que se refere ao sujeito da orao (ele), que 
est oculto.
Veja outro exemplo.

"Calou-se para no estragar fora." 
        

O pronome reflexivo pode tambm exercer a funo de objeto indireto.

Se ele no se desse muita importncia, seria o amigo ideal.


VTI

ndice de indeterminao do sujeito

VI

VTD

partcula apassivadora

(Graciliano Ramos)

pronome reflexivo (objeto direto do verbo calar)

OI

VTDI

OD

A palavra se s funciona como objeto indireto quando o verbo  transitivo direto e indireto.
H tambm o pronome recproco, quando o sujeito  composto, e a ao acontece concomitantemente, com ambos os ncleos praticando-a e recebendo-a.

Pai e filho abraaram-se com emoo.
                        

        Partcula expletiva ou de realce 

"Vai-se a primeira pomba despertada." 

O pronome se junta-se a um verbo intransitivo apenas para reforar-lhe o significado. Na frase acima, poderamos dizer tambm, por exemplo:

Vai a primeira pomba despertada.
A primeira pomba despertada vai.

Em ambos os casos, no haveria prejuzo para o sentido da frase, mas ela perderia a sua fora potica. Por isso, o se  chamado de partcula de realce, aquela que 
serve para realar o sujeito. Veja outro exemplo:

"Acabou-se a confiana no prximo." 


        Partcula integrante do verbo 

Segundo o prof. Domingos Paschoal Cegalla, em sua Novssima gramtica da lngua portuguesa, "o pronome se aparece na frase como parte integrante de verbos que exprimem 
sentimentos, mudana de estado, movimento etc., como queixar-se, arrepender-se, alegrar-se, converter-se, afastar-se e outros verbos pronominais". Veja os exemplos:

Ela s sabe queixar-se da vida.
Ningum se interessou pela notcia.
O campeo converteu-se  religio muulmana.


pronome recproco

(Raimundo Correa)

(Carlos Drummond de Andrade)

VI

partcula de realce

A palavra que


Assim como a palavra se, a palavra que pode ter diversas funes, tanto sintticas quanto morfolgicas, que veremos separadamente.

Funes sintticas

        Sujeito 

Observe:

Tenho alunos / que estudam bastante.                




Vamos desmembrar o primeiro exemplo em duas frases independentes:

Tenho alunos. / Meus alunos estudam bastante.
                


1a orao                            2a orao 

sujeito oculto = eu         sujeito do verbo estudar = os alunos 

1a orao 

"O tempo no vale a pressa

de passos / que so to ss." 


2a orao 

(Lineu Azuaga)

sujeito = os passos

que

Se a expresso meus alunos  sujeito de estudar e a palavra que est substituindo essa expresso, ento essa palavra passa a ser sujeito quando unimos as duas frases, 
transformando-as em uma s. Veja outro exemplo:

"Sumia dentro da toca, / que  um botequim sombrio."
                                   
        

        Objeto direto 

Veja:

Ali esto os presentes / que ganhei.  
                        

Observe outros exemplos:
                                        
"Apareceu um menino com uma bola maior, uma grande bola / que seus pais tinham trazido do Rio de Janeiro." 
"O vento levou o amor / que eu tinha." 
                
                        
        Objeto indireto 

Veja:

J arrumei o dinheiro / de que ele precisa.
                           
        
Outros exemplos: 

Encontrei o livro / de que tanto falavam.
        
"Os jornais noticiam tudo, tudo, menos uma coisa banal de que ningum se lembra: a vida." 


Lembre-se de que, nesse caso, a palavra que aparece precedida de uma preposio. 

        Adjunto adverbial 

Observe: 

A situao / em que eu me encontrava / era precria.
                   

Outros exemplos: 

Voltou  cidade / em que nascera.                A rua / em que moro /  arborizada.  


Muitas vezes, o adjunto adverbial vem expresso tambm pelo pronome relativo onde.

Voltou  cidade / onde nascera.                 A rua / onde moro /  arborizada.


1a orao                                                    2a orao

substitui a toca

 (Paulo Mendes Campos) 

(Professor:  preciso mostrar ao aluno que o pronome que  usado para evitar a repetio de termos na formao do perodo composto.)

1a orao                           2a orao

objeto direto de ganhei = eu ganhei os presentes

objeto direto do verbo trazer

(Rubem Braga)

(Carlos Drummond de Andrade)

objeto direto do verbo ter 

1a orao                                 2a orao

objeto indireto de precisar

(Rubem Braga)

1a orao                          2a orao                      1a orao 

adjunto adverbial 

adjunto adverbial 

adjunto adverbial 

Importante:
O pronome relativo onde s deve ser usado na indicao de lugares e nunca no lugar do relativo em que (e suas variaes).


Funes morfolgicas 

         pronome relativo: 

O disco que ela gravou j  sucesso.
           

         pronome interrogativo:  

Que faz aqui?

         conjuno integrante: 

Nosso colega afirma que no voltar mais aqui.
                
                
         conjuno subordinativa: 

Coloquei um agasalho que est frio.        
                        
                
Logo que recebeu o recado, saiu.


Fiz preces que nossos amigos sejam aprovados.
                    

         conjuno coordenativa: 

Chove que chove continuamente.


Outro, que no eu, ir  reunio.                
                                                

        substantivo: 

Aquele aluno tem um qu de misterioso. 

         interjeio: 

Qu! Voc  que pensa que a nossa seleo vai vencer. 


tem valor de o qual, a qual

aps verbo declarativo

tem valor de porque

 tem valor de quando 

tem valor de para que

tem valor de e 

 tem valor de mas

Observao:
Nestes dois ltimos exemplos o qu deve ser acentuado.

Porque, porqu, por que, por qu


        Porque, escrito em uma nica palavra,  empregado, em geral, como: 

         conjuno coordenativa explicativa depois de orao com verbo no imperativo:

Venha, porque sua me precisa de voc.

         conjuno subordinativa causal:

No compareci  reunio porque estava viajando.

        Porqu  empregado, em geral, como:

         conjuno substantivada, no sentido de motivo, razo:

No sei o porqu da sua atitude. 
Vamos discutir os porqus destes problemas.


(Professor:  O item 1 apresenta um aspecto que traz certa dificuldade para o aluno, devendo ser explorado com variao de exemplos.)

        Por que  empregado, em geral:

         como advrbio interrogativo: 

Por que voc saiu mais cedo?

         no sentido de o motivo pelo qual: 

No sabemos por que ela est aborrecida. 

         no sentido de pelo(a) qual, pelos(as) quais:

Esta foi a razo por que no estive presente.

        Por qu  empregado nos mesmos casos anteriores, mas no final de frase: 

Voc no saiu mais cedo. Por qu?
Ele foi mandado embora sem saber por qu.


Por que as extremidades do corpo so mais frias?

Rogerlndia A. Pinheiro,
Jaguaretama, CE

Porque a diminuio da temperatura provoca a contrao dos vasos do corpo. Todos eles se contraem, mas nas extremidades o efeito  maior porque esto mais expostos 
ao frio. Em conseqncia, a quantidade de sangue que chega a essas regies diminui muito.


(Revista Superinteressante)

Exerccios        


        1         Nas oraes a seguir, a palavra se aparece em duas funes distintas: partcula apassivadora e ndice de indeterminao do sujeito. Complete os 
espaos com os verbos entre parnteses, usando a palavra se adequadamente.

                a)         Durante horas, .... com prazer. (trabalhar - pret. perfeito) 
                b)         .... ali caminhes carregados de pesados fardos. (ver - pret. imp. ind.) 
                c)          preciso que ainda .... dois anos. (esperar - pres. subj.) 
                d)         .... que as lnguas evoluem. (saber - pres. ind.) 
                e)         "No .... dele no Ateneu."                    (falar - pret. imperf. do ind.) 
                f)         Naquele pas .... vrios idiomas. (falar - pres. ind.) 
                g) .... carros usados. (vender -  pres. ind.) 
                h)         No Brasil, .... toneladas de soja a cada colheita anual. (produzir - pres. ind.)  
                i)         .... futebol em cada esquina da cidade. (jogar - pres. ind.) 
                j)         De acordo com uma lei municipal, no .... mais em restaurantes e bares. (fumar - pres. ind.) 

        2         Releia as oraes do exerccio 1 e classifique o se em PA (partcula apassivadora) ou IIS (ndice de indeterminao do sujeito).
                        
        3         No exerccio 1, h trs oraes em que se usou o pronome procltico. Justifique.



(Importante: Lembrar aos alunos o uso da nclise e da prclise, nessa atividade.) 

trabalhou-se
Viam-se 

se esperem 

Sabe-se 

(Raul Pompia)

se falava 

falam-se

Vendem-se 

produzem-se 

Joga-se 

se fuma

a) (IIS)        c) (PA)        e) (IIS)        g) (PA)        i) (PA)
b) (PA)        d) (PA)        f) (PA)        h) (PA)        j) (IIS)

A prclise ocorreu nas oraes c, e e j. Nas duas ltimas, o advrbio no atraiu o pronome para a frente do verbo. Na letra c, o pronome foi atrado pela conjuno 
integrante que.

        4         Relacione as frases da primeira coluna s funes da palavra se, dadas na segunda coluna:

1a coluna 
                
                a) Falam-se vrios idiomas naquele pas. 
                b) Espera-se uma resoluo satisfatria.
                c) Deixou-se levar pela ambio.
                d) Precisa-se de empregada. 
                e) Foram-se embora de madrugada. 
                f) Estuda-se muito nas universidades.
                g) Ela se arrependeu de seus erros.

        5         Copie as frases e identifique as funes sintticas da palavra que. Observe o modelo:

Estes so os amigos que me ajudaram.  sujeito


                a) Os livros que trouxemos esto ali. 
                b) Temos tudo de que precisamos. 
                c) Chegaram na hora em que estvamos saindo. 
                d) H coisas que aprendemos tarde. 
                e)  um passado extinto de que ningum se recorda. 
                f) O rapaz que nos entregou a carta era moreno. 

        6         Leia os dois textos a seguir.


2a coluna 

1. ndice de indeterminao
2. partcula apassivadora 
3. partcula de realce
4. pronome reflexivo
5. partcula integrante do verbo

2241135

objeto direto

objeto indireto

adjunto adverbial

objeto direto

objeto indireto

sujeito

Em testes com corantes,
as manchas verdes
mostram os pontos
em que o concreto j
est mais frgil.

(Revista Superinteressante)


As bactrias que
mordiam

Veja a verdadeira
histria da bactria
que foi chamada de
"devoradora de carne
humana"pelos
jornalistas.

(Revista Superinteressante)


                Estabelea a diferena sinttica entre a palavra que nos dois textos.
        
        7         Complete as frases com porque, porqu, por que ou por qu. Justifique suas respostas.

                a) .... foi interrompido o espetculo? 
                b) O espetculo foi interrompido ....? 
                c) O espetculo foi interrompido .... o ator se sentiu mal. 
                d) No sabemos .... o espetculo foi interrompido. 
                e) Ignora-se o .... da interrupo do espetculo. 
                f) Ele venceu a competio .... treina muito. 

        8         Escreva uma frase em que a palavra porque seja usada: 

                a) como conjuno;
                b) como substantivo;
                c) como advrbio interrogativo;
                d) com o mesmo sentido de "o motivo pelo qual";
                e) no final de uma frase interrogativa.


1o texto  adjunto adverbial; 2o texto  ambos so sujeito

Por que; advrbio interrogativo

por qu; adv. inter. perto do sinal de pontuao

porque; conjuno subordinativa causal

por que; pronome relativo (pelo qual)

porqu; conjuno substantivada

porque; conjuno subordinativa causal

Respostas pessoais

                Leia o texto a seguir e resolva as questes 9 a 11:

Por que a gua pega o gosto dos alimentos
quando est na geladeira?


Apesar da aparente serenidade, dentro da sua geladeira acontece um verdadeiro baile de partculas. Cada alimento que chega perde um pouco de gua. "Quando esse lquido 
sai, carrega junto algumas molculas da comida", diz o qumico Atlio Vanin, da Universidade de So Paulo. Ento, se um peixe fresco for colocado na geladeira, a 
umidade em torno dele se desprender e circular pelo ambiente, levando alguns micropedaos. As molculas fujonas se depositam sobre tudo o que estiver destampado. 
Por isso, a gua ganha o sabor estranho. A menos que voc se previna. "Existem produtos, feitos com carvo, que absorvem as molculas voadoras e neutralizam os odores 
de geladeira", ensina Vanin. Uma boa tampa tambm mantm sua gua sem gostos indesejados.


(Revista Superinteressante)


        9         Justifique o uso de por que, no ttulo. 

        10         Classifique, do ponto de vista da morfologia, o que e o se destacados nas frases extradas do texto:

                a) "Cada alimento que chega perde um pouco de gua." 
b) "Ento, se um peixe fresco for colocado na geladeira, a umidade em torno dele se desprender e circular pelo ambiente, levando alguns micropedaos." 
                c) "As molculas fujonas se depositam sobre tudo o que estiver destampado." 
                d) "A menos que voc se previna." 
e) "Existem produtos, feitos com carvo, que absorvem as molculas voadoras e neutralizam os odores de geladeira." 

        11         D a funo sinttica do que nos itens a e e do exerccio 10 e justifique sua resposta.




 advrbio interrogativo.

pronome relativo

conjuno subordinativa condicional; partcula integrante do verbo

se: partcula integrante do verbo; que: pronome relativo 

que: conjuno subordinativa condicional (= a no ser que); se: pronome reflexivo 




pronome relativo

Ambos exercem a funo de sujeito, pois so pronomes relativos que esto substituindo os sujeitos das oraes.




















Captulo 30



APNDICE


O SENTIDO DAS PALAVRAS


Leia a letra da msica a seguir:





Palavras

Palavras no so ms
Palavras no so quentes
Palavras so iguais
Sendo diferentes
Palavras no so frias
Palavras no so boas
Os nmeros pra os dias
E os nomes pra as pessoas
Palavra eu preciso
Preciso com urgncia
Palavras que se usem
Em caso de emergncia
Dizer o que se sente
Cumprir uma sentena
Palavras que se diz
Se diz e no se pensa
Palavras no tm cor
Palavras no tm culpa
Palavras de amor
Pra pedir desculpas
Palavras doentias
Pginas rasgadas
Palavras no se curam
Certas ou erradas
Palavras so sombras
As sombras viram jogos
Palavras pra brincar
Brinquedos quebram logo
Palavras pra esquecer
Versos que repito
Palavras pra dizer
De novo o que foi dito
Todas as folhas em branco
Todos os livros fechados
Tudo com todas as letras
Nada de novo debaixo do sol

(Srgio Brito e Marcelo Fromer, dos Tits)



Logo no comeo do texto, os autores afirmam que as "palavras no so ms, palavras no so quentes, palavras so iguais sendo diferentes". Essa afirmao deve-se 
ao fato de que uma mesma palavra pode ter vrios sentidos, dependendo da situao em que  empregada e da inteno de quem fala.


Semntica  o estudo do sentido das palavras de uma lngua.

A semntica pode estudar basicamente os seguintes aspectos:

         famlia de idias;
         sinonmia, antonmia, homonmia e paronmia;
         palavras em sentido denotativo e conotativo;
         polissemia.


Famlia de idias


As famlias de idias so formadas naturalmente por vrias palavras que mantm relaes de sentido ou significado e que representam basicamente uma mesma idia. 
Veja a relao a seguir:

casa                                                moradia        lar                abrigo
residncia                                sobrado        apartamento        cabana 

Todas essas palavras representam a mesma idia: lugar onde se mora. Logo, trata-se de uma famlia de idias.
Observe outros exemplos:

 revista, jornal, biblioteca, livro
 casaco, palet, roupa, blusa, camisa, jaqueta, camiseta
 serra, rio, montanha, lago, ilha, riacho, planalto
 telefonista, motorista, costureira, escriturrio, professor, mdico, advogado


Sinonmia


Sinonmia  a relao que se estabelece entre palavras que apresentam sentido igual ou semelhante:

zelo - cuidado                         economizar - poupar         branco - alvo

Veja outros exemplos:

comando - chefia, direo; autoridade, governo, mando
cmico - burlesco, engraado; ridculo
dbil - fraco, frgil; covarde; franzino
demolir - abater, aniquilar, arrasar, arruinar, destruir
distante - afastado, remoto 
hercleo - atleta, gigantesco, possante, robustssimo
namoro - corte, galanteio; xod, grude
relapso - descuidado, desmazelado, faltoso, negligente


Observao: 
Deve-se considerar que, muitas vezes, a relao de sinonmia entre as palavras acontece apenas em textos e no quando se observam as palavras isoladas de seu contexto. 
Assim, em princpio, podemos dizer que namoro e xod so palavras sinnimas, mas, dependendo do contexto em que esto inseridas, elas podem apresentar apenas sentidos 
prximos, sem serem equivalentes. Compare:

Dona Mariquinhas tem um xod louco pelo netinho de apenas dois anos.
Sr. Felipe tem um certo xod por Dona Mariquinhas. So ambos vivos: deveriam namorar!

Na primeira frase, xod tem o sentido de carinho extremo e cuidados exagerados. Na segunda, significa atrao, interesse ou desejo.
 importante saber quais palavras podem ser usadas como sinnimas, pois, na escrita, isso evita repeties e enriquece o vocabulrio, tornando o texto mais interessante.

Antonmia


Antonmia  a relao que se estabelece entre duas palavras de sentido oposto, contrrio:

zelo - descuido
economizar - gastar
branco - preto
luz - sombra

Veja como Ceclia Meireles trabalha com relaes contrrias neste trecho da poesia:

"Ou se tem chuva e no se tem sol,
ou se tem sol e no se tem chuva!
(...)
Quem sobe nos ares no fica no cho,
quem fica no cho no sobe nos ares." 


Homonmia


Homonmia  a relao que se estabelece entre palavras de sentidos diferentes, mas com mesma estrutura fonolgica.
As palavras homnimas podem ser:

        homgrafas heterofnicas - so as palavras iguais na escrita e diferentes na pronncia:

colher (verbo) - colher (substantivo)
jogo (1a pessoa do presente do ind. do verbo jogar) - jogo (substantivo)

         homfonas heterogrficas - so as palavras iguais na pronncia e diferentes na escrita:

concertar - consertar
censo - senso

         homfonas homogrficas - so as palavras iguais na pronncia e na escrita: 

alvo (substantivo = coisa que se deseja acertar) - alvo (adjetivo = branco) 
so (adjetivo = sadio) - so (verbo ser)


Paronmia


Paronmia  a relao que se estabelece entre palavras de sentidos diferentes, mas semelhantes na pronncia e na escrita. Observe:

ratificar (= confirmar) - retificar (= corrigir)

Veja outros exemplos:

comprimento (extenso) - cumprimento (saudao)
emergir (vir  tona) - imergir (mergulhar)
emigrante (que sai do pas) - imigrante (que entra no pas) 
inflao (desvalorizao da moeda) - infrao (violao da lei)
trfego (trnsito) - trfico (comrcio desonesto) 


Palavras em sentido denotativo e conotativo


A palavra em sentido denotativo apresenta um sentido apenas, aquele sabido por todos, isto , o sentido em que a palavra aparece no dicionrio.

Em 1980, o IBGE realizou o censo.

A palavra em sentido conotativo apresenta mais de um sentido, que depende do contexto, do leitor ou do ouvinte. Por isso, dizemos que linguagem conotativa  aquela 
que tem sentido figurado, representativo, sugerindo a idia de forma indireta:

Tivemos uma serenata ao luar de prata.

A expresso luar de prata deve ser entendida assim: a luz do luar est sendo comparada com a cor da prata. Logo, essa expresso tem um sentido figurado, representativo.
A linguagem denotativa  muito usada pelas pessoas para a comunicao do cotidiano. 
Na linguagem denotativa, as palavras aparecem com apenas um sentido, isto , aquele sentido comum, conhecido por todos. Assim, a linguagem denotativa permite apenas 
um entendimento por parte do leitor ou do ouvinte.

Quero um copo d'gua. 

O exemplo acima no pode ser entendido de outro modo, ele tem apenas um sentido: algum com sede expressa o desejo por gua.
Logo, o exemplo dado pertence  linguagem denotativa, porque permite uma nica interpretao.


Polissemia

Polissemia  a propriedade que algumas palavras tm de apresentar vrios significados, mantendo inalterada a escrita e a pronncia.

Fbio habitualmente anda de avio. 
O professor anda cansado. 
Gosto de andar a p.

O sentido de cada frase , respectivamente:

Fbio habitualmente viaja de avio.
O professor habitualmente est cansado.
Gosto de caminhar.

Logo, nas frases acima, o verbo andar apresenta a propriedade semntica da polissemia, porque apresenta variados significados. 
Na polissemia, o sentido das palavras depende do contexto, isto , da soma de relaes entre as palavras, formada dentro daquele conjunto. Por exemplo, na frase:

Fbio habitualmente anda de avio. 

As palavras habitualmente e de avio criam um contexto que altera o sentido do verbo andar. Compare com a frase:

Fbio sempre anda de muletas. 

O sentido do verbo andar nessa frase  diferente, porque as palavras sempre e muletas criaram um outro contexto.


Exerccios        


        1         No quadro 1 existem palavras que se relacionam com as do quadro 2 por serem sinnimas ou por serem antnimas. Copie-as, formando pares e identifique 
com S os sinnimos e com A os antnimos:



faanha                        construir                entusiasmo
debate                        degustar                paulatino
abandonar                definitivo                estupendo

amparar                        discusso                formidvel
provisrio                demolir                        indiferena
provar                        proeza                        rpido

faanha / proeza (S)
debate / discusso (S)
abandonar / amparar (A)
construir / demolir (A)
degustar / provar (S)
definitivo / provisrio (A)
entusiasmo / indiferena (A)
paulatino / rpido (A)
estupendo / formidvel (S)


        2         Escolha dois pares de antnimos e dois pares de sinnimos do exerccio 1 e escreva uma frase com cada par. 

        3         Identifique cada par de palavras abaixo, classificando-as de acordo com o cdigo:



Resposta pessoal

1. homgrafas heterofnicas;
2. homfonas heterogrficas;
3. homfonas homogrficas.



                a)         sede (verbo)                                  sede (subst.)                                l)         cedo (verbo)                cedo 
(adv.)
                b)         cela (subst.)                                  sela (verbo)                                        m)        jogo (verbo)                jogo 
(subst.)  
                c)         morro (verbo)                                 morro (subst.)                                n)         cerrar (verbo)                serrar 
(verbo) 
                d)         vero (verbo)                                 vero (subst.)                                o)         cesso (subst.)                sesso 
(subst.) 
                e)         relevo (verbo)                                 relevo (subst.)                                p)         apio (verbo)                apoio 
(subst.) 
                f)         concerto (subst.)                         conserto (subst.)                        q)         caminha (verbo)                caminha (subst.) 
                g)         conserto (verbo)                        conserto (subst.)                        r)         canto (verbo)                canto (subst.) 
                h)         cura (verbo)                                 cura (subst.)                                        s)         venda (verbo)                venda 
(subst.) 
                i)         providencia (verbo)                providncia (subst.)                t)         vo (verbo)                vo (subst.)
                j)         censo (subst.)                                 senso (subst.) 


 1 ou 3 1 2 3 3 2 1 3 1 2

 3 3 3 3 3 1 1 2 2
        
        4        Pesquise em jornais e revistas frases nas quais palavras homfonas sejam usadas e cole-as em seu caderno. 

        5         Em cada item, identifique se as palavras em destaque so parnimas ou  polissmicas:

                a) Roberto ficou resfriado por ter apanhado chuva.
                        Jair ficou esperando por mim durante muito tempo.
                        Nossa compra ficou em cem reais. 
                b) Fizemos uma perfeita descrio da fazenda ao comprador.
                        Lgia  educada e age sempre com muita discrio. 
                c) Roni foi multado porque infringiu as leis de trnsito.
                        O juiz infligiu ao ru uma pena de quinze anos de recluso. 
                d) Hoje Vanderlei saiu mais tarde da oficina.
                        Toninho saiu com Glucia no domingo.
                        O filho saiu ao pai. 


                e) A costureira enganou-se no comprimento do vestido.
                        Os policiais devem sempre agir no cumprimento do dever.
                f)         Ele ocupa um alto posto na empresa. 
                        Abasteci meu carro no posto da esquina. 
                g) Sua opinio sobre o filme diferiu muito da minha. 
                        O instituto deferiu prmios aos vencedores do concurso. 
                h) Os convites eram de graa.
                        Os fiis agradecem a graa recebida. 




Resposta pessoal




polissmicas

parnimas
parnimas



polissmicas

parnimas

parnimas

polissmicas

parnimas

polissmicas

        6         Leia a frase abaixo com ateno e explique a incorreo cometida.

O grande volume de carros era o responsvel pelo trfico ininterrupto. 

        7         Construa uma frase que apresente o mesmo tipo de problema do exerccio 6, e comente-o.

        8         Copie as frases, escrevendo D para a linguagem denotativa e C para a linguagem conotativa:

                a) "Como eu ainda gosto de msica! A noite passada, em casa do Aguiar, ramos algumas pessoas... Treze!" 
                b) "O cu parece de algodo. O dia morre. Choveu tanto!" 
                c) "Como fiz para esconder-me na varanda, para no ser visto, no me lembro." 
                d) "Os mochos piavam no monte, que era como um paredo onde quebravam todos os sons."
(Agustina Bessa Lus) 
                e) "Se as malhas do processo chegaram at a ns, no dou um dlar furado pelo segundo mandato de Mr. Nixon." 
                f) "s vezes me pergunto por que os homens no so feitos de pedra." 
                g) "Olhemos os olhos das crianas, que eles encerram mistrios; dentro de suas pupilas moram selvagens bons, pairam neles as lendas das terras desconhecidas." 

        9         Reflita sobre o uso das linguagens conotativa e denotativa e responda:

                a) No texto literrio, qual  o tipo de linguagem utilizado? 
                b) E no texto no-literrio?
                c) Explique a resposta dada na letra b.

        10         Indique nos textos a seguir as palavras empregadas com sentido conotativo.
                
                a)                                                                                                                b)  




                c) 



A palavra trfico (comrcio ilegal) foi usada em lugar da palavra trfego (fluxo ou trnsito).

Resposta pessoal

DCDDCCC

(Machado de Assis)
(Manuel Bandeira)


(Jorge Amado)


(C. Drummond de Andrade)

(Gerardo Mello Mouro)

(Jorge de Lima)
Ambos os tipos aparecem livremente.


A linguagem denotativa  predominante.

Por seu objetivo de proximidade com o real.


pesa

(Revista Veja)

Cratera ou continente, a mancha brilhante "come" um quarto de Tit

(Revista Superinteressante)

come

estrela

(O Estado de S. Paulo)



















Captulo      31






FIGURAS DE LINGUAGEM


Leia o texto a seguir:



Poema das sete faces

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrs das mulheres.
A tarde talvez fosse azul
se no houvesse tantos desejos. (...)
(Carlos Drummond de Andrade)



Nesse texto, Carlos Drummond de Andrade atribui uma caracterstica do ser humano s casas ao afirmar: "As casas espiam os homens".
Trata-se de um recurso para tornar mais expressiva a linguagem, realando a idia que o autor quer transmitir. A esse tipo de recurso lingstico damos o nome de 
figuras de linguagem.



Figuras de linguagem so recursos expressivos que emprestam ao pensamento mais energia, mais vivacidade, e conferem  frase mais elegncia e graa.



A parte da Gramtica que estuda as figuras de linguagem  a Estilstica. Vejamos, a seguir, algumas delas.


Principais figuras de linguagem

        Anttese 

Consiste na colocao de duas idias opostas lado a lado, em uma mesma frase.

"Eis a mulher amada! Seja ela o princpio e o fim de todas as coisas."                                
                                
"Ricos e pobres, doentes e saudveis, homens e mulheres, civis e militares caram de joelhos pedindo." 

O uso da anttese  muito comum nas mensagens publicitrias. Observe:


 (Vinicius de Moraes)

idias opostas
(Stanislaw Ponte Preta)

Alta qualidade.
Preos baixos.
 a Vivara mostrando
como  bom viver
entre altos e baixos

(Revista Veja So Paulo)

Tecidos que valem ouro a preos nanicos

(Revista Veja So Paulo)

Vendendo mais com menos investimento -
marketing alternativo

18/10/94 - das 19h30 s 22h30

(Revista Veja So Paulo)


        Prosopopia

Consiste na atribuio de caractersticas humanas, comumente o pensamento ou a fala, a seres inanimados.

"No mundo menor o fogareiro, com o seu chiar grosso e contnuo, canta um dueto com o relgio." 
A mangueira conversa com as crianas.

        Ironia 

Consiste na declarao do contrrio de que se pensa para, em geral, fazer zombaria. 

D. Maria, veja o grande esforo de seu filho: obteve nota zero em todas as matrias.

        Eufemismo 

Consiste em comunicar uma situao desagradvel por meio de palavras que abrandem o impacto causado por essa situao.

A polcia abriu fogo contra os assaltantes.


"Aconteceu que, passados quatro anos, D. Elvira mudasse de residncia para outro mundo..." 
(Camilo Castelo Branco)

        Hiprbole 

Consiste no exagero de expresso.

"Porque voc  Banco das Estrelas, e pode comprar todas as coisas do mundo, inclusive as guas e os animais, para restitu-los  vida em liberdade."

A hiprbole  um recurso muito usado em nossa linguagem do dia-a-dia. Observe os exemplos a seguir:

Morri de estudar e no consegui aprender nada.
Estou morto de fome. 
J lhe disse mil vezes para no cuspir no cho.


(rico Verssimo)

atirou

morreu
(Carlos Drummond de Andrade)

Sua sade merece o
cuidado de mil mdicos

(Informe publicitrio)

Mil mdicos: exemplo de hiprbole.


        Comparao 

Estabelece um termo de comparao entre dois elementos por meio de uma qualidade comum a ambos. Os dois elementos aparecem no enunciado, ligados por conectivo subordinativo.
Observe:

"As rvores que debruam as caladas so como blocos compactos de algas."


"Olhe, meu filho, os homens so como formigas." 


conectivo

(rico Verssimo)

1o elemento         

conectivo

2o elemento         

(rico Verssimo)

1o elemento         

2o elemento         

        Metfora 

Relaciona dois seres por meio de uma qualidade comum atribuda a ambos.
Veja, inicialmente, esta comparao:

Minha me  bondosa como uma santa. 

Entre "minha me" e "santa" se estabelece uma qualidade comum: a bondade. Entretanto, no enunciado da metfora, s aparece um dos termos da comparao:

Minha me  uma santa.

Esse enunciado contm uma metfora. Agora veja outro exemplo:

"Teu corpo  brasa do lume." 

Na metfora, a comparao  implcita, sem o uso da conjuno como.

        Catacrese 

D um novo sentido a uma palavra j existente, fazendo com que ela passe a dar nome a outro ser semelhante.

Os braos da poltrona so macios.
O p da mesa est quebrado.

Nesse caso ocorreu uma catacrese; as palavras brao e p ganharam um novo sentido para representar outro ser. Observe outro exemplo:

Preciso substituir os burrinhos do freio do meu carro.

A catacrese  usada na falta de um termo que d a mesma idia.

        Metonmia 

Consiste em substituir um termo por outro com o qual tenha relao de contigidade ou causalidade.

Meu amigo Jorge  um bom garfo.

Isto , meu amigo Jorge usa muito o garfo para comer; Jorge come muito.
Observe outro exemplo:

Romrio  um bolo.

A metonmia ocorre comumente quando se substitui:

 o nome do autor pela obra:

"Quem primeiro me falou de Pio Baroja foi ele. 
E tambm de Galds, de Sarmiento, de Concha Espina, da 
condessa de Pardo Bazn, de Ricardo Palma, de Quevedo.
Slvio Jlio tem passado a vida a ler todos os mestres 
consagrados nas vrias literaturas de lngua espanhola." 

 o substantivo abstrato pelo concreto:

A f remove montanhas.

 o smbolo pelo objeto significado:

As chamins sero substitudas pelo verde.



(Manuel Bandeira)


(Josu Montello)

 o contedo pelo continente:

Tomei um prato de sopa.
Aquele copo de vinho me fez mal.

        Gradao 

Consiste em uma seqncia de idias colocadas em ordem crescente ou decrescente de intensidade. Observe:

A vida, o cu, o mar, o infinito, tudo era desagradvel.

" to alta a tua janela, amigo,
que no te chega nem o sol nem o dia 
nem te chega a vida." 

        Pleonasmo 

Consiste na repetio de termos de mesmo significado, com o intuito de dar nfase a uma expresso. Bons escritores usam o pleonasmo como recurso de estilo, sendo 
chamado de "pleonasmo literrio".

"E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento" 

Usado sem cuidado e sem produzir um efeito artstico, o pleonasmo recebe o qualificativo de vulgar, e  considerado pouco adequado, sendo chamado de pleonasmo vicioso 
(ver p.334). Por exemplo:


Teimou em subir pra cima da escada e quase caiu.



copo        vinho                

prato        sopa        


continente                       contedo

(Lineu Azuaga)

(Vinicius de Moraes)

Vcios de linguagem

Vcios de linguagem


Os vcios de linguagem so causados por descuido ou desconhecimento lingstico por parte de quem fala ou escreve.
Os principais vcios de linguagem so:

         ambigidade ou anfibologia;                                         estrangeirismo;
         barbarismo;                                                                                         pleonasmo vicioso;
        cacofonia ou cacfato;                                                          solecismo.

        Ambigidade ou anfibologia 

 o uso de uma frase com sentido duplo.

O rapaz ama a namorada.                        A namorada ama o rapaz.

Para evitar a ambigidade:

O rapaz ama  namorada.                        A namorada ama ao rapaz.

        Barbarismo 

Consiste no uso errado da pronncia, da forma ou da significao de uma palavra.

seje -  em vez da forma correta - seja 
asterstico - em vez da forma correta - asterisco
salchicha - em vez da forma correta - salsicha
interviu - em vez da forma correta - interveio




Quando o uso errado se refere  acentuao tnica, o barbarismo  conhecido como silabada.

rbrica - em vez da forma correta - rubrica 
arquetipo - em vez da forma correta - arqutipo 

        Cacofonia ou cacfato 

 o uso de palavras que formam som desagradvel ou sentido ridculo, quando unidas numa frase.

J vi os instrumentos na vez passada.
O ladro, ao perceber que havia gente na casa, passou a cerca dela.

        Estrangeirismo 

 o uso de palavras ou expresses estrangeiras.

menu - em vez de cardpio 
chance - em vez de oportunidade
show - em vez de espetculo 

        Pleonasmo vicioso 

Consiste no uso de formas redundantes.

A bola saiu para fora do campo.
O menino entrou para dentro j faz tempo.

        Solecismo 

 o uso errado da concordncia, regncia ou colocao.

Fazem dez anos que trabalho aqui.                Encontrarei-a para voc.


Eu lhe amo


a forma correta  faz                                                                                 a forma correta  encontr-la-ei 

a forma correta  o ou a 



Exerccios        



        1         Identifique as figuras de linguagem que ocorrem nas frases a seguir:

                a)         "Buscou no amor o blsamo da vida 
                        No encontrou seno veneno e morte." 
                b)         "Era um tatu. Nada mais que um tatu, bichinho que rivaliza com a prefeitura na arte de esburacar." 
                
                c)         "Um coqueiro, vendo-me inquieto e adivinhando a causa, murmurou de cima de si que no era feio que os meninos de quinze anos andassem 
nos cantos com as meninas de quatorze..." 
                d)         "Cuidava dos meus arranjos em casa, dos meus livros, dos meus sapatos, da minha higiene e da minha prosdia." 
                e)         "Mulher tem mesmo mais jeito para essas coisas: quando eu estava sozinho em Manaus, fuji como o diabo da cruz do comrcio da Zona Franca." 
                f)         "Meu verso  sangue." 
                g)         "O sobrinho do tzar, porm, no era dado ao trabalho e Tia Zulmira foi obrigada a deix-lo (...)." 
        
                h)         "Era vspera de Natal, as horas passavam, ele devia de querer estar ao lado de i Dijina, em sua casa deles dois, da outra banda, na Lapa-Laje." 
                i)         "O cu  uma cidade de frias, frias boas que no acabam mais." 
                j)         "Dilvio carioca, sem refgio possvel, Copacabana com gua entrando pelas lojas rasas (...)" 



metfora

(Manuel Bandeira)

metfora; ironia

(Stanislaw Ponte Preta)
 prosopopia

(Machado de Assis)

(Machado de Assis)

 gradao

(Fernando Sabino)

comparao

(Manuel Bandeira) 

metfora

eufemismo

(Stanislaw Ponte Preta)


(Guimares Rosa) 

pleonasmo

(lvaro Moreyra)

 metfora

 hiprbole

(Clarice Lispector)

        2         Observe o uso da gradao nesta frase de Rubem Braga:

        "Estou cansado; quero parar, engordar, morrer."
Crie uma gradao, escrevendo uma frase a partir da palavra vaga-lume. 

        3         Identifique as figuras de linguagem que ocorrem nas mensagens publicitrias a seguir:

                a)                                                                                                                                b)


Resposta pessoal

Canivete suo
original Victorinox.
No mnimo,
 o mximo.


 anttese (mnimo / mximo)

(Revista Veja)


Hoje a MTV
vai estar uma
brasa, mora!

metfora (uma brasa)                


(O Estado de S. Paulo)

                c)


Bandeirantes caa novo pblico

Os pblicos feminino e juvenil esto na mira da Bandeirantes em 1995.
E  exatamente a experincia nestas duas reas que a emissora buscou ao colocar
Daniel Filho como o novo  superintendente de
programao e operao.

(Folha de S. Paulo)

prosopopia ( Bandeirantes caa)                

                d)

\Nem santo nem demnio, apenas um homem

O drama de J  dessacralizado pelo
Teatro da Vertigem, que refaz sua
via-crcis ao vivo.


(Folha de S. Paulo)

anttese (santo / demnio)

(O Estado de S. Paulo)


A trgua acabou. A disputa  no copo

A Pepsi-Cola acordou e tirou o sossego da Antarctica e da Coca. As trs vo se matar pela preferncia do brasileiro.

(Revista Exame)


metonmia (copo = bebida); hiprbole (As trs vo se matar)         


Faa como Wellaton:
Mude e deixe a concorrncia morrendo de inveja.

hiprbole (morrendo de inveja)

(Revista Veja)

        4        Crie trs mensagens publicitrias a exemplo do que foi feito no exerccio 3, usando figuras de linguagem no exploradas.


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